segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Almoço na Tia Alice

Já há algum tempo que não entrava nesta "catedral", que continua nas mãos da família (apenas um dos filhos na sala enquanto que os outros 2 já estão na cozinha). A vertente gastronómica continua com muita qualidade. Degustaram-se os pratos emblemáticos que fizeram desta casa uma referência nacional, o bacalhau gratinado e o arroz à transmontana. Excelentes, ambos.
A carta de vinhos melhorou imenso e está ao nível das melhores que conheço. Bem organizada, muito didáctica, extensa, excelente selecção de vinhos, incluindo champanhe e generosos, tudo datado, e uma invulgar colecção de whiskies e aguardentes velhas. Ponto fraco : oferta reduzida de vinhos a copo. Preços acessíveis em geral, embora com alguns (poucos) exageros. Bons copos (Riedel), embora me tivesse parecido que nem todas as mesas tiveram essa "benesse". O restaurante tem os tintos a uma temperatura controlada de 18º, o que me parece excessivo. Explicação do responsável : os clientes já se queixam que os vinhos vêm frios para a mesa! O serviço cumpriu os mínimos (penso que durante a semana é mais cuidado).
Resta esclarecer que fui no fim de semana e que tive que optar por um dos turnos, 12h30 ou 14h30 , o que não é do meu agrado mas compreendo. E tem mais uma sala. Pudera, os fiéis são muitos! Fico com a preocupação que o Tia Alice poderá estar à beira de se industrializar. Oxalá que não.
Bebeu-se o Churchill Reserva 07 - aroma discreto, frutos vermelhos, boa acidez, guloso, com algum corpo e bom final de boca. Boa relação preço/qualidade. Recomendo vivamente. Nota 17.

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