segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Núcleo Duro (59ª Prova)

Regressado de uma excelente viagem cultural aos locais onde viveram e trabalharam Dali e Gaudi, retomo as habituais crónicas, começando com a 59ª jantar-prova de vinhos do Núcleo Duro. Esta sessão foi da responsabilidade do Juca e teve lugar no Colunas, conhecido restaurante situado na Venda Nova aqui já referido por diversas vezes. Ementa tipicamente portuguesa : canja de pombo bravo, caldeirada de tamboril e arroz de coelho bravo.
Começo por referir o 1º de 3 andamentos, os vinhos brancos, que tinham em comum serem todos Projectos Niepoort Riesling.
.Dócil 07 - nariz contido, citrinos, notas de mel, alguma acidez, todo ele muito soft e elegante. Óptimo como aperitivo. Nota 15,5 (noutra situação 16,5+).
.2004 - aroma estranho, boa acidez, volumoso, mas oxidado. Não o classifiquei (noutras situações 14,5+/15,5/15,5).
.2005 - aroma intenso, fruta cozida, boa acidez, estrutura e final de boca médios. Nota 15,5+ (noutras 15,5+/15,5).
.2007 - o mais floral de todos, mineral, excelente acidez, boa profundidade e final de boca. Nota 17 (noutras 16,5/15,5).
O 2º andamento foi constituido por 3 vinhos tintos, todos de 2004, tendo como ponto comum o facto de terem sido os vencedores em sessões anteriores do Núcleo Duro. Lamentavelmente ficaram todos abaixo da qualidade que tinham exibido nas referidas provas.
.Qtª do Crasto T.Nacional - aroma exuberante e complexo, fruta ainda presente, notas de tabaco e especiarias, boa acidez, grande volume de boca, taninos bem presentes, bom final de boca. Nota 17,5 (noutra situação 18,5).
.Charme - floral, algum vegetal, acidez equilibrada, taninos presentes, final médio. Nota 16,5 (noutras 18/17/17+/16,5).
.Esporão Garrafeira - notas vegetais e algo metálicas, taninos bicudos, persistência final. Foi a desilusão da noite. Nota 15,5 (noutras 17,5*/17).
No 3º andamento estiveram em confronto 2 vinhos fortificados completamente diferentes. Foi uma "luta" verdadeiramente desigual.
.Smithwoodhouse LBV 90 - aroma contido, corpo destapado, algo desequilibrado mas, ainda, com uma apreciavel saúde. Nota 15.
.FMA (Francisco Machado Albuquerque) Bual 64 - aroma e boca intensos, final interminável. Perfeito! Nota 18,5+ (provadas outras 3 garrafas, todas classificadas com 18,5).
Grande vinho que nos põe em tal estado de graça que até perdoamos aos nossos inimigos qualquer mal que nos tenham feito. Obrigado Juca!

2 comentários:

  1. Não há bela sem senão e a Prova ficou ensombrada pela saida de um membro permanente,mas fico com a esperança que passe a membro ocasional assiduo.Na minha opinião,faz falta ao grupo não só a sua presença mas tambem e muito especialmente as suas pertinentes dicas para não falar dos vinhos magnificos com que nos presenteou.Quanto à prova,acho que os Tintos foram demasiado penalizados,não sei se foi muito feliz o casamento vinho/comida,podendo estar aí uma boa achega para o sucedido.Assim sendo a culpa é apenas minha e irei ter mais cuidado no futuro.Em tudo o resto acho tambem que foi mais uma grande jornada vinica e gastronomica.

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  2. Assino por baixo as palavras do Juca.
    Sobre os vinhos, quem sabe se a comida ou até mesmo os copos tiveram alguma influência. É possível.
    O saldo foi, no entanto, francamente positivo.

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