quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Jantar no Pedro e o Lobo

É, neste momento, o restaurante da moda em Lisboa. Sala cheia (era uma 6ª feira e havia 2 turnos, um às 20 h e outro às 22h30), muita gente jóvem e endinheirada, a avaliar pelos vinhos consumidos nalgumas mesas (champanhe cuja marca não retive, espumante Murganheira Vintage, Ferreira Reserva Especial, Qtª do Mouro, Cartuxa, etc).
O restaurante, algo pretensioso, está bem decorado, é acolhedor e tem algum requinte. O serviço nas mesas correu bem, mas a parte gastronómica não nos convenceu (embora a minha entrada, polvo assado com chouriço, estivesse agradável, o prato foi um desastre ; deveria ter sido um arroz de lebre, mas não foi, a lebre veio em fatias de peito de aviário, separadas de um arroz pesado que até tinha nozes!?).
Quanto a vinhos, a lista não é muito extensa mas é criteriosa, incluindo vinhos do mundo e alguns vinhos do Porto (um vintage a copo é que não faz sentido), preços sensatos, copos bons e serviço profissional. A carta não contempla vinho a copo mas, segundo me informaram, embora não conste, há algumas referências (fiquei sem saber quais).
Bebeu-se o Qtª Além Tanha Vinhas Velhas 04 - aroma complexo, especiado, notas de chocolate e tabaco, acidez q.b., taninos presentes não agressivos, boa arquitectura de boca, final longo. Está muito elegante e no ponto para ser bebido, Nota 17,5+.
Durante as mais de 2 horas que estivemos no restaurante, ninguém se chegou à mesa, nem donos nem chefes. E é aqui o grande contraste entre este Pedro e o Lobo e o seu vizinho Assinatura, cujo dono e chefe (Henrique Mouro) está quase sempre presente.

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