quarta-feira, 23 de março de 2011

Champalimaud Centre for the Unknown

Pois é, parece que estamos em qualquer país anglo-saxónico e não em Lisboa. Quem for à Fundação Champalimaud não encontra uma palavra escrita em português. A começar pelo restaurante, o Darwins Café,aberto recentemente ao público e dependente do LA Caffé da Avenida.
Bem localizado em frente ao Tejo, com motivos de carácter botânico e zoológico, com as mesas bem aparelhadas e suficientemente afastadas umas das outras, enfim um bom ambiente. A cozinha, sem grandes rasgos, cabe na classificação "internacional". Não seria mais interessante uma gastronomia bem portuguesa? Este espaço irá ser frequentado por investigadores de todo o mundo e era uma boa oportunidade para mostrarmos o que se faz por cá.
Quanto aos vinhos, lista curta, embora equilibrada, mas sem datas de colheita, o que é indesculpável. Copos bons, preços elevados e oferta de alguns vinhos a copo.
Mas o serviço de vinhos é mesmo muito mau. Pedi um Fiuza Chardonnay e puseram-me na mesa o copo já servido. Não me deram a oportunidade de provar o vinho, nem sequer mostraram a garrafa. Fiquei sem saber de que colheita se tratava. Inadmissível!
Finalmente, a cereja debaixo do bolo, ainda havia mesas onde se comia, quando entrou a brigada da limpeza de vassoura na mão! Francamente, ó doutora Leonor Beleza, e não se pode exterminá-los?

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