sábado, 29 de janeiro de 2011

O regresso do Grupo dos 3 (11ª sessão)

Após um mês de interregno e passadas as festas, juntámo-nos (o Juca, o João Quintela e eu próprio) para mais uma prova às cegas. O repasto foi no Colunas e os vinhos vieram directamente da garrafeira do Juca. Os brancos ficaram de fora, tendo a prova contemplado 2 tintos e 1 fortificado. Os tintos acompanharam um excelente arroz de lebre, de chorar por mais, e o Porto ligou bem com um arroz doce, do qual não sou grande apaixonado.
Resumo das minhas impressões :
.Duas Quintas Reserva 92 - ainda com saúde, mas na fase descendente da sua vida (para consumir já, enquanto dá ainda algum prazer); notas vegetais e mesmo metálicas, boca a perder o fulgor do passado, final curto, apesar de tudo gastronómico. Nota 15,5.
.Campo Ardosa RRR 03 - côr algo evoluida para a idade, floral intenso, especiado, elegante, profundidade, bom final de boca, gastronómico, aguenta mais 5/6 anos em boa forma. Nota 18 (noutras situações 17,5+/18)
.Messias Old Dry White (mais ou menos 30 anos de casco) - citrinos bem presentes, acidez equilibrada, perfil elegante, corpo médio, final de boca longo. Foi bebido como aperitivo e, também, com a sobremesa (prefiro esta última modalidade). Nota 17 (noutras 17/16,5+/17,5).
Obrigado Juca, por este início de 2011!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mar do Inferno : a confirmação

Este restaurante é mesmo um achado. Preços acessíveis, peixe fresquíssimo, serviço despachado, carta de vinhos a melhorar. E sempre cheio (obrigatório marcar). A crise não passou por aqui!
Na última visita, a acompanhar uma avantajada dose de pregado frito e uma inexcedível açorda, bebi o tinto Casa Santa Vitória Reserva 07, vinho recomendado. Com base na T.Nacional, Cabernet e Syrah, 2 anos de estágio (um em barrica e outro na garrafa), muito frutado, encorpado, taninos domesticados, guloso, bom final de boca. Tem estrutura para aguentar mais 4/5 anos. Nota 16,5+.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Dois locais simpáticos para almoçar

1.Em Lisboa
Trata-se do restaurante Monteiro-Mor e pertence ao Museu Nacional do Traje (aberto ao almoço de 3ª a Domingo). Tem muito bom ambiente, as mesas estão bem aparelhadas, guardanapos de pano e cozinha simples, mas bem confeccionada. Quem for também para namorar, tem 2 salas só com uma mesa para 2 pessoas.
Quanto a vinhos, a lista é curta e sem imaginação. Os copos pequenos e estriados! Ó Dra. Gabriela Canavilhas, não consegue dar a volta por cima? Já o Museu Nacional de Arte Antiga é também uma desgraça (ver crónica de 20/8/2010).
2.Na Arruda dos Vinhos
Não fica exactamente na Arruda, mas sim nos Galinhatos, a lindíssima e moderna Quinta de Santa Maria, cujo restaurante é uma boa surpresa (só fecha ao jantar de Domingo). Bonita sala, simples mas decorada com gosto, mesas muito bem aparelhadas, enfim conforto máximo. A cozinha tem 2 modalidades, ou à lista ou o menú executivo. Optei por este último, com direito a sopa, prato , água e café. Comida simples, abundante e bem confeccionada, tudo em troca de uma nota de 10 €. Uma pechincha!
E, acrescento, um serviço eficiente e simpático, que até nos ofereceram um cálice de Dona Elvira, um licoroso da Adega Cooperativa de Arruda.
Quanto a vinhos, aqui é que a porca torce o rabo. Carta curta e completamente desinteressante, e ainda por cima sem datas. Salvaram-se os copos, francamente bons.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Herdade das Servas (continuação)

5.Os vinhos
Grandes surpresas me trouxeram esta vertical. Comparando-a com uma outra ocorrida no verão de 2009 (se a memória não me atraiçoa), o 03 agigantou-se, o 05 melhorou ligeiramente e o 04 e 06 desiludiram. Uma breve apreciação dos vinhos provados em copos Riedel:
.Monte das Servas Colheita Seleccionada 09 Branco - tropical, notas de melão e citrinos, gordo na boca, belíssima acidez a compensar, muito gastronómico. É claramente um branco de outono/inverno e impróprio para o verão.Nota 16,5.
.2003 - especiado (pimenta presente), notas de tabaco e chocolate, taninos dóceis, bela acidez, bom final de boca, um toque feminino a dar-lhe elegância. Nota 17,5 (noutras ocasiões 14,5/15).
.2004 - especiado, notas de tabaco, lagar, azeitonas, acidez q.b., nítida presença do álcool que o prejudica. Nota 16+ (noutras 16,5/17+).
.2005 - nariz discreto, melhor na boca, boa profundidade, final longo, precisa de tempo de garrafa para se harmonizar. Nota 17 (noutras 2 situações 16,5+).
2006 - muito discreto, floral, acidez q.b., taninos doces, muito certinho e sem arestas, mas também sem empolgar. Nota 16 (noutra 16,5+).
2008 - aroma exuberante, muita fruta vermelha, acidez equilibrada, taninos redondos, bom final de boca. Vai crescer e promete muito. Nota 16,5+.
Licoroso - curto e desinteressante (porque não ficam nos brancos e tintos que fazem bem? O Alentejo não é o Douro).
De qualquer modo nota alta para a visita e parabéns aos produtores (Luis e Carlos Mira), ao enólogo (Tiago Garcia) e ao comercial (Artur Diogo).
É uma equipa competente e gente séria!

Vamos a votos

Hoje votarei num candidato que :
1.Goste e consuma regularmente vinho de qualidade.
2.Saiba pegar num copo.
3.Sirva, aos seus convidados estrangeiros, vinhos do Porto, Madeira ou Moscatéis de referência.
4.Tenha a humildade de se aconselhar com quem sabe.
5.Tenha a coragem de substituir os inenarráveis copos do Palácio de Belém.
Só sei que o actual inquilino não obedece a nenhum destes requisitos (ver crónicas de 9/6 e 2/10/2010). A bom entendedor...

sábado, 22 de janeiro de 2011

A Herdade das Servas e a Blogosfera

As minhas divagações à volta de uma recente visita à Herdade das Servas :
1.Um esclarecimento prévio
Não fui na qualidade de crítico, que não sou, mas simplesmente como antigo parceiro (enquanto responsável pelos vinhos das CAV) e amigo (que continuo a ser).
2.A Herdade das Servas (H.S.) e a Blogosfera
É de louvar a atitude da H.S. ao convidar uma série de responsáveis por blogues. Estavam presentes 10 bloguistas (Prova Capital, Comer, Beber e Lazer, Good Living, Enófilo Militante, João à Mesa, Adega dos Leigos, O Vinho em Folha, 3 nos Copos (eram 2) e Magna Casta) em 31 convidados. Ou seja, cerca de 32% da totalidade das presenças. Outros não puderam participar, face às suas responsabilidades profissionais. Foi o caso dos bloguistas Copo de 3, Pingas no Copo e Saca a Rolha.
Contrariamente a algumas opiniões negativas em relação à Blogosfera, que provocaram acesa discussão no fórum da Revista de Vinhos, a H.S. não teve nenhum problema em pô-los em pé de igualdade com os profissionais. Bem hajam!
3.O repasto
O convite foi um pretexto para uma prova vertical dos Touriga Nacional 03, 04, 05, 06 e 08, acompanhados por pratos criados pelo chefe Gemelli, que introduziu um toque italiano ao repasto. Eu teria preferido um chefe alentejano. Estou a lembrar-de do Júlio Vintém, por exemplo. A gastronomia, com excepção do último prato, tinha qualidade, mas nem todos os casamentos com os vinhos em prova funcionaram bem. Por exemplo, o carpaccio ligava bem melhor com o branco Colheita Seleccionada e o licoroso pedia um sobremesa à base de chocolate.
Numa próxima crónica falarei dos vinhos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Colares : a tradição já não é o que era!

Hoje em dia, contam-se pelos dedos os enófilos que seleccionam os vinhos de Colares como os seus preferidos. E até os nossos críticos, a avaliar pelos vinhos de Colares referidos nos respectivos guias 2011. O João Paulo Martins comentou 4 brancos e 3 tintos, enquanto o Rui Falcão classificou 5 brancos e 6 tintos, sem lhes terem atribuído notas por aí além.
Mas isto vem a propósito de uma recente visita que fiz ao Museu do Teatro. Numa das vitrinas está exposta uma ementa de homenagem à fadista Ercília Costa (1902/1985), datada de 24 de Fevereiro de 1937. Curiosamente começa por " E mais foi dito que fossem preferidos os vinhos da Região de Colares " , depreendendo-se que os vinhos de Colares eram, nessa época, muito apreciados e que alguém os recomendou vivamente. Passados 73 anos, constatamos que os Colares foram praticamente banidos do nosso imaginário e, também, das nossas mesas.
Já agora, não resisto a transcrever o resto da ementa :
.filetes de linguado com molho branco
.frango au morango (sic!)
.vitela assada com esparregado
.doce e fruta
.vinho branco ou vinho tinto
.Cana Paraty (segundo averiguei trata-se de uma aguardente de cana do Brasil)
.café e champagne (ou seria espumante?)
Pois, a tradição já não é o que era!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Um desabafo 5 anos depois

O projecto Coisas do Arco do Vinho, vivido intensamente por nós (eu e o Oliveira Azevedo) durante 13 anos e meio, deu-nos muitas alegrias mas, também, algumas (poucas) tristezas. A maior delas é, talvez, mais uma indignação. O que se passou, então?
Quando das comemorações do nosso 10º aniversário, pretendemos que fossem um marco na nossa vida e que o nosso anfitrião, o Centro Cultural de Belém, nelas participasse activamente.
Para o efeito, nos primeiros meses de 2006, endereçámos uma carta ao Dr. António Mega Ferreira, presidente da Fundação CCB, na qual :
.o convidámos a estar presente no jantar comemorativo, a realizar em Setembro;
.pedimos a colaboração do CCB para a realização de uma exposição de artes plásticas, cujo tema seria a vinha e o vinho.
Surpreendentemente e apesar de muitas insistências da nossa parte, Sua Excelência não se dignou a responder. Arrogância ou má educação? Cada um que tire as suas conclusões.
A exposição não se fez, mas o jantar foi um êxito, nele participando mais de 200 amigos do projecto Coisas do Arco do Vinho. Ficou um lugar vazio, o dele.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O Assinatura continua em alta

Mais um jantar temático criado pelo Henrique Mouro, desta vez com base em queijos nacionais. Foram seleccionados 8 queijos (cabra fresco e curado, serra, ilha, paul, amarelo da beira baixa, terrincho em cura de centeio e requeijão) servidos em 5 diferentes momentos. Tudo muito bom, com algumas das criações no patamar da excelência. O Assinatura é, para mim e neste momento, o melhor restaurante de Lisboa!
Os primeiros momentos foram acompanhados pelo Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 09 que deu um salto qualitativo. Em provas anteriores referi que lhe faltava tempo de garrafa. Passaram-se alguns meses e o vinho agigantou-se. O aroma, complexo, libertou-se e na boca todo ele é elegância e harmonia. Nota 17,5+ (noutras situações 16+/16,5/16,5).
Os restantes momentos foram acompanhados pelo Callabriga 08 - nariz austero, muita fruta, taninos vigorosos, alguma rusticidade, bom final de boca; melhor daqui a 4/5 anos. Nota 17.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Nova achega aos vinhos de 2001

O nº de Fevereiro da Revista de Vinhos vai ter um painel com vinhos de 2001. Eu, pelo meu lado, durante o ano de 2010 e início deste ano, também provei uma série de vinhos desta colheita. Será interessante comparar e chegar (ou não) a conclusões sobre este ano, referência para muitos enófilos.
As minhas listas (indico entre parêntesis as datas das crónicas respectivas) :
1.Vinhos que me deram mais satisfação, pela ordem da dita :
.Vale Meão (6/12)
.Bágeiras Garrafeira (25/11)
.Crasto Vinhas Velhas (29/6)
.Crasto T.Nacional (prova de 2011, ainda não publicada)
.Poeira (7/1/2011)
.Macedos (13/6)
.Vinha Barrosa (25/11)
.Campo Ardosa (27/5)
.Qtª da Dôna (23/5)
.Vale D.Maria (29/6)
.Pintas (7/1/2011)
.Luis Pato Vinhas Velhas
2.Desilusões, pela ordem das mesmas
.Chryseia (17/11 e 5/12)
.Quanta Terra (9/4)
.Utopia (9/4)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Parcela Única com o restaurante Manifesto em fundo

Provar o Anselmo Mendes Parcela Única Alvarinho 09, acabado de chegar ao mercado, foi o pretexto de um recente jantar no Manifesto, restaurante do Luis Baena já aqui referido (ver crónicas de 9/4 e 2/12).
O Parcela Única é mais um grande branco do Anselmo Mendes - muito mineral, citrinos presentes, madeira bem integrada a dar complexidade sem prejudicar a frescura do vinho, boa profundidade, final longo. Será o melhor Anselmo Mendes de sempre, como já foi afirmado? Para mim ainda não. Neste momento prefiro o Muros de Melgaço 08 ou 09. Mas o Parcela Única com mais uns meses de garrafa vai ser um caso muito sério. Nota 18.
Acompanhou um menú surpresa, cuja escolha ficou a cargo da equipa da casa. Desfilaram 2 ou 3 "amouse de bouche", creme de coentros com ovo de codorniz, risotto com cação de coentrada, burra de porco confitada e terrina de foie gras de pato com carpaccio de ananás, Madeira e vinagre balsâmico. Não acho que tenha sido a melhor escolha, não tendo resultado a ligação com a burra, nem com o foie. De resto, mantém-se a irreverência e a criatividade do projecto. Um aplauso para o Luis Baena que não se esquvou de ir às mesas. Um gesto simpático que se aprecia.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Vinhos em família (VI) e não só

Impressões condensadas dos últimos vinhos provados em família ou com amigos.
Tudo tranquilamente, sem o stresse da prova cega.
.Pintas 01 - ainda com saúde e muita côr, alguma fruta vermelha, chocolate, mais elegância e menos potência em relação a experiências anteriores, final de boca interessante. Um bom vinho sem arrasar. Nota 17,5 (noutras situações 18/17,5/19/17/18/18,5/17).
.Poeira 01 - continua com muita côr, muito floral, grande elegância, final extenso. Mantém o perfil de sempre, apesar de umas garrafas menos boas. Nota 18 (noutras 18/18/17,5/18,5/17,5/16/16).
.Herdade das Barras 05 - feito a partir das castas Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon, estagiou 24 meses em barricas; especiado com notas de chocolate e tabaco, acidez q.b., taninos redondos, guloso; é pena o excesso de álcool (15% vol.); foi o campeão de vendas de vinhos alentejanos nas CAV, boa relação preço/qualidade, é difícil não gostar. Nota 17 (noutra 17+).
.Zambujeiro 04 - com base nas castas T.Nacional, Aragonês, Alicante e Castelão estagiou 24 meses em barricas de carvalho francês; ainda cheio de saúde, frutado, frescura e acidez no ponto, personalidade, grande boca sem ser bruto, final longo. Um grande vinho alentejano e um dos meus preferidos. Nota 18,5 noutras 18,5/18,5/18+).
.Campolargo 09 Branco - à base das castas Cerceal (85%), Bical e Arinto, estágio de 7/8 meses na barrica; produzidas apenas 1580 garrafas; fruta e acidez presentes, madeira bem integrada, profundidade de boca e bom final. Nota 17,5 (noutra 17).
.Dona Ermelinda Reserva 08 - agradável e fácil e beber; próprio para situações mais informais; boa relação preço/qualidade. Nota 16,5.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

João Paulo Martins (JPM) e Rui Falcão (RF) : diferenças e semelhanças

O gosto dos nossos dois principais críticos será muito diferente ou, pelo contrário, não se distingue um do outro? Para se chegar a uma conclusão 100% segura, seria necessário proceder a um trabalho gigantesco, consistindo na comparação, vinho a vinho, das notas dadas pelos dois. Face a esta dificuldade, decidi fazer a comparação a partir de uma amostragem, pegando nos "Melhores do Ano" do JPM e n' "A Minha Escolha" do RF, referentes aos guias de 2011. Em cada uma das listas aparece a nota de um e entre parêntesis a do outro. Quando não houver nota de prova será colocado o sinal (-).
Começando pela selecção do JPM :
.Redoma Reserva 09 Branco - 17,5 (-)
.Grandjó Late Harvest 07 - 17,5 (-)
.Vinha do Contador 09 Branco - 17,5 (17,5)
.Pintas 08 - 18 (18,5)
.Charme 08 - 18 (17,5)
.Abandonado 07 - 18 (17,5)
.Qtª Couquinho Gr.Reserva 07 - 17,5 (16)
.Qtª Vale Meão 08 - 18 (18,5)
.Três Bagos Gr.Escolha 07 - 18 (-)
.Qtª Monte d'Oiro Reserva 06 - 18 (17,5)
.Obsessão 04 - 18 (-)
.Homenagem a Hans Chr.Andersen 08 - 18 (14,5)
.Marquês de Borba Reserva 08 - 17,5 (17,5)
.J de José de Sousa 07 - 18 (16)
.Outeiro 08 - 17,5 (-)
.Noval Vintage 08 - 18 (18)
.Qtª Stª Bárbara Colheita 91 - 18 (16,5)
.Andresen 40 Anos - 18 (-)
.Noval 40 Anos - 18,5 (-)
.Barros 30 Anos - 18 (17)
.Duque de Bragança 20 Anos - 18,5 (17,5)
.JMF Moscatel Roxo 20 Anos - 18,5 (-)
Pegando, agora, na escolha do RF, com exclusão dos vinhos estrangeiros :
.Qtª do Mouro Rótulo Dourado 06 - 18,5 (-)
.Sidónio Sousa Garrafeira 05 - 18,5 (-)
.Qtª Foz Arouce V.Velhas 07 - 18 (17,5)
.Dona Berta Gr.Escolha 07 - 17,5 (17,5)
.Passadouro Reserva 08 - 18,5 (17,5)
.Qtª Santana Homenagem a ... 07 - 17 (-)
.Afros Vinhão 07 - 17 (-)
.Qtª San Joanne Superior 07 - 18 (16)
.Murganheira Chardonnay 02 Bruto - 17,5 (-)
.Fonseca Guimaraens Vintage 08 - 19 (17,5)
Conclusões a tirar?
.Com excepção do Qtª do Couquinho, não há divergências quanto aos vinhos do Douro (notas iguais ou com 1/2 ponto de diferença).
.Onde há diferenças significativas é nalguns alentejanos e fortificados e num verde (3,5 no Homenagem a Hans..., 2 no J de José de Sousa, 2 no Qtª San Joanne e 1,5 no Qtª Stª Bárbara e no Fonseca Guimaraens).
.De notar, ainda, que ambos os críticos não provaram todos os vinhos seleccionados pelo outro. O JPM não provou 5 dos 10 escolhidos pelo RF e este 8 dos melhores do JPM.
Sendo assim, apetece-me fazer coro com o Pedro Garcias que afirmou "(...) Mas quem faz guias e pretende que eles sejam uma espécie de bíblia do sector...tem a obrigação de escrever sobre todos os vinhos que merecem ser falados, nem que para isso tenha que os comprar.(...) " (ver Fugas de 11/12). E isto também se aplica aos paineis da Revista de Vinhos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Jantar temático no Assinatura

Nos próximos dias 11, 12 e 13/1, o assinatura regressa com os seus jantares temáticos. Vão ser 5 momentos criados pelo Henrique Mouro, com base em queijos. Preço 40 €. Obrigatório reservar.

domingo, 2 de janeiro de 2011

2010 : na hora do balanço (III)

A 3ª e última parte do balanço de 2010 diz, especificamente, respeito ao blog Enófilo Militante. É o levantamento das crónicas mais lidas, países de origem dos leitores e fontes de tráfego.

CRÓNICAS MAIS LIDAS (com indicação das datas)
1. Almoço na Maria Pimenta. 22/8 (foi, de longe, a mais lida, vá a gente perceber porquê; foi alvo de um comentário completamente despropositado; alguém com interesse no negócio? )
2. Entender de Vinho, de João Afonso. Um livro acabado à pressa? 1/8 (também inclui um comentário provocatório, mais a mais anónimo)
3. Jantar no Alma. 14/9
4. Prova e Jantar Sogevinus. O pleno do nosso grupo. 30/9
5. Vinhos em família (V) e não só. 5/12
6. Grupo de Prova dos 3 (4ª sessão). 1/7
7. Cozinha Velha revisitada. Pazes feitas. 7/10
8. Garrafeiras em queda e concorrência mais ou menos desleal. 10/11
9. Passagem pelo Encontro com os Vinhos e Sabores. 8/11
10.O painel de brancos da Revista e Vinhos. 20/9

PAISES DE ORIGEM
1. Portugal (a maioria esmagadora)
2. Espanha
3. Brasil
4. EUA
5. França
6. Reino Unido
7. Alemanha
8. Luxemburgo
9. Canadá
10.República Checa

FONTES DE TRÁFEGO
1. Google Portugal
2. Blog Pingas no Copo
3. Blog Rui Falcão
4. Blog Saca a Rolha
5. Blog Pinga Amor
6. Blog Copo de 3
7. Google Brasil

2010 : na hora do balanço (II)

Em relação a restaurantes frequentados desde 19/3, pelas mesmas razões já expostas na crónica anterior, a selecção foi feita a partir dos seguintes parâmetros : locais onde me sinto bem, cozinha do meu agrado, quer seja de autor ou tradicional, serviço de vinhos cuidado e preços acessíveis. Aqui vai o meu top, por ordem alfabética :
.A Commenda (CCB)
.Assinatura (Lisboa)
.Enoteca de Belém (não é bem um restaurante, mas merece estar aqui)
.Gspot (Sintra)
.Manifesto (Lisboa)
.Nariz de Vinho Tinto (Lisboa)
.Sabores de Itália (Caldas da Rainha)
.Tasca da Esquina (Lisboa)
.Tomba Lobos (Portalegre)
.Xico's (Lisboa)
Resumindo, 8 na grande Lisboa, como não podia deixar de ser, 1 nas Caldas e 1 em Portalegre, que é pena não estarem mais à mão. A ausência de restaurantes no Norte explica-se facilmente, não tenho ido acima das Caldas. Fica a promessa para 2011 : corrigir esta lacuna!

2010 : na hora do balanço (I)

Terminadas as festas há que fazer o balanço de 2010, no que respeita a centenas de vinhos degustados em dezenas de provas, quase todas às cegas, nomeadamente com o Núcleo Duro, Grupo dos 3, Grupo dos 3+4, vinhos em família, em restaurantes, etc.
Os vinhos eleitos são os provados a partir de 19 de Março, data da 1ª crónica no blog. Limitei a escolha a 10 de cada tipo (brancos, tintos e fortificados). Muitos mais tintos e fortificados poderiam estar presentes nestes tops, mas iria ter listas demasiado extensas. Acabaram por ficar de fora alguns excelentes vinhos. É a vida!

BRANCOS
.Dom Pérignon Vintage 2000 Bruto
.Soalheiro Alvarinho Reserva 2008
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2008
.Muros de Melgaço Alvarinho 2008
.Redoma Reserva 2005
.Aneto 2007
.Olho no Pé Grande Reserva 2008
.Paço dos Cunhas Vinha do Contador 2009
.Pellada Primus 2009
.Qtª das Bágeiras Garrafeira 2004
Ou seja, 3 Alvarinhos, 3 Douro, 2 Dão , 1 Bairrada e 1 Champanhe.

TINTOS
.Ferreira Reserva Especial 1997
.Vale Meão 2000
.Qtª do Crasto Vinhas Velhas 2001
.Aneto Grande Reserva 2006
.Pintas 2005
.Abandonado 2004
.CARM BOCA 2004
.Qtª dos Roques T.Nacional 2005
.Qtª das Bágeiras Garrafeira 2001
.Aalto PS 2005
Isto é, o Douro em alta com 7 vinhos, seguido do Dão, Bairrada e Ribera del Duero com 1 vinho cada.

FORTIFICADOS
.Miles Bual 1934
.Blandy Bual 1920
.Blandy Bual 1977
.FMA Bual 1964
.Cossart Sercial 1960
.FEM Verdelho Muito Velho
.Noval Colheita 1971
.Burmester Colheita 1955
.Burmester Colheita 1937
.Moscatel de Setúbal 1962 da JMF
Mais de metade são Madeira, com a casta Bual em maioria. Seguem-se 3 Porto Colheita e 1 Moscatel. De notar a ausência de Porto Vintage neste top. São gostos. Os meus!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Despedida de 2010 com brancos

Desta vez os tintos ficaram de fora. O jantar de 31 foi feito com brancos, a acompanhar umas tapas de paio e presunto (Redoma Reserva 07), seguidas de um caril de gambas (Soalheiro Alvarinho Reserva 08). Nada que puxasse pelos tintos. A abrir e a fechar foi uma garrafa de Dom Pérignon Vintage 2000, comprada no aeroporto de Orly expressamente para ser consumida nesta ocasião. Bebido em flutes Riedel, bolha muito fina, notas de pão fresco, subtil e de uma grande elegância. Pura sofisticação! Pode ler-se no folheto que acompanhava a garrafa " (...) Le millésime 2000 de Dom Pérignon a patienté sept annés en cave pour atteindre son expression la plus aboutie. "
Os doces e salada de frutas foram acompanhados pelo Dona Antónia já aqui mencionado quando do Natal. Referem-me que terá 70/80 anos. Soberbo!