quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Independência, já!

Nestes dias de calor apetece-me beber brancos. E quem diz brancos diz alvarinhos, quase todos eles muito tropicais, notas de citrinos também, aromas inebriantes, frescos e elegantes, minerais, acidez presente sem excessos, prolongando-se no palato. Enfim, vinhos com vincada personalidade.
Como se pode não gostar desta casta? Lamentavelmente ainda há muitos consumidores que têm preconceitos quanto à região de origem destes vinhos. Quando ainda estava nas CAV, aconteceu-me por diversas vezes, ao aconselhar um alvarinho, obter como resposta "não gosto de vinhos verdes". Como ultrapassar este dilema? Independência aos alvarinhos, já!
Passo a resumir as minhas impressões dos alvarinhos provados recentemente.
.Soalheiro 09 - perfil algo discreto e contido, muito mineral. Nota 16.
.Soalheiro 1ª Vinhas 09 - ainda muito preso, a precisar de tempo de garrafa para se mostrar. Nota 16,5.
.Muros Antigos 09 - o mais inebriante de todos, não precisa de mais tempo, difícil não se gostar. Nota 16,5+.
.Anselmo Mendes Contacto 09 - discreto, acidez elevada, algumas semelhanças com o Soalheiro. Nota 16.
.Qtª do Regueiro Reserva 09 - algo discreto, o mais floral de todos. Nota 16.
.Qtª Edmun do Val 07 (Valença) - o único que não é da sub-região Monção-Melgaço (é um Regional Minho), aromas ausentes, demasiado vegetal, já com alguma oxidação. Nota 14.
De qualquer modo esta colheita de 2009 parece-me inferior à de 2008 e, especialmente à de 2007 que, para mim, produziu o melhor branco português dos últimos anos, o Soalheiro Alvarinho Reserva.

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