sexta-feira, 23 de julho de 2010

Grupo de Prova dos 3 (5ª sessão)

Coube ao Juca a escolha dos vinhos e do restaurante, tendo optado pela sua casa em S.Francisco da Serra. Na mesa uma avalanche de entradas, um bacalhau de altura descomunal, um coelho com tempero celestial de chorar por mais, uma invejável selecção de queijos, doces e fruta tropical. Almoçámos e jantámos em simultâneo!
E os vinhos, provados às cegas, como se portaram? Houve claras desilusões (os tintos franceses) e uma grande surpresa pela positiva, mais uma vez o BOCA, que tem vindo a afirmar-se como um dos grandes vinhos do Douro.
Passo a tecer algumas curtas considerações :
.Cossart Sercial 88 - moderadamente seco, notas de caril, iodo, vinagrinho, boa estrutura de boca, final longo.Nota 17,5+.
.Canto X Viognier 04 - um dos brancos mais interessantes que provei no passado, nunca foi comercializado, lamentavelmente esta garrafa estava completamente oxidada.
.Casal Figueira Vinhas Velhas 08 - está a evoluir muito bem (não gostei da 1ª garrafa que provei há tempos), discreto no nariz, fruta madura, boca complexa, boa persistência. Nota 17,5 (noutra ocasião 14,5).
.Qtª Romaneira Verdelho 08 - floral e muito mineral, todo ele elegante e equilibrado, bom final. Nota 17+.
.Domaine Jean-Louis Chave 01 (Hermitage) e
.M.Chapoutier L'Ermite 98 (Ermitage) - são ambos 100% Syrah, muito rudes, taninos agressivos, final longo. Será que ainda estão muito novos e é necessário aguardar mais uns anos? Será que o nosso palato não aceita este perfil de vinhos, apesar de tão caros e altamente cotados no Parker?
.CARM BOCA 04 - aroma exuberante, muito floral (75% de T.Nacional), encorpado, taninos domados, elegante e equilibrado, final longo, muito gastronómico. Nota 18,5 a entrar (finalmente!) no meu Quadro de Honra. Eventualmente pode ter beneficiado do contraste com os vinhos franceses. Mas como foi às cegas tem todo o mérito.
.Malvazia 1879, já provado por diversas vezes e já aqui noticiado. Nota 17,5.
Grande jornada. Obrigado Juca!

Nota final - o Blog vai de férias na próxima semana. Boas provas!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Vinho do Porto em prova (aditamento)

Constatei hoje que o calendário das provas não está a ser respeitado.Que grande confusão!

Jantar no Assinatura

O meu vaticínio : o Assinatura já é um dos melhores restaurantes de Lisboa e arredores!
Com o Henrique Mouro (ex-Club em Vila Franca) nos tachos e o escanção Armindo Saraiva na sala, é garantia mais do que suficiente para uma grande refeição. Sala confortável, bem aparelhada, decoração simples mas de bom gosto, gastronomia de alta qualidade, serviço impecável, simpático e muito profissional. Carta de vinhos criteriosa, com quase todas as novidades a preços sensatos, tudo datado, uma boa oferta de vinhos a copo, bons copos, o que mais se pode exigir?
Experimentou-se o menú temático "Cascas e Pinças", composto de 7 pratos quase todos a atingir um patamar de grande qualidade (excepção o pastel de sapateira com batata em excesso), uma festa de cores, aromas e sabores.
A sala não estava cheia, contrariamente à minha expectativa. É a crise? São as férias?
Altamente recomendável.A voltar na 1ª oportunidade!
Bebeu-se o Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 09, já aqui comentado (ver crónica de 2/7). O tempo de garrafa está a fazer-lhe bem. Nota 16,5.
Simpaticamente foi-nos oferecido com a sobremesa um Barbeito meio-seco. A intenção foi boa, mas este Madeira liga bem melhor com aperitivos.

Restaurante Xico's Rio revisitado

O Xico's já aqui foi referido e recomendado (ver crónica de 26/4). A componente gastronómica continua em boa forma, a carta de vinhos encolheu, mas tem uma boa selecção e bons preços. Quanto a vinhos a copo está reduzida aos vinhos da casa. O serviço pareceu-me, desta vez, um pouco atrapalhado. Efeitos da saída do Ricardo?
Bebeu-se, nesta última visita, o branco Qtª Saes Reserva 09, com muita fruta fresca, acidez no ponto, elegante e todo ele muito equilibrado.Nota 16,5.
Balanço final muito positivo. Continuo a recomendá-lo vivamente.

domingo, 18 de julho de 2010

Impressões de Paris, 3ª parte - Curiosidades

1.Le Petit Bofinger
Uma típica brasserie parisiense com ambiente dos anos 30. Propriedade de um "tuga", Filipe Rocha da Mota de seu nome. Fica na R.Bastille.
À entrada, do lado esquerdo, um grande fresco datado de 1945, com o sugestivo título "Encore un petit verre de vin".
2.Café La Coupole
Uma instituição parisiense que já foi um dos centros da vida intelectual e artística. Por lá passaram Sartre, Picasso, Buñuel, Hemingway, entre outros.
Tem uma simpática relações públicas galega e lá trabalham 5 portugueses.Quando lá passei o vinho da semana era o Porto Rosé Terras do Grifo, a 6,10 € o copo de 6 cl.
3.Vinha em Montmartre
É uma vinha em plena cidade, plantada em 1933. Todos os anos, no 2º fim de semana de Outubro, os moradores e as associações locais organizam a Festa da Colheita das Uvas de Montmartre. As poucas garrafas produzidas são comercializadas no ano seguinte a 40,00 € cada.
4.Rue Cler
Uma rua pedonal que inclui o mais famoso mercado de rua parisiense. As lojas de produtos alimentares estão abertas toda a semana, excepto 2ª feiras. Fica entre a Torre Eiffel e os Inválidos (metro Escola Militar).

Impressões de Paris - 2ª parte (Aditamento)

Além da Lavinia, visitei uma das muitas lojas da cadeia Nicolas. É uma das maiores e situa-se também na Place Madelaine. Quanto à presença de Portugal, zero vinhos de mesa e meia dúzia de referências de vinho do porto pouco apelativas.
Bem perto fica a Fauchon, uma loja gourmet de grande qualidade, com garrafeira, bar e espaço de restauração. Quanto a vinhos portugueses, identifiquei apenas 9 referências de Porto e 1 Madeira.

Impressões de Paris, 2ª parte - Lavinia, o deslumbramento

"Je bois donc je suis" é o lema da Lavinia, presente um pouco por toda a loja.
Não sei se será a melhor loja de vinhos de todo o mundo, mas foi para mim um deslumbramento. Já conhecia a de Madrid, mas esta está noutra dimensão.E mesmo para quem já teve uma loja de referência, sente-se pequenino.
Fica no nº3 do Boulevard Madelaine, bem próxima da Fauchon e do metro. Impressiona pelo espaço (3 pisos), pela decoração, disposição dos produtos, conforto (toda climatizada), atendimento (um dos muitos empregados é uma japonesa, para atender a clientela oriental), organização (espaço para prova de vinhos, expositores por regiões francesas e países, acessórios e até um restaurante de classe no seu interior que, infelizmente, não tive a ocasião de frequentar). As grandes marcas de acessórios para o serviço do vinho estão bem presentes (Riedel, Screwpull, Eurocave, Le Nez du Vin, L'Atelier du Vin,...).
Entre vinhos franceses (a maioria) e do resto do mundo são 6500 referências! E como estamos de vinhos portugueses? Mal! No espaço para prova de vinhos, apenas 1 de mesa, o Solar do Prado, uma marca de 2ª ou 3ª linha, e meia dúzia de vinhos do Porto pouco apelativos. Quanto ao expositor dedicado a Portugal a situação melhora, com 9 vinhos de mesa ( 3 são da Niepoort, Charme 08 a 79€, Redoma 07 a 43€ e Redoma 09 Branco a 23€ ), 12 de Porto (destaque para a Ramos Pinto e Smithwoodhouse) e 1 Madeira.
Obrigatório visitar por quem for a Paris!

sábado, 17 de julho de 2010

Vinho do Porto em prova

Diversas marcas de Porto estão em prova no Corte Inglês até ao dia 7 de Agosto. O calendário das ditas pode ser encontrado na página do ECI (entrar em "actividades nas nossas lojas" e clicar em "gerais".Boas provas!

Núcleo Duro (57ª Prova)

Desta vez foi o Jorge Sousa, um dos fundadores do grupo, a trazer os vinhos. O repasto foi no Porto Sentido em Porto Brandão, com boa nota para a caldeirada e o pernil.
A prova foi bem pensada, com a apresentação de 3 brancos e 3 tintos de referência. Curiosamente e em relação às notas dadas por mim, a média para brancos e tintos foi a mesma (16,66...). Os tintos foram provenientes do Douro e da colheita de 2000, enquanto nos brancos a origem e o ano de colheita foram todos diferentes.
A minha classificação dos brancos que coincidiu com a do painel :
1º Redoma Reserva 05 - complexo no nariz, ainda com fruta madura, gordo na boca, belíssima acidez, bom final, elegante e com vincada personalidade. O mais harmonioso do lote. Nota 17,5.
2º Ossian 06 (Castilla y Leon,Espanha) - 100% Verdejo, complexidade aromática, floral, notas de frutos secos, boa acidez, bom final. Talvez o mais gastronómico. Tem evoluido muito bem.Nota 17 (noutras situações 16/16,5).
3º Filo di Arianna 07 (Lugana Superiore,Itália) - notas tropicais, abaunilhado, gordo na boca, acidez insuficiente, notas amargas em final de boca. O elo mais fraco. Nota 15,5.
A dos tintos já não coincidiu (ficou o Qtª Macedos em 1º lugar, na média do painel) :
1º Batuta 00 - ainda aromàticamente exuberante, mineral, boa acidez, encorpado, final de boca longo ,ainda vai aguentar mais uns anos. O mais equilibrado do lote. Nota 17,5 (noutras 18/18,5/17,5).
2º Qtª Macedos 00 - exuberante no nariz, ainda muito bruto na boca, boa acidez, final longo, peca por falta de harmonia. Nota 17 (noutras 17,5/18,5/18/17).
Campo Ardosa RRR 00 - aroma agressivo com o álcool em 1º plano, melhor na boca, mas todo ele desequilibrado. A surpresa pela negativa, pois recentemente provei uma outra garrafa em boa forma. Nota 15,5 (noutra 17,5).
Com as sobremesas provámos :
.La Polenza 07 (Cinque Terre,Itália) - caracteristicas de um moscatel novo,fresco e simples.Nota 15.
.Noble Reserve 07 (Austria) - é um colheita tardia, exuberante no nariz, gordura na boca a precisar de mais acidez.Nota 16.
Bela sessão.Obrigado Jorge!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Impressões de Paris (Aditamento)

Recebi um simpático e-mail da equipa do restaurante parisiense Eat Intuition a corrigir uma informação minha que, pelos vistos, estava errada.
A senhora que faz equipa com a chefe Isabella chama-se Florence Hertgen e não Marie-Pierre Larochette que é uma produtora.As minhas desculpas pelo lapso.

Impressões de Paris. 1ª parte - o mau serviço de vinhos

Das 14 refeições feitas em Paris só 2 tiveram nota positiva nos vinhos e respectivo serviço.
Nota prévia : o tempo e orçamento disponiveis não permitiram a frequência dos restaurantes abençoados com estrelinhas Michelin. Fomos a restaurantes, brasseries, cafés e bistrots acessiveis a todo o mundo.
Em 12 destes espaços, a lista de vinhos, os vinhos a copo, os copos em si e o serviço de vinhos eram francamente maus. Copos que já vinham servidos, capacidades dos copos sem critério, desde 10 a 14 cl ou, até, simplesmente a olho, copos manhosos, vinhos tintos à temperatura ambiente, falta de informação mesmo que solicitada (parece anedota, mas uma vez em que o copo já vinha servido, perguntei ao empregado pelo ano de colheita do vinho escolhido, tendo obtido como resposta um não sei!). Enfim uma desgraça.
Como excepções, recomendo a quem for a Paris :

1º Eat Intuition, pequeno restaurante de autor situado no nº53 da R.Charrenton (a 5' da Pl.Bastille), aberto em Fevereiro deste ano.
É um simpático projecto com 2 mulheres à frente do negócio, a Isabella, jornalista venezuelana, nos tachos, e a Marie-Pierre Larochette na sala.
Bons copos,muita informação e bom serviço de vinhos, embora tivesse que chamar à atenção para a temperatura do tinto que não era a mais adequada.
A carta é curta mas pareceu-me com critério, previligiando pequenos produtores. A acompanhar um curioso e agradavel menú de degustação provaram-se, a copo, estes vinhos todos com qualidade :
.V.Branco Chateau du Coing de Saint Fiacre Muscadet de Sévre et Maine sur Lie 2005 (Loire)
.V.Tinto Domaine La Croix Sainte Eulalie Cuvée Baptiste 2006 (Languedoc)
.V.Sobremesa Chateau Landion 2003 (Sauternes)
Foi de facto o melhor e o mais caro dos espaços de restauração frequentados.

2º L'Encrier, restaurante tipicamente parisiense, localizado na R.Traversiere,55 também próximo da Pl.Bastille. É frequentado praticamente só por franceses e come-se bem. Tem bons vinhos embora o serviço não seja nada de especial. Vieram para a mesa copos de prova, mas a nosso pedido foram rapidamente substituidos.
Bebeu-se um interessante branco Cuvée de Fié Gris Touraine Vieille Vigne 2007(Val de Loire).

O Francisco não merecia isto !

Ou seja, o Francisco Albuquerque, um dos enólogos mais prestigiados de todo o mundo, correu o sério risco de ter ficado a apresentar 8 vinhos da Blandy para 5 pessoas (o António Saramago e família). Não fora a militância do antigo núcleo duro das Coisas do Arco do Vinho, que compareceu com 13 pessoas (mais de 70% dos participantes !), teria sido um grande fiasco. Lamenta-se que este evento não tivesse atraido os enófilos que normalmente militam nos foruns de discussão, nem os próprios profissionais. Divulgação insuficiente?
A apresentação e prova de vinhos da Madeira, seguida de jantar, decorreu no Clube de Jornalistas e foi organizada pela Quinta Wine Guide, na pessoa do Rui Lourenço Pereira.
Impressões telegráficas sobre os vinhos provados :
.Malvasia Harvest 04 - muito doce, simples, gordo, pouca acidez, final curto, vinho para principiantes. Nota 15.
.Sercial Colheita 01 - casca de laranja, muita secura, acidez elevada, óptimo para fazer o corte no palato entre pratos. Nota 15,5+.
.Verdelho Colheita 00 - complexidade aromática, boa acidez, elegância, profundidade. Nota 17+.
.Malvazia Colheita 92 - complexo no nariz, iodo, notas de caril, fresco, contido na doçura, final longo. Nota 17,5.
.Bual Colheita 91 - complexo, iodo, muito fresco, secura na fronteira com a verdelho, bom final de boca. Nota 17,5.
.Bual 80 (engarrafado em 2009) - frutos secos, notas de mel, doçura na fronteira com a malvasia, iodo, vinagrinho, excelente acidez, final longo. Nota 18.
.Terrantez 76 (engarrafado em 1997) - muito mineral, grande elegância, complexidade, iodo, secura na boca, boa acidez. Nota 18.
.Bual 68 (engarrafado em 2004) - o mais complexo da gama apresentada, muito concentrado, iodo, vinagrinho, final interminável. Nota 18,5.
Seguiu-se um jantar de especialidades regionais, mas pouco genuinas segundo a opinião dos 3 madeirenses presentes. Acompanharam 2 vinhos daquela região :
.1ª Paixão Verdelho 09 - muito tropical, bom volume de boca, mas um furo abaixo do 2008 (um tempo de garrafa só lhe fará bem). Nota 16.
.Terras do Avô 08 - 60% de T.Nacional e 20% de Merlot, frutado, fresco, corpo mediano, final curto, demasiado simples. Nota 14,5.
Logística impecável que envolveu mais de 200 copos. Bom serviço de vinhos, a cargo da excelente profissional que é a escanção Teresa Gomes.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Ponto de situação

Já regressei de férias e amanhã retomarei as minhas crónicas, nomeadamente o jantar com o Francisco Albuquerque e as minhas impressões, positivas e negativas, da ida a Paris.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Um banquete na Enoteca de Belém

Quatro militantes (Alfredo Castilho, Alfredo Penetra, o Juca e eu) e respectivas parceiras e, ainda, o João Quintela,juntaram-se na Enoteca de Belém para conviver e degustar um menú previamente combinado. Os anfitriões ( o Nelson na cozinha e o Ângelo na sala ) excederam-se e o resultado foi mais uma grande jornada. Vejamos, então, o que nos passou pelo estreito :
. azeitonas, azeite Esporão para molhar o pão e requeijão
. amuse de bouche, um shot de gaspacho
. tapa de camarão com caviar
. bacalhau fresco à lagareiro
. coxa de pato confitada
. petit gateau com gelado, queijos e fruta
Nota alta para o banquete. Pessoalmente achei o prato de bacalhau, o menos conseguido.
Os vinhos foram levados por nós. Desfilaram :
. Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 09. Está na linha dos irmãos mais velhos, mas precisa de tempo de garrafa para atingir o patamar dos outros.Não deve ser servido muito frio.Nota 16+.
. Duas Castas 09,uma simpática oferta da equipa da casa.Nota 15,5.
. Qtª Roques Reserva 06. Discreto no nariz, belíssima acidez, taninos presentes mas macios, bom final de boca. Nota 16+.
. Vallado Reserva 99. Óptima saúde, floral, super elegante, boa acidez a indiciar mais uns anos de vida, boa estrutura de boca, final longo. Nota 17,5.
. Marquês de Borba Reserva 99. A idade deste não perdoa. Aroma com notas animais e alguma azeitona, melhor na boca onde ainda se sentem os taninos. Nota 16.
. Qtª Vesúvio Vintage 89. Foi o 1º da série. Muita côr para a idade, nariz neutro, melhor na boca. Nota 16.
Para quem ainda não conheça, aconselho vivamente uma ida à Enoteca de Belém. Não se arrependerão!
Nota final : na próxima semana estarei de férias (embora um reformado esteja permanentemente nas ditas) pelo que não haverá crónicas para ninguém.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Grupo de Prova dos 3 (4ª sessão)

Foi no magnífico espaço da varanda do restaurante A Commenda, com vistas para o Tejo, que os meus vinhos estiveram à prova. 1 branco e 2 tintos (ambos Touriga Nacional), todos de 2005, a terminar a sessão com um Madeira.
. Redoma Reserva Branco. Ainda com muita juventude, aroma complexo com algum fumado, algo mineral, elegante, excelente acidez, bom volume de boca, final longo. Já não o provava há algum tempo. Belíssima evolução! Nota 18 (noutras ocasiões 17,5/16,5+/16/16,5/16,5/17,5).
. Qtª Carvalhais Único. Ainda muito frutado, a casta não muito evidente, belíssima acidez, boca impressionante, final interminável, muito gastronómico. Nota 18+.
. Ferreirinha T.Nacional. A surpresa da prova. Passou ao lado da crítica quando veio para o mercado. Aroma exuberante ,muito floral, super elegante, excelente acidez, final longo. Nota 18.
. Blandy Bual 64 (engarrafado em 2004).Já aqui comentado recentemente (ver crónica do dia 29/6).
. Obrigado Francisco (perdoem-me a imodéstia)!