domingo, 9 de outubro de 2011

O Guia 2012 do João Paulo Martins (II)

À semelhança da análise feita há 1 ano (ver crónica de 5/10/2010), pareceu-me interessante proceder à comparação dos "Melhores do Ano" dos últimos 3 guias, 2010, 2011 e 2012, por esta ordem.
BRANCOS
.Espumantes 0 / 1 / 0
.Alvarinhos 2 / 0 / 1
.Douro 0 / 2 / 1
.Dão 1 / 1 / 2
TINTOS
.Douro 7 / 6 / 5
.Dão 1 / 0 / 1
.Bairrada 0 / 0 / 0
.Lx/Estrem. 1 / 1 / 2
.Tejo/Riba. 1 / 0 / 0
.Setubal 1 / 0 / 0
.Alentejo 2 / 5 / 5
FORTIFICADOS
.Vintage 4 / 1 / 2
.Tawny/Colh. 2 / 5 / 3
.Moscatel 1 / 1 / 0
.Madeira 0 / 0 / 1
Olhando friamente para estes números, posso adiantar (pese embora a carga de subjectividade que possa ter):
a) a inexpressividade dos espumantes (embora haja Murganheiras com notas iguais aos brancos eleitos)
b) a consolidação dos brancos, nomeadamente o Dão a estar presente em todos os guias
c) a ligeira descida do Douro, beneficiando o Alentejo
d) a gritante ausência da Bairrada/Beiras (há pelo menos 4 vinhos com a mesma classificação do Dão eleito)
e) peso excessivo da Lx/Estremadura em comparação com o Tejo/Ribatejo (neste guia 2012 há 4 vinhos Tejo com a mesma nota de um de Lisboa)
f) ultrapassagem dos tawnies de idade e colheitas, em relação aos vintages
g) finalmente um Madeira!
Em relação às escolhas do JPM no Guia 2012, há algumas situações que não consigo entender. São vinhos que ficaram de fora, embora tenham obtido notas mais elevadas do que alguns dos eleitos. Concretamente e a título de exemplo, o Aneto Grande Reserva 09 e o CV 09 (curiosamente as versões anteriores também ficaram de fora no Guia 2011). Serão os desígnios insondáveis do JPM.

Sem comentários:

Enviar um comentário