segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Um banho de cultura

Fui visitar, recentemente, a magnífica exposição "A Natureza-Morta na Europa" 2ª parte séculos XIX-XX (1840-1955), a decorrer no Museu Calouste Gulbenkian até 8 de Janeiro. Das 93 obras expostas (maioritariamente telas, mas também fotografias, objectos e porcelanas), 1/3 tem algo a haver com o mundo do vinho, concretamente 29 pinturas, 1 foto e 1 objecto. Garrafas, jarros, copos e canecas com vinho ou sem ele estão presentes e foram uma preocupação dos artistas. Também os cachos de uvas fazem parte da temática.
Uns tantos põem em destaque estes motivos que são aproveitados para identificação da obra por parte dos autores. É o caso das telas de Pablo Picasso (Natureza-Morta com copo e...), Vicent van Gogh (Cesto com limões e garrafa), Mikhail Larimov (Natureza-Morta com garrafa e...), Juan Gris (Tabuleiro de xadrês, copo e...), Umberto Boccioni (Natureza-Morta com garrafa), Gustave Courbert (Cacho de uvas) e Amédée Ozefant (Garrafa, cachimbo e...). E, ainda, a fotografia de Charles Aubry (Cacho de uvas) e o objecto de Marcel Duchamp (Le porte bouteilles). Há a acrescentar mais 22 quadros com o título Natureza-Morta ou outros nomes relacionados com o tema, saídos das mãos de autores tão credenciados como Phillipe Rousseau, Claude Monet, Paul Gauguin, Henri Matisse, George Braque, Mário Eloy, Maria Helena Vieira da Silva ou René Magritte.
Uma exposição a não perder, até porque está relacionada com o vinho e suas coisas. Um banho de cultura não faz mal a ninguém!

2 comentários:

  1. Rui Figueiredo (Chapim)6 de dezembro de 2011 às 10:15

    Caro Francisco, partilho completamente a sua opinião sobre a exposição. Das coisas mais bonitas que já vi em Lisboa.
    Como diz e bem, cultura (e vinho) nunca fizeram mal a ninguém.
    Boas provas!

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  2. Obrigado pela sua intervenção, Rui Figueiredo!

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