terça-feira, 28 de janeiro de 2020

2019 : na hora do balanço (VI) - TOP espaços de restauração

Esta crónica é dedicada à selecção dos espaços de restauração que frequentei no decorrer do ano passado, tendo em conta a gastronomia, o ambiente, o serviço em geral e, fundamentalmente, a componente vínica (carta de vinhos, preços, oferta a copo, temperaturas, qualidade dos copos e o serviço específico de vinhos). Não incluí alguns restaurantes onde comi muito bem, mas cuja componente vínica não se mostrou à altura da gastronómica.
Não sendo fácil hierarquisar os restaurantes eleitos, optei pela ordem alfabética. E eles são:
.Casa do Bacalhau/Via Graça (**)
.Casa da Dízima (Paço d' Arcos)
.Enoteca 17.56 (Gaia) (*)
.Lugar Marcado
.Magano (*)
.Prado
.Sabores d' Itália (Caldas da Rainha) (**)
.Taberna Albricoque (*)
.Talho da Esquina (*)
.Tsukiji (*)
É, ainda, de inteira justiça também referir os restaurantes À Justa, Bacalhoaria Moderna, Bastardo, Clube dos Jornalistas, Degust' AR, Fidalgo, Lagar do Xisto, O Frade e 1300 Taberna, onde tive boas experiências enogastronómicas.
Os espaços de restauração assinalados com (*) entram neste TOP pela 1ª vez, enquanto que os assinalados com  (**) foram seleccionados todos os anos sem interrupção, desde 2010.

Aproveito para acrescentar a minha votação para "Os Prémios Mesa Marcada", iniciativa do blogue Mesa Marcada (Duarte Calvão e Miguel Pires), para o qual tenho um link, de cujo júri (agora com 225 votantes) faço parte desde 2011. Entre parêntesis coloco em que lugar ficaram na classificação do referido painel.
1.Enoteca 17.56 (111) *
2.Sabores d' Itália (126) *
3.Prado (4)
4.Casa da Dízima **
5.Magano (107) *
6.Via Graça **
7.Tsukiji (86)
8.Lugar Marcado **
9.Clube dos Jornalistas **
10.1300Taberna (127) *
Os restaurantes assinalados com * apenas tiveram o meu voto, enquanto os com ** nem sequer constam da lista do blogue Mesa Marcada, certamente por lapso.
Parte considerável dos votantes concentrou a sua escolha nos espaços de restauração mais óbvios (os estrelados e os mais badalados).
Seria de inteira justiça haver uma outra categoria para os menos badalados e mais acessíveis (30 a 40 €), mas com componentes gastronómica e vínica de muita qualidade, possibilitando-lhes um merecido lugar ao sol. Lamentavelmente ainda não consegui convencer os responsáveis pelos Prémios Mesa Marcada.

domingo, 26 de janeiro de 2020

2019 : na hora do balanço (V) - os eventos (2ª parte)

continuando...
A crónica de hoje é a continuação da última e dedicada aos eventos em que participei em 2019, organizados pela Garrafeira Néctar das Avenidas, a tal que foi omitida pelo omnipresente Anibal Coutinho (ver "As contradições dos Prémios W atribuidos pelo Anibal Coutinho", crónica publicada em 10/9/2019).

1.Jantares vínicos
."Jantar Quinta Vale D. Maria", na Casa da Dízima com o produtor Cristiano van Zeller

."Jantar Casa da Passarella : o 100º evento da Néctar das Avenidas", na Casa do Bacalhau com o enólogo Paulo Nunes

."Jantar Mota Capitão", na Casa da Dízima com o produtor José Mota Capitão

."Jantar Lavradores de Feitoria", no Via Graça com o enólogo Paulo Ruão

."Jantar Quinta do Crasto (II)", na Casa do Bacalhau com o produtor Pedro Almeida e o enólogo Manuel Lobo

."Jantar Esporão", na Néctar das Avenidas com o enólogo David Baverstock

."Jantar Herdade do Mouchão", no Via Graça com o produtor Iain Reynolds Richardson

. "Jantar Rui Cunha", na Néctar das Avenidas com o enólogo Rui Cunha

."Jantar Pêra Grave", na Casa da Dízima com o produtor João Grave

."Jantar do 8º Aniversário da Garrafeira Néctar das Avenidas", na Casa do Bacalhau com o apoio e presença de alguns produtores e empresas de distribuição

."Jantar Quinta do Crasto", na Néctar das Avenidas com o produtor Pedro Almeida e o enólogo Manuel Lobo

2.Provas alargadas
."Rescaldo do Bairradão (6ª edição)", no Hotel Real Palácio com mais de 30 produtores e 2 Provas Especiais

."Rescaldo do Lisboa & Tejo (1ª edição)", no Hotel Real Parque em parceria com a garrafeira Wines 9297

A próxima crónica deste balanço será dedicada ao TOP espaços de restauração.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

2019 : na hora do balanço (V) - os eventos (1ª parte)

A crónica de hoje e a próxima são dedicadas aos eventos em que tomei parte no decorrer de 2019, tendo cada um deles um link para a respectiva crónica, de modo a satisfazer os mais interessados ou curiosos.

."Porto Extravaganza 2019", na jornada dedicada aos Vinhos Madeira que decorreu em Seteais (organização do Paulo Cruz)

."A Herdade de São Miguel e a Blogosfera (1ª parte) : a visita à Adega", a convite da Casa Relvas
."A Herdade de São Miguel e a Blogosfera (2ª parte) : o almoço, o site e etc"

."Provar vinhos com a CVR Lisboa", a convite do seu presidente no espaço do Peixe em Lisboa

."Mais provas (Vinicom e Herdade do Mouchão)", em Montes Claros a convite dos responsáveis da distribuidora (Vinicom) e a convite do produtor Iain Reynolds Richardson (Herdade do Mouchão)

."Almoço e prova de vinhos com a Adega Cooperativa da Vidigueira (ACV)", a convite da ACV no restaurante Quorum

."Curtas (CXVI) : Decante, GEVS 2019, (...)", no Hotel Dom Pedro a convite dos responsáveis da distribuidora (Decante) e a convite da revista Vinho Grandes Escolhas na FIL (GEVS 2019)

continua...

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

O Boteco - 3,5 *

O Boteco (Pç Luis de Camões, 37) é o novo espaço do chefe Kiko Martins, inspirado na cozinha brasileira. Espaço luminoso com grandes janelas, uma espécie de grande candelabro à base de garrafas vazias (inspirado no By the Wine?) e uma deslumbrante peça do Bordalo II. Mesas despojadas, tampos de pedra, mas guardanapos de papel e pratos da Vista Alegre personalizados. Música de fundo irritantemente alta.
Carta com 19 petiscos/entradas, 9 pratos principais, 6 acompanhamentos e 4 sobremesas.
Vieram para a mesa 3 petiscos, o dadinho de tapioca (o melhor), espetinhos de coração de galinha (sensaborão) e salsicha toscana com farofa (agradável) e, ainda, a sobremesa mil folhas de pastel de nata com gelado (?) de Vinho do Porto (?!). Pratos bem apresentados, mas o gelado não era um gelado, mas apenas sorvete. E quanto ao Vinho do Porto, nem cheiro nem sabor. Uma aldrabice! Ó chefe Kiko, mude lá o nome à sobremesa!
Quanto à componente vínica, inventariei 1 espumante (também a copo), 3 champanhes, 10 brancos (2 a copo), 2 rosés (1), 8 tintos (1) e 3 fortificados (Porto, Madeira e Moscatel, todos a copo).
Optei pelo branco da casa, o Chevicheria 2018 (5,15 €, uma exorbitância) - presença de citrinos e fruta de caroço, algum vegetal, equilibrio acidez/gordura, volume médio e final curto. Agradável, sem deslumbrar. Nota 16.
A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar num bom copo e servida uma quantidade generosa.
Serviço despachado, mas preços puxadotes.

sábado, 18 de janeiro de 2020

2019 : na hora do balanço (IV) - fortificados

A crónica de hoje é dedicada aos vinhos fortificados (Porto, Madeira e Moscatel) provados no decorrer de 2019, não havendo um único com nota abaixo de 18,5.
E os 24 magníficos foram:
Com 19,5
.Blandy Bual 1863
.Blandy Terrantez 1975
Com 19
.Noval Colheita 1880
.Artur Barros e Sousa Bual Muito Velho 1946
.Artur Barros e Sousa Verdelho 1965
.Artur Barros e Sousa Verdelho 1983
.Blandy Boal 1948
.Blandy Bual 30 Anos
.Borges Sercial 1979
.FEM Verdelho Muito Velho
.FMA Bual 1964
.JBF Verdelho 1900
Com 18,5+
.Porto Tordiz Ultra Reserva (Burmester)
.Artur Barros e Sousa Boal Muito Velho 1946
.Artur Barros e Sousa Malvasia Solera 1914
.Blandy Verdelho 1977
.Blandy Verdelho Solera
.PJL Malvasia 1880
Com 18,5
.Niepoort 20 Anos
.Niepoort Vintage 1997
.Taylor's Vintage 1977
.Adega do Torreão Titular Doce (Malvasia?)
.Blandy Malvasia 1977
.Blandy Terrantez 1976
Em conclusão, é de registar
.a clara maioria dos vinhos Madeira, com 19 presenças (79 % do total) e a ausência de Moscatéis
.a presença de 4 fortificados do século XIX (1 Porto e 3 Madeira)
.a Blandy com mais eleitos (33 %), seguida da Artur Barros e Sousa (21 %)
.as castas Verdelho e Bual (32 % do total dos Madeira, cada).
A fechar, a próxima crónica dedicada ao balanço de 2019 será sobre os principais eventos em que participei.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Almoçar em hotéis (VI) : Blue - 4 *

O Blue Restaurant & Bar (Rua Barata Salgueiro, 55) é o espaço de restauração do The Vintage Hotel. Espaço amplo, mas acolhedor, mesas despojadas com tampos de mármore, de acordo com a lamentável moda, mas guardanapos de pano.
O menu do dia custa 16 €, com direito a couvert, bufete de entradas simples e saladas, prato (a escolher entre peixe, carne ou vegetariano), bufete de sobremesas, água e café (vinho ou cerveja são pagos à parte). É caro se comparado com os restaurantes dos hotéis Story (Ouro, Augusta e Figueira) que cobram 14 € pela refeição completa que inclui a bebida.
Ambos os bufetes não eram particularmente interessantes, mas o prato escolhido (bochechas estufadas com feijão branco) estava deveras saboroso.
Quanto à componente vínica inventariei 3 champanhes, 2 espumantes (ambos a copo), 9 brancos com os verdes separados dos restantes (5 a copo), 2 rosés (2), 8 tintos (4), 3 Porto, 1 Moscatel e 2 cervejas artesanais. Estava tudo datado e verifiquei que controlam a temperatura dos tintos.
Optei pela cerveja artesanal Lince American IPA (4 pontos em 5).
Serviço atento, profissional e simpático.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

2019 : na hora do balanço (III) - TOP tintos

À semelhança do que foi feito para os vinhos brancos, a crónica de hoje é dedicada aos tintos provados/bebidos no decorrer do ano transacto e seguindo a mesma metodologia.
Entre dezenas de vinhos tintos provados em 2019, destaco estes 36 a que atribuí 18,5 ou mais pontos.
Com 19
.Chryseia 2011 (Douro)
.Qtª Carvalhais Único 2015 (Dão)
Com 18,5+
.Grandes Quintas Vinha do Cerval 2011 (Douro)
.Qtª Crasto Maria Teresa 2011
.Qtª Touriga Chã 2011
.Qtª Vale D. Maria CV 2005
.Qtª Vesúvio 2011
Com 18,5
.CARM BOCA 2004 (Douro)
.Duas Quintas Reserva 2011
.Pintas 2009 e 2011
.Qtª Boavista Reserva 2014
.Qtª Cidrô Marquis 2007
.Qtª Crasto Vinha da Ponte 2012
.Qtª Crasto Vinhas Velhas 2011 e 2015
.Qtª Leda 2000
.Qtª Manoella Vinhas Velhas 2012
.Qtª Vallado Reserva 2011
.Qtª Vale D. Maria 2001
.Qtª Vale Meão 2011
.Três Bagos Grande Escolha 2014
.Casa da Passarella Vinhas Velhas 2008 (Dão)
.M.O.B. 2012
.Qtª Falorca Lagar Reserva 2010
.Aliança Baga Clássico by Qtª Dôna 2011 (Bairrada)
.Kompassus Private Selection 2005
.Lopo de Freitas 2011
.Luis Pato Vinha Pan 2011
.Qtª Bageiras Pai Abel 2011 e 2013
.Esporão Garrafeira Private Selection 2008 e 2012 (Alentejo)
.Mouchão Tonel 3-4 2013
.Pêra-Grave Grande Reserva 2015
.Zambujeiro 2011
Em conclusão é de registar:
.a posição do Douro com 21 tintos seleccionados (58 %)
.logo seguido das Beiras (Bairrada e Dão) com 10 (28 %)
.a hegemonia da colheita 2011 com 15 (42 %)
.em 2º plano, a grande distância, a colheita de 2012 com 4 (11 %).
A fechar, a próxima crónica deste balanço será dedicada aos vinhos fortificados.