sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Uma volta pela Beira

Embora não tivesse sido uma grande jornada em termos gastronómicos e vínicos, não vou deixar de partilhar as minhas experiências na zona de Pedrogão Pequeno (onde ficámos instalados no Hotel da Montanha,com uma localização invejável, pessoal super simpático, mas a necessitar de algumas obras de manutenção), Sertã, Figueiró dos Vinhos e Proença-a-Nova.
Deu para actualizar leituras, tendo despachado o livro "Grande Reserva - as melhores histórias do vinho português" da autoria do bloguista João Barbosa (ver link para "joão à mesa"), edição Oficina do Livro. Oportunamente, dedicar-lhe-ei uma crónica.
Por sugestão do hotel, fomos visitar a aldeia de xisto Casal São Simão, bem próximo de Figueiró dos Vinhos. Almoçámos na Varanda do Casal, restaurante perfeitamente integrado na aldeia. Mesas bem aparelhadas, guardanapos de pano (surpresa), típica cozinha regional, serviço eficiente e simpático. Por sugestão do empregado, comemos 3 belíssimos e bem servidos petiscos : sonhos de bacalhau, cogumelos silvestres e cachola da matança, ao preço de 2,50 € por pessoa, uma pechincha. Seguiu-se 1 dose de truta com presunto, que deu o que pode dar o peixe de "aviário".
Carta de vinhos com base nos alentejanos, preços cordatos, copos adequados e serviço a cumprir. Como nota negativa, extensiva a toda a jornada, ausência de vinhos a copo. E também, um grupo de motards espanhois, em alta rotação de poluição sonora.
Bebeu-se meia garrafa de tinto Monte das Servas Escolha 08 (já no jantar da véspera, no hotel, tinha-se bebido a versão branca 2010 da mesma marca). Simples, correctos, apelativos e com bom preço, uma boa solução enquanto não tiverem vinho a copo. À atenção da Viniportugal.
A outra jornada foi no Famado, em Vale d'Urso, Proença-a-Nova, já conhecido noutra ocasião há 5 ou 6 anos. Desilusão, os donos (2 amigos na sala e as mulheres ,por sinal irmãs, nos tachos) mudaram-se de armas e bagagens para Vila de Rei, Albergaria D.Diniz, segundo informação colhida no local. Comemos maranhos e bucho recheado e, ainda, cabrito assado no forno. Nada de especial. A cozinha está uns furos abaixo.
Quanto a vinhos, tem uma boa carta, copos a condizer, armários térmicos, preços acessíveis nalguns e exorbitantes noutros. Vinhos a copo, zero. Serviço simpático a cumprir os mínimos. Bebeu-se meia garrafa do tinto Duas Quintas 07, que surpreendeu pela positiva. Tem pernas para andar mais 4/5 anos.
Fica a intenção de, numa próxima, ir a Vila de Rei.

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