quinta-feira, 17 de novembro de 2011

As marcas que interditei nas CAV

Em mais de 10 anos de gestão da área dos vinhos, tive duas monumentais "birras", do que resultou a interdição de venda nas CAV de algumas marcas muito conceituadas no mercado nacional. E isto por reacção natural ao comportamento inadequado dos principais responsáveis por aquelas marcas. Para que conste, tive sempre o apoio solidário do Juca, meu sócio na altura e amigo de sempre.
A primeira foi com a Carrie Jorgensen (Cortes de Cima), por ter reagido mal quando retirei da prateleira um dos seus vinhos, que fora desclassificado num painel da revista Epicur, organizado pelo malogrado José Matos Cristóvão. A senhora não aceitou bem a situação e enviou-me uma carta arrogante que não primava pela boa educação. Como resultado, devolvi-lhe a missiva e deixámos de vender os vinhos daquela produtora.
A segunda foi com o Carlos Lucas (Dão Sul), por não ter cumprido o que nos prometera. Este senhor, quando da saída do primeiro vinho tinto Pedro & Inês, garantiu-nos publicamente a exclusividade na área de Lisboa. Passado algum tempo, e depois de termos vendido umas dezenas de caixas, esqueceu-se da promessa e entregou o vinho a um distribuidor, fazendo tábua rasa da nossa parceria. Faltou à palavra dada, o que para mim é indesculpável. A partir daí todas as marcas comercializadas pela Dão Sul deixaram de ser vendidas nas CAV, durante largos anos.
Não me arrependo destas "birras" e, passados estes anos todos, voltaria a tomar as mesmas atitudes

1 comentário:

  1. Muito bem Francisco!
    Há que pôr nomes nos bois, salvo seja (e alimentar o voyeur que há em nós! ;-)).
    Um abraço,
    Duarte F

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