terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Curtas (CXLIV) : Wine Spectator, Fugas e provas pagas

1.Wine Spectator
A lista dos melhores vinhos do ano, publicada pela Wine Spectator, provocou, entre nós, um anormal frenesim mediático. Não houve televisão, rádio ou jornal que não tivesse embandeirado em arco, com a notícia que Portugal ocupava 3 lugares entre os 10 melhores: Dow's Vintage, Chryseia e Qtª Vale Meão, todos de 2011.
Mas, que eu saiba, nenhum referiu que o Pintas 2011, embora não tivesse sido incluido nesse Top 10, por mero critério burocrático, obteve a nota mais alta, dada pela mesma Wine Spectator, a um vinho português não fortificado: 98 pontos, isto é, mais 1 que o Chryseia e o Vale Meão.
Quanto à referida pontuação, atribuida em 22 de Janeiro, mais pormenores podem ser lidos em "Pintas 2011 : será desta  vez?", crónica publicada em 28/1/2014, tendo como pano de fundo a não atribuição do prémio enólogos do ano ao casal Sandra T. Silva/Jorge S. Borges, por parte da Revista de Vinhos.
2.Fugas
A Fugas, separata do jornal Público de 22 de Novembro (Sábado passado), toda dedicada ao mundo do vinho (60 páginas!), é de leitura obrigatória por parte de todos os enófilos, militantes ou não.
Entre outros artigos, destaco "O vinho português anda à procura de um perfil mais elegante" (Manuel Carvalho), "Estará a Touriga Franca a destronar a Touriga Nacional?" (Pedro Garcias) e a entrevista com António Barreto, uma figura muito ligada ao Douro, frequentador assíduo das CAV (quando o Juca e eu éramos os responsáveis) e autor de uma intervenção de fundo na brochura comemorativa do 10º aniversário daquela loja.
Disse ele na entrevista "(...) Passei anos em que praticamente só bebia Vintage (...). Depois gradualmente comecei a dosear e descobri os 10, 20, 30, 40 anos, e depois os colheitas com data, que se são bem feitos, caramba, é muito bom. (...)". Assino por baixo!
3.Provas pagas
Recebi há dias um email da Empor Spirits & Wine, anunciando uma prova de vinhos Vanzellers & Co e Qtª Vale D. Maria, a ter lugar na garrafeira da Rua Castilho, amanhã 26 de Novembro, com a presença do Cristiano van Zeller, um dos Douro Boys.
Um programa aliciante, não fora a indicação que a entrada irá custar 5 € (!?), embora dedutíveis em compras, mas apenas dos produtos em prova e no próprio dia da dita.
Nunca, em mais de 13 anos de provas nas CAV, cobrámos um chavo! Nem em qualquer espaço que organize provas, com a excepção mais que justa dos grandes encontros vinícolas, como é o caso da Revista de Vinhos ou da Wine.

domingo, 23 de Novembro de 2014

Grupo dos 3 (41ª sessão) : Poejo d' Algures no Via Graça

Mais uma sessão deste trio de enófilos da linha dura. Desta vez a responsabilidade foi do João, que trouxe os vinhos (1 branco, 2 tintos e 1 fortificado) e escolheu o restaurante. A escolha incidiu no Via Graça, sobre o qual já comentei em "Grupo dos 3 (38ª sessão) : um banquete no Via Graça", crónica publicada em 8/4/2014. Mas não é demais referir a qualidade da gastronomia e do serviço de vinhos e, ainda, a vista sobre o Tejo, a Ponte 25 de Abril, o Cristo Rei e o casario da Lisboa antiga. O único senão é a dificuldade de estacionar o carro. É preciso muita paciência, embora o pessoal do restaurante ajude a contornar este problema.
Os vinhos, provados todos às cegas, foram:
.Qtª de Bageiras Garrafeira 2012 branco - explosão aromática inicial que depois se atenua, notas tropicais, excelente acidez, alguma gordura e volume, bom final de boca. Nota 17,5.
Acompanhou bem uma série de bons petiscos (pataniscas, croquetes, presunto e patés).
Os 2 tintos eram da linha Poejo d' Algures, uma selecção de Pedro Garcia e João Quintela, produzidos por Jorge Lourenço, com enologia de Virgílio Loureiro. Há ainda um branco de 2013, produção de Margarida Cabaço e enologia de Susana Esteban, que não foi provado.
.Reserva 2011 - com base nas castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; aroma discreto, presença de fruta vermelha, acidez equilibrada, taninos vigorosos, algum volume de boca, final adocicado e persistente. Muito boa relação preço/qualidade. Nota 17,5+.
Ligou bem com um excelente tornedó de novilho.
.Sousão Grande Reserva 2011 - 100 % varietal, vinificado em lagares de granito, estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês; aroma mais visível, notas vegetais e algum metálico, taninos vigorosos, volume e final de boca; algo agressivo e pouco harmonioso (a harmonia chegará com o tempo?). Abaixo do esperado. Nota 17.
Maridou com perna de cabrito no forno.
.Moscatel Roxo J P 1987 - nariz exuberante, presença de citrinos e frutos secos, belíssima acidez, notas de mel, volume e bom final de boca. O vinho da tarde. Nota 18.
Casamento feliz com um creme rico queimado.
Mais uma boa sessão de convívio (o chefe João Bandeira veio à mesa e ficou conosco até ao final da refeição), comeres e beberes. Obrigado João!

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

Almoço com Vinhos da Madeira (15ª sessão) : tintos de 2009 e 2 Madeiras Borges de luxo

Mais uma grande sessão com este grupo de sortudos, onde os Vinhos da Madeira constituem o seu ponto mais alto. O evento decorreu na Enoteca de Belém, onde foi servido um belíssimo almoço, quase um banquete, apoiado por um serviço de vinhos de 5 *. O convite partiu do casal José Rosa/Marieta que, para além de terem suportado os custos do evento, ainda trouxeram uns aperitivos, os vinhos brancos e um Madeira de excepção. Os nossos sinceros agradecimentos!
1.Os comeres
Com o chefe Ricardo de folga, a cozinha ficou a cargo do nº 2, que desempenhou muito bem o seu papel. Do início ao fim do almoço, tudo o que veio para a mesa estava irrepreensível, a saber:
.bolo do caco com manteiga de salsa
.sopa de castanhas, cogumelos salteados e presunto crocante
.lombo de bacalhau escalfado sobre braz e azeite de salsa
.empadão de pato com salada
.doce de maçã e queijo com infusão de coentros
.selecção de queijos
.fruta tropical
2.Os beberes
Foram provados/bebidos 10 vinhos trazidos pelo grupo (2 brancos, 4 tintos, 1 Porto Vintage e 3 Vinhos da Madeira) e, ainda 1 espumante (Monte Cascas 2010, da região Távora/Varosa), simpática oferta da casa, a funcionar como bebida de boas vindas.
Os brancos (Soalheiro Alvarinho 2011 em garrafa magnum e Mirabilis 2012) de qualidade apreciável, mas com estilos diferentes, com o Soalheiro a ligar melhor com os aperitivos e o Mirabilis com a sopa. Nota 17,5 para ambos.
Os tintos eram todos de 2009, com o Chryseia (oferta do Modesto) e o Qtª da Viçosa ST (Alfredo) a acompanhar o bacalhau, e o Poeira (Juca) e o Blog (eu) a maridarem com o pato. Douro e Alentejo lado a lado, com o Blog a aguentar o embate e o Qtª da Viçosa a passar por baixo.
As minhas impressões, em linguagem telegráfica:
.Chryseia - intensidade aromática, fruta, elegância, especiado, bom volume e final de boca. Nota 18.
.Qtª da Viçosa Syrah/Trincadeira - menos complexo e aromático que o anterior, notas de lagar e algum animal, volume e final médios. Nota 16,5.
.Poeira - especiado, acidez equilibrada, taninos vigorosos mas sem bicos, volume e final longo, potência e elegância de mãos dadas. Nota 18,5.
,Blog (1º prémio da Confraria dos Enófilos do Alentejo) - fruta, boa acidez, notas de couro e algum lagar, taninos de veludo, estrutura e persistência. Nota 18.
Com os queijos, foi servido o Passadouro Vintage 1995 - nariz discreto, álcool em evidência, volume e final médios. Nota 16,5.
Quanto aos Madeiras, entre entradas e os pratos, para limpeza de palato, foi servido:
.Borges Sercial 1979 (oferta do J.Rosa,sem data de engarrafamento visível) - frutos secos, maracujá, notas de iodo, vinagrinho, complexidade, taninos finos, volume e final longo; secura não agressiva e grande harmonia. Nota 19.
Com as sobremesas, mais 2 Madeiras (da garrafeira do Adelino):
.Borges Verdelho 1940 (também sem data de engarrafamento) - aromático, frutos secos, vinagrinho acentuado, notas de brandy e caril, elegante, volume assinalável e final interminável. Nota 19+.
.Bual (?) um vinho centenário do produtor particular Frederico de Freitas - menos complexo e intenso que o anterior, frutos secos, caril, notas salgadas, vinaginho contido, algum volume e bom final de boca. Nota 17,5.
3.A logística
Dificilmente qualquer um outro espaço de restauração conseguirá ter a logística da Enoteca de Belém. Os copos, com excepção dos flutes para o espumante, foram todos Riedel modelo bordalês. Os fortificados agradeceram.  Foram utilizados neste repasto 130 (cento e trinta) destes copos! É obra...
4.Os finalmentes
Mais uma grande sessão de convívio, comeres e beberes, onde a marca Borges, ainda pouco mediática, marcou pontos e chegou ao nível da Madeira Wine, o melhor elogio que lhe posso fazer.
E não é de mais agradecer ao casal que funcionou como anfitriões na Enoteca. Obrigado Marieta! Obrigado José Rosa!


domingo, 16 de Novembro de 2014

Mercado da Ribeira : 4 em 1

O Mercado da Ribeira, a par do Mercado de Campo de Ourique, num plano mais modesto, deve ser o único espaço de restauração em que se pode comer uma refeição completa, a partir de vários locais, consoante aquilo que nos está a apetecer no momento.
Na minha última visita a este viciante espaço, apeteceu-me:
.comer a "sopa rica do mar" no Sea Me (2,50 €) - estava saborosa, mas só era rica em legumes; do mar estava pouca coisa, o que só se descobre quase no final da degustação; resposta da empregada depois do meu desabafo : era o final da panela e podia ter dito. Conclusão: não deveria ter é sido servida!
.degustar umas saborosas e subtis "vieiras marinadas com manga e lima" na Marlene Vieira (7 €) - nota alta para o melhor da refeição.
.provar a gulodice "crumble de morangos e amêndoa com gelado de iogurte grego" (4 €) no Henrique Sá Pessoa - agradável ao palato.
.provar um copo de Prova Régia Reserva 2014 (2,50 €) no Bar da Odete - mostrada a garrafa, dado a provar e servida uma uma quantidade generosa; muito frutado e aromático, predominância de citrinos, fresco, belíssima acidez, notas amanteigadas e bom final de boca; gastronómico, ligou bem com as vieiras. Nota 16,5+.
O Mercado da Ribeira tem, agora, mais uns tantos espaços, a saber: Aromas e Especiarias, Bery Typical (escabeches), Caco o original (bolo do caco), Creme de la Créme (sopas), Leitão da Ribeira (100 % bísaro), Mercado do Gin Tónico, Quinta do Arneiro (produtos da terra), Sabores Santa Clara (mimos de Portalegre), Somersby (Sidra) e Yonest (iogurte grego).
Sempre a inovar!

quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

Encontro com o Vinho e Sabores (EVS) 2014

Regressado de um fim de semana em Tavira, rumei ao EVS logo que despachado de um almoço rápido, tendo ali permanecido pouco mais de 3 horas,  tempo manifestamente insuficiente para provar a quantidade de vinhos a que me habituei em anos transactos.
Desde que iniciei este blogue em 2010, tenho publicado anualmente uma crónica contemplando as minhas impressões sobre o EVS, iniciativa da Revista de Vinhos. Fi-lo em 2010, 2011, 2012 e 2013. Em qualquer delas considerei o EVS como o acontecimento vínico do ano. É, para mim, uma ocasião única para reencontrar amigos, antigos clientes das CAV, produtores, enólogos e outros agentes do vinho.
Este EVS 2014 não foge à regra, antes pelo contrário, pois espraiou-se por 3 pavilhões, onde couberam 211 stands de vinhos, 31 de sabores e 10 de acessórios. Organizou, ainda, 10 Provas Especiais, 1 concurso de Vinhos e outro de Queijos. É obra e tiro o meu chapéu à organização!
Nos anos anteriores, comecei pelos vinhos tranquilos, tintos e brancos, esgotando-me nessa área. Quando chegava aos stands, onde estavam à prova algumas irrecusáveis referências de Porto, Madeira e Moscatel, já estava com a boca e nariz completamente neutralizados.
Este ano, até porque não dispunha de muito tempo, resolvi alterar radicalmente a metologia das provas. Ignorei os vinhos tranquilos, espumantes e correlativos, tendo-me concentrado nos fortificados.
Entre outros, causaram-me forte impressão a excelência do Burmester Colheita 1981, Barros 40 Anos e Dow's Colheita 1974, logo seguidos do Vista Alegre 40 Anos (amostra de casco), Kopke 40 Anos e Colheita 1974, Barros Colheita 1982 e Alambre 20 Anos, todos engarrafados este ano . Fora deste contexto, refiro  o Tokay Classic 2002 (6 Puttonyos). Mas, acima de todos, o sublime e viciante Blandy Bual 1969 (engarrafado em 2012), uma joia da Madeira!
E, para o ano, há mais...

terça-feira, 11 de Novembro de 2014

Curtas (XLIII) : Descobre, Sem Dúvida e etc...

1.Descobre (R.Bartolomeu Dias, 65/69)
Já aqui referido umas tantas vezes, destaco a crónica publicada em 8/9/2014 "Descobre, mais uma vez". Nesta última visita, que calhou a uma 2ª feira, comi o prato do dia, um cabito no forno (13,50 €) de 5 estrelas. Também a sobremesa, figos em vinho tinto e gelado de baunilha (4 €), mereceu nota alta. Como aspecto menos simpático, o preço do couver (pão,azeite, manteiga e pasta de azeitonas) a chegar quase aos 5 € (4,90).
A conselho de uma das donas, bebi um copo de Qtª da Foz 2009 (4 €) - aroma complexo, especiado, notas de chocolate preto e tabaco, boa acidez, taninos domesticados e volume de boca; muito harmonioso e equilibrado. Uma boa "descoberta"! Nota 17,5+. Serviço de vinhos impecável, com a garrafa a vir à mesa e o vinho dado a provar num bom copo aferido a 15 cl.
Não me canso de o revisitar e, na primeira oportunidade, irei provar o cozido das 5ª feiras.
2.Sem Dúvida (R.Elias Garcia, 1)
Também já meu conhecido e objecto da crónica "O grupo dos 3 (16ª sessão)", publicada em 27/9/2011. Continua igual a si mesmo, muito clássico, apostando na cozinha tradicional, sem arriscar, com bom ambiente, serviço profissional (a garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar), uma carta de vinhos extensa e com uma oferta a copo deveras alargada. Nesta última visita, inventariei 2 espumantes, 1 champanhe, 24 brancos, 24 tintos, 2 rosés, 3 colheitas tardias, 10 Portos e 4 Moscatéis, embora nem todos estivessem disponíveis. De qualquer modo, uma oferta a copo equiparada só a restaurantes de topo. Tiro-lhes o meu chapéu!
Bebi o tinto do Dão Qtª do Mondego (4,30 €) - frutos vermelhos, acidez equilibrada, especiado com notas de pimenta bem presentes, taninos redondos, volume de boca e final muito longo. Um perfil pouco Dão e mais internacional. Nota 17,5+.
Em resumo, um restaurante que aconselho aos enófilos.
3.Portas do Mar (Sítio Quatro Águas, Tavira)
Na minha última ida a Tavira, poisei no restaurante Portas do Mar, onde já não ia há muitos, muitos anos. É um clássico com boa e genuína cozinha tradicional algarvia, mas sem arriscar.
Surpreendeu-me a carta de vinhos, com algumas boas referências e vinhos da moda, constando o ano de colheita em todas as referências, o que é raro em restaurantes deste tipo. Lamentavelmente não apostaram no vinho a copo, limitando-se ao vinho da casa. Não tive a oportunidade de testar o serviço de vinhos.
Serviço na sala simpático, mas na cozinha uma lentidão exasperante. Quem estiver com alguma pressa, é melhor procurar outro.  

quinta-feira, 6 de Novembro de 2014

Vinhos em família (LVII) : o rei vai nu...

Mais alguns vinhos da minha garrafeira (1 branco, 3 tintos e 1 Madeira) provados, na maioria, calmamente em casa. A excepção foi o Poeira, degustado com amigos no restaurante da Ordem dos Engenheiros.
.Artur Barros e Sousa Sercial 86 (engarrafado em 2008) - frutos secos, citrinos, vinagrinho não muito acentuado, notas de brandy, algum volume e final longo; muito seco. Um bom Sercial, mas sem esmagar. Nota 17,5.
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2011 -  com base em vinhas velhas com mais de 30 anos; côr doirada e brilhante, nariz exuberante, frutado, tropical discreto, elegante e harmonioso, boa acidez e alguma gordura, final de boca extenso; ainda longe da reforma, 3 anos de garrafa fizeram-lhe muito bem. Nota 18 (noutras situações 17,5+/17,5/17,5).
.Poeira 2007 - nariz austero, alguma fruta, notas apimentadas, acidez fabulosa, taninos civilizados, volume e final longo; elegante e harmonioso; a beber nos próximos 7/8 anos. Nota 17,5+.
.Qtª da Touriga Chã 2008 - 3000 unidades engarrafadas em 2010 - côr ainda carregada, muita fruta, nariz complexo, especiado, notas de couro e algum chocolate preto, volume apreciável e final longo. A consumir nos próximos 5/6 anos. Um grande Douro que, apesar das notas altas da crítica, ainda não é considerado uma referência pelos consumidores. Nota 18 (noutra 17,5+).
.Qtª de Pancas Grande Escolha 2008 - com base nas castas T.Nacional, Cabernet e Petit Verdot, estagiou em barricas de carvalho (o contra rótulo é omisso quanto ao tempo de estágio); nariz e boca extremamente agressivos, fumado com notas de cinza, vegetais e químicas, taninos musculados; total falta de harmonia e equilibrio. A despachar rapidamente, enquanto não bate no fundo. Nota 13 (noutras 17,5/13).
É curioso lembrar as notas que obteve quando saiu para o mercado:
.93 pontos na Wine Enthusiast
.um dos melhores vinhos em 2011 (Revista de Vinhos)
.17,5 no Guia do João Paulo Martins
.13 no Guia do Rui Falcão (o único que não gostou deste vinho)
É caso para afirmar que o "rei vai nu"!