quarta-feira, 18 de maio de 2011

Grande jornada na José Maria da Fonseca

Com esta grande prova de Moscatéis, fechou-se um ciclo dedicado aos vinhos fortificados, organizado pela Qtª Wine Guide (Rui Lourenço Pereira). A primeira, conduzida pelo enólogo Francisco Albuquerque, contemplou alguns dos melhores vinhos da Blandy (Madeira Wine) enquanto que na segunda o enólogo Pedro Sá partilhou connosco algumas das relíquias da Burmester e da Kopke (Grupo Sogevinus). Ambos os eventos foram realizados no Clube dos Jornalistas (ver crónicas de 15 Julho e 30 Setembro 2010 aqui no blog).
Mais uma vez, o antigo núcleo duro das CAV e amigos esteve em maioria. Éramos 9 em 13 (quase 70% dos participantes), a que se juntaram 2 bloguistas (Vinho Porto Vintage e Magna Casta) e, ainda, um casal de enófilos. É de lamentar, contudo, que não tivesse havido uma corrida às inscrições, até porque alguns dos moscatéis provados não estão no mercado, nem serão postos à prova nos tempos mais próximos. Os enófilos ausentes nem imaginam o que perderam!
Na impossibilidade do director da equipa de enologia, Domingos Soares Franco, ter estado presente, a prova foi muito bem conduzida pela Cláudia Monteiro Gomes, que trabalha na JMF desde 1988. Provámos estes 12 moscatéis/bastardinhos :
.Bastardinho 10 - muita fruta, doce, enjoativo.
.Bastardinho 09 - faz alguma diferença do anterior, menos doce, alguma acidez.
.Bastardinho 30 Anos (engarrafado em 2005) - frutos secos, acidez q.b., maior complexidade, untuoso, bom final de boca. Nota 17.
.Moscatel 06 - nariz contido, citrinos, notas de passas, alguma frescura, final simples. Nota 16,5.
.Moscatel DSF Armagnac 99 - citrinos, notas de chocolate, fino e fresco. Nota 17+.
.Moscatel DSF Cognac 99 - austero, mineral, nada consensual; vai ser lançado pela 1ª vez em 2011. Nota 16.
.Moscatel Alambre 20 Anos (engarrafado em 2009) - notas tropicais, citrinos, frutos secos, figos em passa, fresco, final de boca longo. Nota 18.
.Moscatel Roxo 20 Anos (engarrafado em 2011) - côr mais carregada, mais doce, notas de tangerina, frutos secos, iodo, vinagrinho, final longo. Nota 18+.
.Moscatel 73 (não foi engarrafado) - complexidade aromática, iodo, vinagrinho, potência de boca, untuoso, final longo. Nota 18,5+.
.Moscatel 67 (não foi engarrafado) - na linha do 73. Nota 18,5+.
.Moscatel 52 (não foi engarrafado) - na linha dos anteriores, mas mais complexo e equilibrado; o melhor moscatel em prova, o que por si só justificou a ida à JMF. Nota 19,5.
.Moscatel 39 (não foi engarrafado) - excessivo e demasiado doce, muito bom mas falta-lhe harmonia. Nota 18+.
Uma única nota não abonatória : os vinhos foram servidos inicialmente a cerca de 18º e, posteriormente, a mais de 20º, o que considero excessivo.
Seguiu-se um almoço, onde foram servidos :
.DSF Moscatel Roxo Rosé - não me encantou; apenas uma curiosidade. Nota 14.
.Pasmados 08 - com alguma oxidação, mas uma boa acidez a equilibrar o conjunto; muito gastronómico, ligou bem com o prato de bacalhau. Nota 15,5.
.Periquita Superior 08 - frutos vermelhos, notas de tabaco e chocolate, fresco e encorpado; pede um prato de forno. Nota 17+.
Em conclusão : uma grande e imperdível jornada. Parabéns à JMF e obrigado ao Rui Lourenço Pereira.

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