terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mais um jantar com vinhos da Madeira

Verdade seja dita que este último jantar ficou uns furos abaixo dos 2 primeiros (ver crónicas de 17/12/2010 e 27/02/2011). De facto não esteve ao nível a que estamos habituados. A qualidade média dos Madeiras provados não estava na zona da excelência e com o Ângelo de baixa o serviço ressentiu-se (o Nelson desdobrou-se entre a cozinha e a sala, mas não foi suficiente).
O formato desta sessão foi diferente das anteriores pois, para além dos Madeiras (2 no início e 2 no final), foi dado algum protagonismo a 3 vinhos brancos, solução amiga dos nossos palatos.
Começámos com um agradável espumante bruto Qtª do Valdoeiro Baga/Chardonnay 05, simpática oferta da casa.
A acompanhar uma interessante salada de bacalhau, avançaram os primeiros Madeiras :
.Artur Barros e Sousa Serceal 80 (eng. em 97), trazida pelo Modesto Pereira - límpido e cristalino, secura acentuada, nariz discreto, notas de caril e iodo pouco acentuadas, algum metálico, algo desequilibrado, mas bom final de boca. Nota 16,5.
.Cossart Gordon Verdelho 75 (eng. em 2004), levada por mim - aroma mais presente, frutos secos, vinagrinho, notas de iodo e caril, boca mais potente e final mais longo do que o anterior. Nota 18.
Com uma entrada de vieiras com pouco sabor e uma belíssima espetada de polvo e gambas, foram provados 3 brancos do João Quintela :
.Projectos Niepoort Riesling 04 - ainda com fruta presente, fumado,, boa acidez, muito elegante, estrutura e bom final de boca, um grande branco pleno de equilibrio. Nota 18.
.Anselmo Mendes Alvarinho/Loureiro 10 - aroma exuberante, notas tropicais, acidez acentuada, corpo e final médios, foi melhorando ao longo da refeição. Nota 17.
.Soalheiro Reserva 09 - mais floral e delicado, mineral, elegante e equilibrado, bom final de boca; precisa de tempo de garrafa para atingir o seu máximo. Nota 17+.
Finalmente e com um série de sobremesas (bolos,doces e fruta):
.Artur Barros e Sousa Bastardo 66 (sem data de engarrafamento), saído da garrafeira do Adelino de Sousa - límpido e cristalino, austero, vinagrinho evidente, alguma secura, corpo médio e final longo, melhorou bastante no copo. Nota 17.
.Barbeito Malvasia 30 Anos (eng. em 2006; garrafa nº 1276 de 1550), levado pelo Juca - turvo, austero no nariz, acidez acentuada, aguardente evidente, muito desequilibrado, a desilusão da noite. Nota 15.
Apesar de tudo, mais uma boa jornada e um são convívio entre militantes dos Madeiras.

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