sábado, 19 de setembro de 2020

Curtas (CXXIV) : Mesa Portuguesa, The Fork e Vinhos a Descobrir

 1.Mesa Portuguesa

Com o 21º episódio, dedicado ao chefe Luis Pestana, a trabalhar no restaurante estrelado Wlliam (Funchal), chegou ao fim esta interessante série intitulada "Mesa Portuguesa...Com estrela".

Só para ver as relíquias da Blandy, encarceradas num amplo cofre forte, vale a pena. Passou no Canal 1, na passada 3ª feira, e ainda pode ser visto.


2.The Fork

Esta plataforma lançou no passado dia 17 o programa "O Regresso aos Restaurantes" que pode ser aproveitado até ao dia 17 de Novembro. É um imperdível desconto de 50 % (excepto bebidas) que pode ser utilizado em cerca de 175 restaurantes aderentes, em Lisboa e arredores (o restante país também está coberto).

Nesse universo estão o Ânfora - Palácio do Governador, Arola (Penha Longa), Pap'Açorda, O Nobre, Akla, Osso Bento (ex - Talho da Esquina), Sem Dúvida, Palácio Chiado, Saraiva's, Varanda Azul e Espaço Espelho d'Água.

Necessária marcação prévia no site do The Fork.


3.Vinhos a Descobrir

A 3ª edição deste evento realiza-se no Mercado Ferreira Borges (Porto) dias 26 e 27 deste mês, entre as 15h30 e as 21h30.

É uma mostra e feira de vinhos e produtos gourmet, a não perder por quem resida em terras nortenhas.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

A minha biblioteca vínica (XVII) : balanço final (1ª parte)

 1."Agricultura das Vinhas", o último livro

Afinal ainda havia um livro não referido por mim, por mero lapso. Trata-se de "Agricultura das Vinhas" de Vicencio Alarte, cuja 1ª edição foi lançada em 1712.

Segundo uma pequena brochura editada pela Academia do Vinho da Bairrada em 1998, esta refere na sua introdução que "Entendeu a Academia do Vinho da Bairrada promover uma edição fac-similada dum exemplar da 1ª edição (1712) do livro Agricultura das Vinhas de Vicêncio Alarte, considerada a primeira obra impressa em português, exclusivamente dedicada à temática da vitivinicultura. (...)".

Resta acrescentar que este exemplar da minha biblioteca foi uma simpática oferta às Coisas do Arco do Vinho, por parte do produtor Carlos Campolargo, na altura fazendo parte da Academia do Vinho da Bairrada.


2.Balanço final

São 115 os livros da minha biblioteca vínica, sendo 50 os Guias e 65 os restantes que foram sendo referidos ao longo de 16 crónicas, a saber:


GUIAS (crónica "A minha biblioteca vínica" I e II)

.Guias da Comporta  -  5 

.Roteiros do José Salvador  -  18

.Guias do João Paulo Martins  -  21

.Outros Guias  -  6


AUTORES NACIONAIS

.José António Salvador  -  9 (crónica III, 1ª e 2ª parte)

.João Paulo Martins  -  6, sendo 2 em parceria (idem IV)

.Maria João Almeida  -  3, sendo 1 em parceria (idem V)

.Ceferino Carrera  -  2 (idem VI)

.Ana Sofia Fonseca  -  2 (idem VI)

.Virgílio Loureiro  -  2 (idem VII)

.João Afonso  -  1 (idem VII)

.Outros  -  11 (idem VIII)


NOTA - Por dificuldades relacionadas com as alterações de software, impostas pelo respectivo gestor, fiquei impossibilitado de criar os habituais links.


continua...

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Mais 2 espaços de restauração visitados : Lisbon Wine House e MISC

1.Lisbon Wine House - 4 *
Já aqui referido em "Wine House - 3,5 *" continua a ser uma das melhores relações preço/qualidade na Baixa de Lisboa. Por 11,50 € (almoço de 2ª a 6ª feira) tem-se direito ao couvert, prato principal, sobremesa, café e um copo de vinho ou cerveja. E, por vezes, quando o chefe está bem disposto, ainda vem para a mesa uma entrada, oferta da casa. O que se pode pedir mais?
Numa das últimas visitas, a uma quinta feira, o almoço foi um fabuloso arroz de gambas com arroz de tomate, para mim o melhor prato da semana. O serviço, sempre eficiente e simpático, decorreu de acordo com as regras da DGS.
Bebeu-se, a copo, o branco Qtª das Cerejeiras 2018 - com base nas castas Arinto, Vital e Fernão Pires; muito frutado e fresco, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca médios. Gastronómico. Nota 16,5.
Foi servido em bons copos italianos, mas lamentavelmente não dado a provar. O serviço de vinhos continua errático, dependendo do profissionalismo de cada empregado. Já nas visitas posteriores, o vinho foi sempre dado aprovar.
Música de fundo deliciosa e com um volume aceitável.

2.MISC by Tartar-ia - 4 *
Este espaço que não conhecia fica na Rua da Boavista, 12-14. Despertaram-me o interesse os elogios publicados na Fugas e na Time Out.
Sala pequena com poucas mesas e alguns lugares ao balcão. Nessa visita, ao almoço de um dia de semana, só estávamos 2 pessoas, o que não impediu que todo o serviço cumprisse as regras da DGS.
Não havia ementa em papel, apenas no espelho. Quanto à lista de vinhos apenas está na cabeça da empregada que a debitou a pedido! São os 2 únicos pontos fracos deste novo espaço.
Partilhei uns bons croquetes e comi um delicioso arroz de lingueirão.
Bebemos, a copo, o branco Manoella 2018 - nariz fechado, algum citrino e fruta de caroço, acidez e notas amanteigadas, volume e final de boca médios. Nota 16,5.
A garrafa veio à mesa e dada a provar num copo Riedel, um luxo!
Serviço eficiente e profissional.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

À volta da cerveja artesanal (XIV)

1.Mais provas
Provadas mais 7 cervejas artesanais e 2 semi-artesanais, em casa e em espaços de restauração, classificadas de 1 a 5. E ela foram:
Com 5
.Letra D (Vila Verde) (notas 4,5 e 5 noutras 2 situações)
.Imp5Rio (parceria Dois Corvos/Letra) com estágio em barricas de Moscatel da Qtª do Portal, 10º de álcool e prazo de validade de 23 anos! (nota 5 noutras 3 situações)
Com 4,5
.8ª Colina Sabino Triple IPA (Lisboa) com 11º de álcool
.Dois Corvos Power of Three Barrel Aged (Lisboa) envelhecida em barricas de Porto e Whiskey e com 10,1º de álcool (4,5+ noutra situação)
.Companhia das Caricas Saudade IPA (Loures)
.1927 Bengal Amber IPA (notas de 4 a 4,5 em 7 outras ocasiões)
Com 4
.Grande Birra Birrenta Saison Lager (Gaia?) com a participação do Dirk Niepoort
.Bohemia Original (notas de 3,5 a 4 em 3 outras situações)
Com 3,5
.Sovina IPA (Porto)

2.Tap House - 3,5 *
A Tap House é um espaço de restauração muito bem situado na Fortaleza de Santiago, em Sesimbra, e detentora da marca ABC que deixou de engarrafar as suas cervejas artesanais e tem o exclusivo de venda à pressão, o que não se entende de todo. Quem a quiser provar/beber tem de se deslocar a Sesimbra!
Recentemente tive a oportunidade de provar 2 das suas 7 artesanais:
.Tritão Laranja Flashy IPA - 4,5
.Falcão Cinzento Hunter Pale Ale - 3,5

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Grupo FJF (17ª sessão) : o regresso

Após quase 6 meses de inactividade, por força do Covid-19, este grupo de enófilos militantes (Frederico, João e Francisco) reuniu no restaurante Sessenta à volta de 3 vinhos levados pelo João Quintela. E eles foram:
.Dão Alvaro de Castro Reserva 2014 branco - com base nas castas Encruzado e Sercial, estagiou 14 meses em cascos de carvalho francês; frutado com notas cítricas e tropicais, belíssima acidez, notas amanteigadas, algum volume e final de boca (13 % vol.). Algo complexo e muito gastronómico, ainda tem muitos anos pela frente. Nota 17,5+.
.Lacrau 2014 branco - enologia de Rui Cunha; com base em vinhas velhas, estagiou 15 meses em barricas; fruta de caroço, acidez nos mínimos, notas amanteigadas, algum volume e final de boca curto (13,5 % vol.). Esperava mais deste vinho (falta-lhe alma!). Nota 16,5.
Estes 2 brancos acompanharam:
.o couvert (pão, azeite, azeitonas e queijo)
.as entradas que vinham num original recipiente individual (peixinhos da horta, salada de coelho e ceviche de atum)
.filetes de peixe galo e risotto de limão
.tosta de queijo Niza com mel e orégãos
Finalmente, a harmonizar com crumble de maçã e gelado de natas:
.Henriques & Henriques Terrantez 20 Anos - 95 pontos na Decanter; notas de tangerina, presença de frutos secos, iodo, alguma acidez, volume e final de boca. Dada a falta do tradicional vinagrinho, provado às cegas este fortificado não me pareceu Madeira. Ia mais para um tawny velho. Nota 17,5.
Quanto ao restaurante, tudo o que veio para a mesa tinha qualidade, mas era muito barulhento (a dificultar a necessária concentração dos provadores) e o serviço de vinhos praticamente não existiu (o trabalho foi todo do João).
De qualquer modo foi uma boa sessão de convívio, comeres e beberes. Obrigado, João!

sábado, 29 de agosto de 2020

Agosto 2012 : o que se passou aqui há 8 anos

Só costumo publicar estas crónicas sobre o que se passou há 8 anos, nos primeiros dias do mês seguinte. A de hoje é uma excepção, atendendo que na próxima semana este blogue estará de férias e o responsável longe do computador.

Das 13 mensagens publicadas no decorrer de Agosto 2012, destaco estas 2:

."Roubos e distracções"
Lembrando alguns casos passados com amigos do alheio que, clientes ou não, frequentavam as Coisas do Arco do Vinho.

."Vinhos em família (XXXV)"
Não costumo destacar este tipo de crónicas em que relato e classifico os vinhos que provo/bebo em família, com os rótulos à vista e sem a pressão da prova cega.
Mas não resisto a esta, onde consta a prova de uma garrafa (a nº 1900) de Barca Velha 2004 que classifiquei com 19!

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Vinhos em família (CX) : brancos, mais uma vez

Mais uma série de 4 brancos, todos recomendáveis, provados em família e com os rótulos à vista, sem a pressão da prova cega.
E eles foram:

.Titan of Douro Vale dos Mil 2016 (garrafa nº 534/1600) - produção e enologia de Luis Leocádio (considerado pela Revista de Vinhos o Enólogo Revelação do Ano 2018); com base em vinhas velhas a uma altitude de 750/800 metros, estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês; alguma evolução na cor, presença de citrinos, maçã e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, volume considerável e final de boca longo (13,5 % vol.). Gastronómico e complexo, uma grande surpresa. Nota 18.

.Casa de Santar Vinha dos Amores Encruzado 2016 - com base na casta Encruzado (100 %), estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês e 6 na garrafa; alguma fruta de caroço, notas florais bem marcadas, alguma acidez e notas amanteigadas, volume e final de boca assinaláveis (13,5 % vol.). Envolvente e harmonioso. Nota 17,5+.

.Qtª Bageiras Pai Abel 2016 - 18,5 na Grandes Escolhas; com base nas castas Bical e Maria Gomes, estagiou em barricas usadas de carvalho francês; cítrico, fresco e mineral, acidez vibrante, algum amanteigado, volume e final de boca acima da média (13,5 % vol.). Austero e gastronómico. Nota 17,5.

.Somnium 2017 - enologia de Joana Pinhão e Rui Freire; com base em vinhas velhas de cerca de 70 anos, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês usadas e mais 12 em inox; exuberante, presença de citrinos e fruta de caroço, equilibrio acidez/gordura, volume e final de boca acentuados (13,5 % vol.). Complexo e gastronómico, está uns furos acima das colheitas anteriores. Nota 18.