"Coisas de Comer" é um restaurante situado paredes meias com o Palácio de Belém, recentemente visitado pelo José Quitério que escreveu uma crítica, aliás positiva, na Revista do Expresso.
A história que se segue já tem alguns anos. Agora não sei como está a componente vínica, mas nessa altura era uma desgraça. A pedido do restaurante, as CAV elaboraram uma carta de vinhos, não muito extensa mas equilibrada, com uma série de referências que não era habitual encontrar na concorrência. A proposta de carta de vinhos, na qual se gastaram-se algumas horas de trabalho a custo zero, nunca chegou a ter uma resposta concreta.
A única coisa que aconteceu, foi um pedido de fornecimento de algumas caixas do branco Vale da Judia (um vinho barato, mas com alguma qualidade, que na altura não se vendia nas grandes superfícies), à consignação. Enviada a conta à dona do restaurante, foi um sarilho para sermos reembolsados de uma quantia irrisória. O pagamento durou uma eternidade. Não havia necessidade...
Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012
Sábado, 18 de Fevereiro de 2012
Lampreia no Varanda de Lisboa
O Varanda de Lisboa, restaurante do Hotel Mundial, está a promover o mês da lampreia (à Bordalesa e à moda de Monção) e do sável (com açorda de ovas do mesmo e com meunier de citrinos e sementes de sésamo). Por 27,50 € tem-se direito a couvert, sopa ou entrada, um dos pratos de lampreia ou sável e sobremesa. Bebidas à parte. Com este menú e tratamento de vip, é uma oportunidade imperdível.
Situado no 8º piso com vista para a cidade histórica e Tejo, ambiente acolhedor, amesendação de qualiade, serviço simpático e profissional. Um dos chefes de sala (pareceu-me haver um segundo) ainda era do tempo dos jantares organizados pela Revista de Vinhos (finais da década de 80, princípio dos anos 90?). Nesses anos pontificava na sala o Manolo Carrera, galego de nascimento e alfacinha por adopção (irmão do Ceferino Carrera que foi professor na Escola Hoteleira, no Estoril, com obra publicada), um grande divulgador dos petiscos lisboetas.
Não me considero um militante de lampreia, mas uma vez por ano sabe-me muito bem (nos tempos do saudoso Flora, em Vila Franca, era ali que a ia degustar). Comi uma dose farta à moda de Monção e provei a à Bordalesa. Gostei francamente, embora pense que, para o meu gosto, com mais um toque de vinagre ficaria melhor.
Antes da lampreia comemos uma sopa de cozido divinal e acabámos com uma salada de frutas.
A carta de vinhos está equilibrada, tem algumas sugestões interessantes, mas a preços muito altos. Lamentavelmente não há datações, o que é indesculpável. Pode beber-se a copo uma dúzia de referências não muito entusiasmantes, a preços cordatos. Tem, ainda, uma trintena de raridades dos anos 50 a 70, Barca Velha de diversas colheitas e, por exemplo, um Colares Visconde de Salreu 1933 a 106 € (Museu do Vinho, como lhe chamam). Estas raridades estão bem armazenadas num armário térmico com temperatura e humidade controladas. Os restantes estão à temperatura da sala, isto é, quentes!
Bebi 1/2 garrafa de Qtª do Perdigão 07 - 1 ano em cascos de 225 l de carvalho francês, floral, belíssima acidez, elegância e equilibrio, especiado, taninos suaves, estrutura de boca e final médio. Aguentou bem o embate com a lampreia. Em forma mais 5/6 anos. Nota 17,5. Ó Rui, já provou este Dão?
Atenção, esta oferta é até ao dia 29. É de aproveitar!
Situado no 8º piso com vista para a cidade histórica e Tejo, ambiente acolhedor, amesendação de qualiade, serviço simpático e profissional. Um dos chefes de sala (pareceu-me haver um segundo) ainda era do tempo dos jantares organizados pela Revista de Vinhos (finais da década de 80, princípio dos anos 90?). Nesses anos pontificava na sala o Manolo Carrera, galego de nascimento e alfacinha por adopção (irmão do Ceferino Carrera que foi professor na Escola Hoteleira, no Estoril, com obra publicada), um grande divulgador dos petiscos lisboetas.
Não me considero um militante de lampreia, mas uma vez por ano sabe-me muito bem (nos tempos do saudoso Flora, em Vila Franca, era ali que a ia degustar). Comi uma dose farta à moda de Monção e provei a à Bordalesa. Gostei francamente, embora pense que, para o meu gosto, com mais um toque de vinagre ficaria melhor.
Antes da lampreia comemos uma sopa de cozido divinal e acabámos com uma salada de frutas.
A carta de vinhos está equilibrada, tem algumas sugestões interessantes, mas a preços muito altos. Lamentavelmente não há datações, o que é indesculpável. Pode beber-se a copo uma dúzia de referências não muito entusiasmantes, a preços cordatos. Tem, ainda, uma trintena de raridades dos anos 50 a 70, Barca Velha de diversas colheitas e, por exemplo, um Colares Visconde de Salreu 1933 a 106 € (Museu do Vinho, como lhe chamam). Estas raridades estão bem armazenadas num armário térmico com temperatura e humidade controladas. Os restantes estão à temperatura da sala, isto é, quentes!
Bebi 1/2 garrafa de Qtª do Perdigão 07 - 1 ano em cascos de 225 l de carvalho francês, floral, belíssima acidez, elegância e equilibrio, especiado, taninos suaves, estrutura de boca e final médio. Aguentou bem o embate com a lampreia. Em forma mais 5/6 anos. Nota 17,5. Ó Rui, já provou este Dão?
Atenção, esta oferta é até ao dia 29. É de aproveitar!
Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012
Anibal Coutinho : 5 em 1
Este engenheiro civil e cantante no Coro da Gulbenkian consegue também ser, no mundo do vinho, crítico, formador, enólogo, produtor e vendedor. Uma espécie de 5 em 1! O problema é, com todas estas facetas, não sabemos, em cada momento, com qual delas estamos a falar.
Vem isto a propósito de há uns tantos anos, quando produziu pela primeira vez o vinho Escondido, ter-me abordado nas CAV e tentado seduzir-me no sentido de lhe comprar umas tantas garrafas do seu vinho. São 60 € para venderem aqui a 100 €, disse. A minha resposta saiu pronta: a porta é ali!
Vendedor "escondido" com o rabo de fora...?
Vem isto a propósito de há uns tantos anos, quando produziu pela primeira vez o vinho Escondido, ter-me abordado nas CAV e tentado seduzir-me no sentido de lhe comprar umas tantas garrafas do seu vinho. São 60 € para venderem aqui a 100 €, disse. A minha resposta saiu pronta: a porta é ali!
Vendedor "escondido" com o rabo de fora...?
Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012
Uma volta pelo Algarve
Com a família algarvia plenamente envolvida em actividades escolares, ficámos libertos para poisarmos no restaurante/garrafeira Veneza, em Mem Moniz, Paderne, coisa que não fazíamos há um ror de anos.
Sala repleta, ambiente ruidoso e televisão acesa, embora sem som. Vinho omnipresente, com parte das tampas de caixas madeira espalhadas pelas paredes e garrafas arrumadas em vários expositores na sala.
Carta de vinhos muito completa e com bons preços, mas lamentavelmente com poucos datados e sem indicação da oferta de generosos. Vinhos a copo não incluidos na lista, dando a impressão que não há um critério para a abertura de garrafas destinadas a tal. Taxas de rolha : 3 € (meias garrafas), 6 € (formato normal) e 12 € (magnuns). Bons copos Riedel, temperaturas adequadas, quantidade servida a olho (15 cl?) serviço esforçado mas algo descoordenado (a garrafa vem à mesa e o vinho é dado a provar; no entanto, não o fizeram com uma 2ª garrafa).
Bebeu-se a copo:
.Branco Herdade dos Grous 2010 - muito fresco e aromático, elegante e gastronómico; foi bem com umas tapas de enchidos e queijo. Nota 16,5.
.Tinto Fraga da Galhofa T.Nacional Reserva 09 - um Douro feito em lagar, muita fruta, taninos doces, alguma acidez, corpo e final medianos. Nota 16.
O tinto acompanhou os pratos do dia, um saboroso coelho e um cozido de grão não tanto (o menú é à base de carne).
Mas a mais valia do Veneza é a garrafeira, onde se pode comprar o vinho para a refeição ou para levar para casa. Tem uma grande oferta e a bons preços. Entre os expositores há uma série de mesas, mais vocacionadas para grupos. Só para conhecer a garrafeira, vale a pena a deslocação ao Veneza!
Noutro dia almoçámos no Noélia e Jerónimo, em Cabanas, já aqui mencionado (ver crónica de 6/6/2011). Confirmo a qualidade da comida e a falta de uma componente de vinhos a condizer. Comeu-se atum grelhado e de cebolada, muitíssimo bons e doses avantajadas (as sobras deram para outra refeição). Tudo, infelizmente, acompanhado de cerveja.
No último dia, já com a família reunida, abancámos no inevitável Primo dos Caracóis (ver crónicas de 20/12/2010 e 23/2/2011). Enquanto a criançada comia bifes, os adultos deliciavam-se com enguias fritas, ovas de choco e canja de ameijoas, uma delícia! Tudo isto acompanhado com um Soalheiro Alvarinho 2010, em grande estilo. O que se pode pedir mais?
Sala repleta, ambiente ruidoso e televisão acesa, embora sem som. Vinho omnipresente, com parte das tampas de caixas madeira espalhadas pelas paredes e garrafas arrumadas em vários expositores na sala.
Carta de vinhos muito completa e com bons preços, mas lamentavelmente com poucos datados e sem indicação da oferta de generosos. Vinhos a copo não incluidos na lista, dando a impressão que não há um critério para a abertura de garrafas destinadas a tal. Taxas de rolha : 3 € (meias garrafas), 6 € (formato normal) e 12 € (magnuns). Bons copos Riedel, temperaturas adequadas, quantidade servida a olho (15 cl?) serviço esforçado mas algo descoordenado (a garrafa vem à mesa e o vinho é dado a provar; no entanto, não o fizeram com uma 2ª garrafa).
Bebeu-se a copo:
.Branco Herdade dos Grous 2010 - muito fresco e aromático, elegante e gastronómico; foi bem com umas tapas de enchidos e queijo. Nota 16,5.
.Tinto Fraga da Galhofa T.Nacional Reserva 09 - um Douro feito em lagar, muita fruta, taninos doces, alguma acidez, corpo e final medianos. Nota 16.
O tinto acompanhou os pratos do dia, um saboroso coelho e um cozido de grão não tanto (o menú é à base de carne).
Mas a mais valia do Veneza é a garrafeira, onde se pode comprar o vinho para a refeição ou para levar para casa. Tem uma grande oferta e a bons preços. Entre os expositores há uma série de mesas, mais vocacionadas para grupos. Só para conhecer a garrafeira, vale a pena a deslocação ao Veneza!
Noutro dia almoçámos no Noélia e Jerónimo, em Cabanas, já aqui mencionado (ver crónica de 6/6/2011). Confirmo a qualidade da comida e a falta de uma componente de vinhos a condizer. Comeu-se atum grelhado e de cebolada, muitíssimo bons e doses avantajadas (as sobras deram para outra refeição). Tudo, infelizmente, acompanhado de cerveja.
No último dia, já com a família reunida, abancámos no inevitável Primo dos Caracóis (ver crónicas de 20/12/2010 e 23/2/2011). Enquanto a criançada comia bifes, os adultos deliciavam-se com enguias fritas, ovas de choco e canja de ameijoas, uma delícia! Tudo isto acompanhado com um Soalheiro Alvarinho 2010, em grande estilo. O que se pode pedir mais?
Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
Bufete no Museu do Oriente
O restaurante do Museu do Oriente fica no último piso, com vistas para o Tejo, apesar da eventual presença de contentores poder perturbar. O espaço é amplo, luminoso e acolhedor. Está aberto no fim de semana, o que pode proporcionar uma boa ocasião para juntar a família.
Por 15 € tem-se direito a sopa, uma dezena de pratos frios, 2 quentes e meia dúzia de sobremesas. Tudo com qualidade e, nesta última visita, uns furos acima do que estava habituado. A gestão do espaço está a cargo da Cerger/Gertal, empresa responsável pelo restaurante do CCB.
O ponto fraco é a carta de vinhos, sem datações (indesculpável neste espaço), com muitas falhas (só acertei ao 3º pedido), pouca oferta de vinhos a copo e preços altos. Bons copos e serviço profissional.
Bebeu-se o Catarina 2010 - excepcional relação preço/qualidade, ligeira oxidação a dar-lhe complexidade, acidez no ponto, madeira discreta e boa estrutura de boca. Gastronómico (atenção, não é um vinho para o verão) e acima das colheitas anteriores. Um achado que se recomenda vivamente. Nota 17+.
Por 15 € tem-se direito a sopa, uma dezena de pratos frios, 2 quentes e meia dúzia de sobremesas. Tudo com qualidade e, nesta última visita, uns furos acima do que estava habituado. A gestão do espaço está a cargo da Cerger/Gertal, empresa responsável pelo restaurante do CCB.
O ponto fraco é a carta de vinhos, sem datações (indesculpável neste espaço), com muitas falhas (só acertei ao 3º pedido), pouca oferta de vinhos a copo e preços altos. Bons copos e serviço profissional.
Bebeu-se o Catarina 2010 - excepcional relação preço/qualidade, ligeira oxidação a dar-lhe complexidade, acidez no ponto, madeira discreta e boa estrutura de boca. Gastronómico (atenção, não é um vinho para o verão) e acima das colheitas anteriores. Um achado que se recomenda vivamente. Nota 17+.
Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
Jantar Wine & Soul
Foi mais um jantar que resultou da parceria da garrafeira Néctar das Avenidas com o restaurante Assinatura e contou, desta vez, com a presença sempre estimável do Jorge Serôdio Borges (JSB). Sala completamente lotada, estando presentes 42 militantes, dos quais 32 pertenciam ou estavam próximo do antigo núcleo duro das CAV.
O repasto iniciou-se com uma pequena mas deliciosa porção de "Carapau de escabeche", servida numa lata tipo sardinha de conserva. Ideia original, mas pouco prática, que originou um certo receio de deixar cair o carapau em cima da toalha. Na próxima ponham um prato por baixo, ó senhores do Assinatura. Tem uma dupla vantagem, pois não se suja a toalha, nem se desperdiça pitada. Acompanhou lindamente o escabeche, o branco Passadouro 10 - nariz exuberante, notas florais, mineralidade e acidez q.b., versátil e gastronómico, bom final de boca. Já a ligação com a entrada de "Bacalhau gratinado com queijo", não funcionou tão bem, pois falta-lhe peso para aguentar o queijo. De qualquer modo, um belíssimo branco que vai envelhecer dignamente. Nota 17.
O prato principal, "Vitela, pêra e feijão", foi o menos consensual, pois não me pareceu linear que os elementos componentes interagissem muito bem, com o feijão a impor-se e a abafar os restantes. Entrou em cena o Passadouro Reserva 09, uma marca já consolidada - complexidade aromática, muita fruta e juventude, acidez equilibrada, notas de tabaco e chocolate, taninos macios, arquitectura de boca e final longo. Embora já esteja bebível, é melhor esperar mais 4/5 anos. Nota 18+.
Com a 1ª sobremesa, "Chocolate, queijo de cabra e pimenta", original experimentação do chefe Henrique Mouro, aliás muito bem conseguida, avançou o Qtª da Manoella Vinhas Velhas 09 - aroma ainda fechado, muito fresco, acidez no ponto, grande potência de boca com os taninos ainda por domar, final longo; apesar de tudo mostra elegância e personalidade. Um vinho para o futuro (beber daqui por 10 anos). Nota 18,5.
A 2ª sobremesa, uma belíssima "Tarte de maçã com gelado", teve por companhia o Porto Wine & Soul 10 Anos (engarrafado em 2011) - frescura e elegância, complexidade aromática e gustativa que não são normais em vinhos com esta idade. O meu palpite : tem pelo menos 15 anos.Nota 17,5.
Mais uma grande jornada, a que não foi alheia a presença do JSB.
Nota final : foi no decorrer do jantar que soube por ele próprio que nunca lhe fora atribuido o prémio de Enólogo do Ano, apesar da colecção de Prémios Excelência atribuidos a vinhos feitos por ele. Mais uma situação surrealista!
O repasto iniciou-se com uma pequena mas deliciosa porção de "Carapau de escabeche", servida numa lata tipo sardinha de conserva. Ideia original, mas pouco prática, que originou um certo receio de deixar cair o carapau em cima da toalha. Na próxima ponham um prato por baixo, ó senhores do Assinatura. Tem uma dupla vantagem, pois não se suja a toalha, nem se desperdiça pitada. Acompanhou lindamente o escabeche, o branco Passadouro 10 - nariz exuberante, notas florais, mineralidade e acidez q.b., versátil e gastronómico, bom final de boca. Já a ligação com a entrada de "Bacalhau gratinado com queijo", não funcionou tão bem, pois falta-lhe peso para aguentar o queijo. De qualquer modo, um belíssimo branco que vai envelhecer dignamente. Nota 17.
O prato principal, "Vitela, pêra e feijão", foi o menos consensual, pois não me pareceu linear que os elementos componentes interagissem muito bem, com o feijão a impor-se e a abafar os restantes. Entrou em cena o Passadouro Reserva 09, uma marca já consolidada - complexidade aromática, muita fruta e juventude, acidez equilibrada, notas de tabaco e chocolate, taninos macios, arquitectura de boca e final longo. Embora já esteja bebível, é melhor esperar mais 4/5 anos. Nota 18+.
Com a 1ª sobremesa, "Chocolate, queijo de cabra e pimenta", original experimentação do chefe Henrique Mouro, aliás muito bem conseguida, avançou o Qtª da Manoella Vinhas Velhas 09 - aroma ainda fechado, muito fresco, acidez no ponto, grande potência de boca com os taninos ainda por domar, final longo; apesar de tudo mostra elegância e personalidade. Um vinho para o futuro (beber daqui por 10 anos). Nota 18,5.
A 2ª sobremesa, uma belíssima "Tarte de maçã com gelado", teve por companhia o Porto Wine & Soul 10 Anos (engarrafado em 2011) - frescura e elegância, complexidade aromática e gustativa que não são normais em vinhos com esta idade. O meu palpite : tem pelo menos 15 anos.Nota 17,5.
Mais uma grande jornada, a que não foi alheia a presença do JSB.
Nota final : foi no decorrer do jantar que soube por ele próprio que nunca lhe fora atribuido o prémio de Enólogo do Ano, apesar da colecção de Prémios Excelência atribuidos a vinhos feitos por ele. Mais uma situação surrealista!
Domingo, 12 de Fevereiro de 2012
Rescaldo dos Prémios 2011 da Revista de Vinhos (RV)
Finalmente fez-se justiça : o Francisco Albuquerque, embora tardiamente, acabou por receber o prémio do Enólogo do Ano (Vinhos Generosos)! Parabens Francisco! Fico duplamente satisfeito, por ele, mas também por mim, pois desde há algum tempo que venho anunciando a injustiça só agora reparada (ver crónicas de 21/2/2011 "Francisco Albuquerque : mais uma vez injustiçado" e de 12/7/2011 "Blandy e Francisco Albuquerque : os incompreendidos").
Quanto às restantes pessoas e instituições premiadas, só acertei na Susana Esteban. Mas, diga-se em abono da verdade, que só incluí o seu nome porque estava, sincera e plenamente convencido, que o Jorge Serôdio Borges já tinha sido agraciado no passado. Puro engano, este enólogo de excepção, com provas dadas há uma série de anos, ficou esquecido. Tal é a contradição, pois praticamente todos os anos tem vinhos premiados (ainda agora teve 2 Prémios Excelência!). Surrealismo puro...
Finalmente, ao não acertar em mais nenhum dos premiados, concluo não ter entendido de todo os critérios insondáveis da RV. Mea culpa...
Quanto às restantes pessoas e instituições premiadas, só acertei na Susana Esteban. Mas, diga-se em abono da verdade, que só incluí o seu nome porque estava, sincera e plenamente convencido, que o Jorge Serôdio Borges já tinha sido agraciado no passado. Puro engano, este enólogo de excepção, com provas dadas há uma série de anos, ficou esquecido. Tal é a contradição, pois praticamente todos os anos tem vinhos premiados (ainda agora teve 2 Prémios Excelência!). Surrealismo puro...
Finalmente, ao não acertar em mais nenhum dos premiados, concluo não ter entendido de todo os critérios insondáveis da RV. Mea culpa...
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