sexta-feira, 30 de abril de 2010

Almoço no .come

O restaurante .come fica em Alcabideche e saiu do anonimato ao serem-lhe atribuidos em 2009,pela Revista de Vinhos,dois 1º prémios : Melhor Carta de Vinhos a Copo e Melhor Carta de Vinhos Relação Preço/Qualidade.De facto pude constatar a existência de uma extensa e cuidada lista de vinhos,à garrafa e a copo,com preços de espantar.Bebeu-se Qtª Vallado Reserva 07 (96 pontos na Wine Spectator),ainda cheio de fruta,aroma exuberante,bem encorpado,com a madeira bem presente a pedir tempo de garrafa,final de boca longo.Melhor daqui a 5 ou 6 anos.Nota 17,5.Custou 33,00 € que é preço de garrafeira!
Os copos são bons,mas o vinho não vinha à temperatura correcta (fui informado que têem 2 ou 3 armários térmicos,mas não cabem lá todos os vinhos),tendo-lhe sido posta uma manga refrigeradora a publicitar determinado produtor,o que não será de muito bom gosto.
O vinho acompanhou um bacalhau no forno com castanhas e natas a mais que,embora saboroso,é um prato pesado inadequado a esta época.Bem melhor num inverno rigoroso,à lareira,enquanto neva lá fora!
Em conclusão,é de conhecimento obrigatório por parte dos enófilos militantes!

As Horas do Douro

Ontem eu e o Juca estivemos presentes na sessão especial do Indie Lisboa 2010,no âmbito do 7º Festival Internacional de Cinema Independente,a decorrer na Culturgest,onde assistimos à estreia de "As Horas do Douro",projecto da responsabilidade do sociólogo António Barreto e da cineasta Joana Pontes.Segundo o programa trata-se de "Um documentário que tem como finalidade contar a região,que vive ao ritmo das suas vinhas e dos seus vinhos".
É um documentário extenso,com a duração de 90',onde se sente bem o Douro.Está lá tudo : o rio,os socalcos e patamares,a vinha e aquelas mulheres e aqueles homens que deram parte das suas vidas em trabalhos,por vezes hercúleos.Destaco,ao longo do documentário,as intervenções da Sofia Berqvist (Qtª La Rosa) e do Dirk Niepoort.Mas também são pertinentes as achegas do Vito Olazabal (Qtª Vale Meão),Peter Symington,Cristiano van Zeller (Qtª Vale D.Maria),Luis Seabra (Niepoort) e tantos outros anónimos.
Um único senão : faltam as legendas a identificar os intervenientes,pois nem todos os assistentes serão enófilos militantes.
Embora o documentário seja algo extenso vê-se num ápice.Apetece ficar à espera de mais imagens.Se fosse um livro diria que se leu num fôlego!
Parabens António Barreto!Parabens Joana Pontes!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Esta é dedicada aos invejosos...

Para que conste,numa outra situação,partilhei com amigos estes vinhos,além do já anunciado FEM Verdelho :
.Redoma Reserva 06 Branco (nota 16)
.Ossian 06 Branco(16,5)
.Mouchão Tonel 3/4 05 (18)
.Qtª Crasto Maria Teresa 05 (18,5)*
.Noval Vintage 94 (18,5)*
.Noval Colheita 37 (18,5)*
* entrada no meu Quadro de Honra
Olá Nuno! Olá Rui!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Almoço no Xico's Rio

É uma boa surpresa este restaurante localizado no Jardim do Tabaco,paredes meias com o Tejo,que se intitula especializado em tapas,bacalhaus,entrecôtes e saladas.O bacalhau que provámos estava bom,mas as tapas eram o máximo.Localização,copos,simpatia e qualidade do serviço aconselham uma visita.A lista de vinhos,não sendo excitante,tem algumas boas propostas a preços recomendáveis.Os tintos de referência estão acondicionados num armário térmico,o que só abona este restaurante.Bebeu-se a copo o branco Castelo d'Alba Reserva 08,muito aromático e de grande frescura,a acompanhar as tapas.Nota 16.O Bacalhau à Lagareiro teve por companhia o duriense Callabriga 07,muito frutado,taninos bem presentes mas não agressivos,bom final de boca.Nota 17.
A finalizar é de inteira justiça destacar o profissionalismo do jóvem Ricardo,ao que parece afilhado do Nuno Cancella de Abreu.Afilhado de peixe sabe nadar...

domingo, 25 de abril de 2010

Música e Cravos

Hoje,25 de Abril,não deu para falar em vinho.O meu tempo repartiu-se entre Os Dias da Música (no CCB) e as comemorações do 36º aniversário da Revolução dos Cravos.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Almoço no Gspot

O Gspot é um espaço em Sintra(a que está ligado o Manuel Moreira),muito simpático mas exiguo no tamanho.Aliás tudo ali é de formato reduzido,a sala,a ementa,a carta de vinhos do dia a dia,os vinhos disponiveis a copo,...Mas há aqui uma originalidade que não conheço em mais sítio nenhum.Existe uma outra extensa e criteriosa carta virtual que permite encomendar (salvo erro,com 2 dias de antecedência) um vinho para consumir no restaurante ou levar para casa.
De qualquer modo o balanço é positivo,com a comida,os copos e o serviço em bom nivel.Bebeu-se 1 copo do Dados Verdejo 2009 (Rueda) dos Vinhos Messias.Aroma tropical intenso,acentuada frescura,boa acidez,equilibrado.Nota 15,5.

Nova jornada do grupo dos 3+4.

Desta vez os vinhos,provados às cegas como costume,foram da responsabildade do Raul Matos.O repasto decorreu no restaurante principal do Corte Inglês.Comeu-se bem (empada de javali,pregado com risoto e cordeiro de leite vindo de Espanha),mas a conta foi excessiva.Não havia necessidade...
Os copos eram bons e o serviço verdadeiramente profissional.Nota alta !
Foram provados 6 tintos,topos de gama da Qtª do Crasto,um dos mais importantes produtores do Douro (os outros são a Niepoort e a casa Ferreira)e,ainda,3 portos.
Começámos pelo Messias Dry Old White,um branco velho não muito seco que foi uma grande surpresa para quem não o conhecia.Nota 17.
Já na mesa procedemos à grande prova de 2 Maria Teresa e 4 Vinha da Ponte,constatando estar na presença de alguns dos melhores vinhos portugueses desde sempre.Mas também houve desilusões.Coisas que acontecem aos melhores.
A minha classificação :
1º- Maria Teresa 05 (exuberante e complexo no nariz,especiado,madeira bem casada,equilibrado,bom volume de boca e grande final).Nota 18,5.
2º- Vinha da Ponte 07 (aroma mais contido,ainda com fruta,bom volume de boca e final interminavel,mas um toque de doçura que o penalisa).Nota 18.
3º- Vinha da Ponte 03 (aroma exuberante,muito floral,boa arquitectura,acidez q.b. e grande final de boca).Nota 17,5.
4º- Maria Teresa 98 (nítida a sua idade em relação aos outros,mas o aroma ainda bem presente,especiado,algum couro,taninos ainda presentes e um bom final de boca).Nota 17.
5º- Vinha da Ponte 04 (aroma quente e demasiado redondo,esperava mais).Nota 16,5.
6º- Vinha da Ponte 00 (é já a 2ªgarrafa que me desiludiu,o que se passa com este vinho que tanto prazer já me deu no passado?).Nota 15.
Depois deste aliciante confronto,passámos aos vinhos de sobremesa :
1º- Qtª Noval Colheita 71,engarrafado em 2007 (uma grande boca e um final interminavel,um nectar dos deuses!).Nota 19.
2º- Warre Vintage 80 (azar tinha rolha,mas dava para perceber ter côr e potência de boca a fazer inveja aos mais novos).Desclassificado.
Grande jornada.Obrigado Raul Matos!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Reparar uma injustiça

Uma das questões levantadas pelo João Paulo Martins,no decorrer da entrevista publicada na Revista de Vinhos de Abril,foi em relação às pessoas que valeu a pena conhecer durante o tempo que estivemos à frente do projecto Coisas do Arco do Vinho.Saiu apenas uma dezena de nomes,mas muitos mais estavam nas nossas cabeças,não tendo,lamentavelmente,passado para o papel.Quero em nome do Oliveira Azevedo e no meu próprio reparar essa injustiça e publicar aqui e agora os nomes dos injustiçados (ordem alfabética).Certamente que nos escaparam ainda alguns nomes.As nossas desculpas aos olvidados.
Alison Gomes(Azamor),Ana Bicó(H.Pinheiro),Anselmo Mendes(Muros...),AntºAgrellos(Noval),AntºCalado(Fundação Abreu Callado),AntºMontenegro(Sogevinus),AntºSaramago,AntºTorres(Symington),Artur Diogo(H.Servas),Artur Oliveira(Hero do Castanheiro),Carlos Campolargo,Celso Pereira(Quanta Terra),David Baverstock(H.Esporão),Domingos Alves de Sousa(QtªGaivosa),Domingos Soares Franco(José Maria da Fonseca),Ferro Jorge(H.Soberanas),Francisco Albuquerque(Madeira Wine),Francisco Montenegro(Aneto),João Matos(CARM/VDS),João Portugal Ramos,João Roseira(QtªInfantado),Joaquim Augusto Silva(Portfólio),Jorge Moreira(Poeira),Jorge Serôdio Borges(Pintas),Luis Duarte(H.Grous),Luis Lourenço(Qtª Maias/Roques),Luis Mira(H.Servas),Luis Soares Duarte(Gouvyas),Manuel Vieira(Qtª Carvalhais),Mário Louro,Mota Capitão(H.Portocarro),Nuno Cancella Abreu(QtªAlorna),Olga Martins(Lavradores de Feitoria),Paulo Laureano,Pedro Araujo(QtªAmeal),Pedro Carvalho(Casa StªEufémia),Puri,Rui Cunha(Campo Ardosa),Rui Tadeu(QtªVeiguinha),Rui Virginia(Barranco Longo),Sérgio Nuno(QtªBageiras),Vasco Penha Garcia(Bacalhôa),...
A terminar,em relação aos Douro Boys não individualisados na RV,acrescentamos a família Roquete e o Pedro Almeida(Crasto),Luis Seabra,José Teles e Verena(Niepoort),Cristiano van Zeller(Vale D.Maria),Francisco Olazabal filho(Vale Meão) e Francisco Ferreira(Vallado).

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Enoteca de Belém

Este simpático espaço fica na Travessa do Marta Pinto (perpendicular à Rua de Belém e não muito longe dos badalados pastéis).Telefone 213631511.Abre às 17h e prolonga-se pela noite fora.Ideal para beber um copo,petiscar e pôr a conversa em dia.
Pontos fortes :
.excelente oferta de vinhos a copo (abrange praticamente toda a lista)
.preços muito em conta
.bons copos e bom serviço
.a presença de 2 grandes profissionais,o Ângelo Santos e o Nelson Guerreiro,vindos do restaurante A Commenda
.Ponto a corrigir : lista de vinhos com algumas falhas nos tintos da moda e oferta de brancos demasiado recuados no tempo.
Balanço final muito positivo.Obrigatório conhecer !

terça-feira, 20 de abril de 2010

Críticos e divulgadores de vinhos

As minhas principais referências,desde a década de 90 até agora,são o José António Salvador(JAS) e o João Paulo Martins(JPM),veteranos no mundo dos vinhos.O JAS publicou o "Roteiro dos Vinhos Portugueses" de 1991 a 2003,fazendo actualmente crítica de vinhos na Revista Visão.Mas o seu ponto mais forte são as obras de divulgação do vinho,desde a publicação de "O Livro dos Vinhos" (Ed.Fragmentos) em 1989 até à obra monumental "Portugal Vinhos - Cultura e Tradição" (Ed.Circulo de Leitores,em 6 volumes),passando por,entre outras,"Os Autores dos Grandes Vinhos Portugueses" (Ed.Afrontamento) em 2003 e "16 Castas Portuguesas" (Ed.Jornal de Notícias) em 2005.
Quanto ao JPM,quanto a mim o crítico mais consistente da equipa da Revista de Vinhos (há quem diga que é,tal como O Expresso,uma instituição),iniciou-se com "Vinhos de Portugal 1995" (Ed.Dom Quixote) e não deixou de publicar até hoje.Já vão 16 Guias.É obra!Quanto a obras de divulgação,destaque para "O Vinho em Portugal" (Ed.CTT).
Mas,em abono da verdade,o 1º guia de vinhos publicado em Portugal,é do conhecimento de poucos enófilos.Chamava-se "Guia de Vinhos Portugueses 1990" (Ed.Herdade da Comporta),mais conhecido pelo Guia da Comporta.Os autores foram Ponte Fernandes e Nelson Heitor e publicaram este guia até 1994.
Na nova geração destaque para o Rui Falcão,com guias publicados conjuntamente com o Pedro Gomes e o Tiago Teles e,posteriormente,a solo.É seguramente o sucessor natural do JPM.E não são de desprezar alguns bloguistas muito atentos e intervenientes.Destaco aqueles que melhor conheço : o Rui Miguel (Pingas no copo) e o Nuno Garcia (Saca a rolha).
A terminar,seria injusto não referir 2 autores com obra publicada na Colares Editora : o veterano Ceferino Carrera,com "Vinhos de Portugal" e outras obras de divulgação e,mais recentemente,o Francisco Esteves com "Vinhos do Douro",uma obra de fôlego lançada em 2008,mas injustiçado pelas revistas da especialidade que o ignoraram completamente.Porquê?Por não ser da casa?

Pedro Garcias,um nome a reter

Desde algum tempo tenho vindo a apreciar o trabalho crítico e de divulgação do vinho,por parte deste jornalista do Público que escreve no Fugas (suplemento de Sábado).A não perder!

Uma pausa em Tavira

Já regressei de um fim de semana alargado em Tavira,onde vivem um filho meu,nora e 3 netos.Foram dias pacatos,passados em família e praticamente sem provas.No entanto bebemos uma garrafa do branco Altas Quintas 2008 que é,para mim, o vinho mais interessante e inesperado deste projecto.
Vinhas em plena Serra S.Mamede (600 metros de altitude),com base nas castas Verdelho e Arinto.O vinho estagiou mais de 6 meses em barricas de carvalho francês.Muita personalidade,bem equilibrado,fruta tropical,incrivelmente fresco,bom final de boca.Enologia do Paulo Laureano que não deixou,desta vez,a madeira sobrepor-se.Acompanhou bem um peixe no forno.Nota 17.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Núcleo Duro

Teve ontem lugar n'A Commenda a 53ª sessão (segundo as minhas contas) do Núcleo Duro.Os vinhos foram da responsabilidade do Pedro Brandão que pôs à prova (sempre cega) 2 brancos,5 tintos e 2 de sobremesa.
A grande surpresa foram os brancos.Ambos da colheita de 2000,já com alguma oxidação mas incrivelmente frescos para a idade que tinham.Aromas a fruta madura,algo contidos,belíssima acidez e bom final de boca.Acompanharam um carpacio de bacalhau fumado demasiado salgado.A ligação não foi fácil mas estes brancos sairam por cima.Notas pessoais : Qtª Cabriz Malvasia Fina 16 e Qtª Rambozeiros Reserva 15.
Quanto aos tintos a escolha foi algo aleatória,apenas se baseando na diferença.Confrontaram-se vinhos de 5 diferentes paises,tendo saído como o grande vencedor o exuberante San Roman 05 (Toro,Espanha).Nota pessoal 17,5.
A seguir ficaram :
.Amat Tannat 02 (Uruguai).Elegante,boa acidez,ainda está para durar. Nota 16.
.Noval Labrador Syrah 07.Entrou mal mas evoluiu muito bem.Nota 15,5
.Colomé Malbec 06 (Argentina),um curioso tinto de vinhas velhas a grande altitude (2000 a 3000 m).Nota 15.
.Campo al Mare 05 (Itália).Aroma com problema (defeito ou feitio?).A desilusão da prova.Nota 13.
Finalmente 2 colheitas tardias,a baralharem o palato,pois pelo menos o 1º tinha algumas caracteristicas de vinho Moscatel.Afinal eram :
.Chivite Vindima Tardia 03 Coleccion 125 (Navarra).Nota 16,5.
.Chateau Les Guizats 03 (Sauternes).Nota 13.
Ficaram agendadas mais 2 sessões para Maio.Não podemos parar!

O Peixe em Lisboa

Obrigatório lá ir,embora tivesse achado mais interessante a selecção de restaurantes presentes no ano passado.Nota alta para o Ribamar com uma entrada à base de ouriços do mar (conselho do David Lopes Ramos) e o Tavares,com um prato de atum rosa e beringela.Alguma desilusão com as lascas de bacalhau (Tasca da Esquina,que aliás muito aprecio) e a lula recheada (Spazio Buondi/Nobre).
Acompanhei com um belíssimo Casa Santa Vitória Reserva 2008,simpática oferta do produtor.Um belo casamento entre a gordura do Chardonnay e a frescura do Arinto.Nota 16,5.
Quanto às senhas,no final do repasto, troquei-as por num exaltante moscatel da JMF,o Alambre 20 anos.Nota 17,5.
E,para o ano,lá estarei.

À mesa com...

Francisco Barão da Cunha e Oliveira Azevedo - O fim da aventura,é o titulo da entrevista conduzida pelo João Paulo Martins,publicada na Revista de Vinhos de Abril,chegada ontem às bancas.Ficaram por publicar algumas das nossas intervenções,mas o principal está lá.É um balanço sincero e apaixonado do nosso trabalho que se estendeu ao longo de mais de 13 anos.De realçar a fotografia que ocupa toda a página 57 pois tem uma grande carga simbólica.Obrigado João Paulo Martins!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Partilhar os meus vinhos com os amigos

Um dos gostos da minha vida,na última dezena de anos,tem sido a partilha dos vinhos da minha garrafeira,em minha casa, com alguns dos meus amigos,também eles enófilos militantes.
Nestas ocasiões abrem-se alguns vinhos de excelência e algumas raridades que não me atrevo a abrir no dia a dia.E muitas vezes são garrafas únicas.É um prazer !No último fim de semana partilhei :
.FEM Verdelho Muito Velho.É um madeira com quase 100 anos,aroma inebriante,frutos secos,iodo,vinagrinho,especiarias e um final interminavel.Nota 18,5.
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2007.Aroma exuberante,grande volume de boca,acidez q.b. e final longo.É,para mim,o melhor branco português e o único que está no meu Quadro de Honra.Nota 18.
.Bucellas e Collares 2007.Edição do Centenário.Aroma contido,muito elegante,equilibrado e distinto.Passou um pouco ao lado da crítica.Nota 17.
.Júlio B. Bastos Alicante Bouschet Garrafeira 2004.Aroma envolvente,elegante e muito guloso sem ser enjoativo.Uma boa surpresa.Nota 17,5.
.Niepoort Robustus 2004.É todo ele um grande vinho,com uma grande estrutura de boca,grande final e grande potencial de envelhecimento.Nota 18,5.Um dos meus favoritos.
.Dow's Vintage 1980.Está cheio de saúde e no seu apogeu.Para um vintage de 80 é obra (tenho tido alguns dissabores com vintages desta década).Nota 17,5.
.Moscatel Roxo Superior 1971 da JMF.Mel,frutos secos,boca poderosa e longo final.Fechou a refeição com chave de ouro.Nota 18,5.
Alguma reclamação?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Vinhos de 2001 em queda

Depois de ter despachado quase todos os vinhos de 2003 da minha garrafeira,voltei-me agora para as colheitas de 2000 e 2001.Recentemente provei o Utopia 2001 (Qtª dos Cozinheiros) do saudoso José Mendonça.Mostrou-se discreto no aroma,equilibrado,boa acidez,mas corpo e final de boca medianos (nota 16).Consultados os meus registos verifiquei que o já tinha provado em outras 5 ocasiões (notas 17,5/17/16/15/16,5).Muito longe da apreciação do João Paulo Martins no seu Guia de 2004 que o definiu como um tinto de luxo com perfil aristocrata.
Em muito pior estado encontrei o Quanta Terra 2001,algo oxidado fazendo lembrar no nariz e na boca um porto tawny (nota 13).Estará,pelo menos esta garrafa, em queda livre.É pena pois o Quanta Terra é um dos meus Douros preferidos (notas anteriores 17/17/18).

Almoço no Manifesto

O Manifesto de Luis Baena,um dos chefes portugueses mais imaginativos,é um restaurante moderno,irreverente,mas acolhedor.A ementa dos almoços é mais simples que a dos jantares,onde o Luis Baena dá asas às suas capacidades criativas.Mas,de qualquer modo o almoço, à base de petiscos e pratos não muito elaborados,foi muito agradavel abrindo o apetite para experimentar o menu de degustação a ser servido ao jantar.Lá irei logo que possivel.
Quanto a vinhos a lista é muito boa,os preços são altos mas não especulativos atendendo à qualidade do espaço,tem bons copos e um bom serviço,vindo os vinhos para a mesa a uma temperatura correcta.Beberam-se 2 estimaveis brancos de 2008 a copo : Ensaios Filipa Pato (nota 15,5) e Maritávora (16).

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O grupo dos 3.Nova jornada.

Desta vez os vinhos foram da responsabilidade do João Quintela que escolheu o Restaurante do Corte Inglês.É um espaço recomendavel, com uma boa lista de vinhos,bons copos e bom serviço.Fica no 7º andar e tem uma vista espectacular.O que se pode exigir mais?
Começámos com o Riesling 2005 dos Projectos Niepoort.Citrinos presentes,madeira discreta,boa acidez,mas umas notas desagradaveis na boca (petróleo?) a desequilibrarem o conjunto(Nota 15).Seguiu-se-lhe um tinto pujante,com aromas intensos e florais,taninos ainda algo agressivos a pedirem tempo de garrafa,uma boa acidez e um longo final de boca.Era o Qtª dos Roques Touriga Nacional 2005 que ostentava o selo Trophy,obtido num concurso internacional.É seguramente o melhor vinho feito pelo Rui Reguinga.Aconselho vivamente,embora seja dificel de encontrar.
Nota 18,5 com direito a entrar no meu Quadro de Honra,de que falarei mais tarde.
Finalmente,a fechar com chave de ouro,um dos madeiras da minha vida : o Bual 1920,da Blandy,engarrafado em 2006.Aroma intenso a frutos secos,iodo,vinagrinho,final interminável.Nota 18,5 (já fazia parte do meu Quadro de Honra).Grande jornada!
Nota final : todos os vinhos foram provados às cegas,como é norma nos nossos encontros.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Garrafeira D.Nuno

Foi outra das grandes surpresas destas andanças pelo Alentejo.Fica em Grândola,Vila Morena.Tem uma muito boa selecção de vinhos a preços imbativeis.Só precisam de melhorar a oferta de Porto Vintage 2007 e Vinhos da Madeira com base nas castas nobres.Tem,ainda,uma boa colecção de acessórios para o serviço do vinho e produtos de mercearia fina.Não resisti a um Moscatel Roxo Superior 1971 da JMF,que está mais que esgotado.
Não sei quem são os donos,mas tiro-lhes o meu chapéu.Parabens !

Almoço no Trinca Espinhas

O Trinca Espinhas é um agradavel restaurante de peixe,situado na Praia de S.Torpes,bem perto de Sines.Tem uma lista de vinhos excepcional a fazer inveja a muitos dos restaurantes mais badalados.A selecção dos vinhos do Douro é mesmo de arrebatar a alma.Mais a mais porque se trata de um restaurante alentejano à beira mar.Tem bons copos e o serviço cumpre os minimos.
Bebeu-se o Soalheiro Alvarinho Primeiras Vinhas 2007,simplesmente divinal (nota 17,5).

domingo, 4 de abril de 2010

Almoço no Excelentíssimo

O Excelentíssimo fica no Torrão e é um dos melhores restaurantes com cozinha alentejana.A acrescentar a isto,come-se um leitão de fazer inveja à maioria dos restaurantes bairradinos.A cereja em cima do bolo : é barato.
A lista é curta,mas com boas propostas a preços convidativos.Tem bons copos e o serviço cumpre os mínimos.Bebeu-se o S de Soberanas 2004,talvez o melhor vinho feito pelo Paulo Laureano.Aroma ainda exuberante,encorpado,taninos presentes,madeira bem integrada,bom final de boca e muito equilibrado.Nota 18.
Mas a jornada ainda ia no início.Rumámos a S.Francisco da Serra a convite do nosso amigo Juca.Foi servido um branco argentino,Don Baltazar Chardonnay/Viognier 04.Ligeiramente oxidado,mas interessante.Seguiram-se 2 tintos de 2003.O Esporão Private Selection Garrafeira foi a grande surpresa pois o vinho está fabuloso no nariz e na boca (nota 18).Desilusão foi o Vinha da Ponte que tanto prazer me tem dado.Mas a esta garrafa faltava-lhe alma (nota 17).Mas o melhor estava para vir,o Blandy Bual 1977 (engarrafamento de 2007).Simplesmente divinal (nota 19)!

Almoço n' A Talha

A Talha é um restaurante em Grândola onde se comem umas entradas magnificas a bom preço.A lista de vinhos,além de ser curta,é muito fraca.Esgota-se nos vinhos alentejanos,mas sem novidades.Os copos são bons e o serviço cumpre bem.Bebeu-se o Herdade do Pinheiro Reserva 2002.Uma boa surpresa este vinho com mais de 7 anos!Está ainda cheio de saúde.Muito aromático,taninos redondos e boa acidez.Vai aguentar mais alguns anos,mas está na altura óptima para o beber.Nota 17.

Jantar no Peregrino

Aproveitei a Páscoa para passar uns dias no Alentejo.Ficámos no Hotel Caminhos de Santiago,em Santiago do Cacém.Arquitectura arrojada,confortavel e gente simpática.Recomendo vivamente.Tem um restaurante de referência,o Peregrino,que desiludiu.A responsabilidade pela gastronomia (à distância) passou do Vitor Sobral para o José Júlio Vintém e era de esperar mais.O chefe não se aplicou?Os alunos não se esforçaram?
Quanto a vinhos,a lista fica aquém do esperado,com uma selecção do Alentejo não muito arrojada e quase inexistente em relação às outras Regiões.
No jantar de 31/3 bebeu-se o Vinha de Reis Reserva 06 (Dão) que não veio para a mesa à temperatura correcta,o que foi rapidamente corrigido a nosso pedido.Foi servido em copos bons que me pareceu serem em quantidade reduzida.É um vinho moderno,ao gosto internacional,muito frutado,taninos redondos,encorpado,acidez q.b. e boa relação preço/qualidade.Nota 16,5.