terça-feira, 29 de março de 2011

Chiado Unique : a sedução do cliente

O Chiado Unique é o restaurante da estilista Fátima Lopes, que joga na sedução do cliente. Confesso que ia um pouco com o pé atrás, pois os colunáveis estão mais preocupados com o seu próprio nome e, por vezes, descuram o cliente. Mas, neste caso, fiquei completamente rendido.
O restaurante, situado entre o São Carlos e o São Luis, e distribuido por 2 pisos, prima pelo excepcional bom gosto, com as mesas bem aparelhadas, decoração sóbria em tons claros, copos de qualidade e com um toque pessoal da estilista. Um senão, os sofás são bonitos mas desconfortáveis. Aconselho as mesas só com cadeiras.
O Unique tem, ao almoço de 2ª a 6ª, um menú executivo ao preço de 20 €, com direito a couvert, sopa ou entrada, prato, sobremesa, café e uma bebida. Uma pechincha para um espaço de luxo!
A cozinha é de estilo internacional, mas com os pratos muito bem confeccionados e apresentados. Serviço eficiente e deveras simpático, a jogar na sedução do cliente. Ofereceram, pelo menos no dia em que lá estive, uma sobremesa extra e uns mimos para acompanhar o café. À atenção de muitos restaurantes que tratam mal os clientes...
Quanto a vinhos, a lista tem uma boa selecção, com tudo datado, embora com preços pouco meigos. A oferta de vinho a copo é reduzida. Quanto a temperaturas está previsto, segundo me afirmaram, investirem num armário térmico. De qualquer modo, pode levar-se o vinho de casa, custando 7,50 € a respectiva taxa de rolha.
A recomendar vivamente!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Jantar de Vinhos no Clara Chiado

O jantar, anunciado para as 20h30, embora tivessem sido servidos canapés na sala inferior, só começou verdadeiramente já passava das 21h30. Estavam 100 participantes espalhados por 2 salas (numa delas fumava-se à mesa enquanto se provavam vinhos, francamente!), o que é de espantar numa altura de crise, embora o preço fosse convidativo. O nosso grupo, desta vez ficou em minoria (éramos 10 enófilos militantes). Fiquei com a impressão que a maioria dos participantes não navegava na nossa onda. A socialite andava por ali!
Por outro lado, o restaurante não tem logística para aguentar um jantar com tanta gente. O serviço não foi o mais eficiente e parte dos copos não era compatível com um evento deste tipo. A comida em geral não convenceu e os vinhos, não fora um surpreendente Alvarinho, deixaram muito a desejar.
Especificando, o espumante Qtª de Baixo 07, servido com os canapés e com a sobremesa, não atingiu o patamar de qualidade a que estamos habituados. Pouca frescura, bolha não perceptivel e um desagradável amargo final na boca. Nota 13. O Poema Alvarinho Superior 08 da Qtª do Louridal, cuja produtora e enóloga é a Sofia Silva, foi o ponto alto do jantar. Esteve 12 meses em contacto com as borras finas, em cubas de inox, e mais 12 meses de estágio na garrafa antes de vir para o mercado. Aromático sem ser excessivo, muito fresco na boca, belíssima acidez, gastronómico e com personalidade. Um bom exemplar desta excelente casta. Nota 17. Acompanhou um carpaccio de salmão acabado de sair do congelador! Seguiram-se 2 tintos "Consensual" da Casa das Torres (Douro). O Reserva 08 apresentou-se com excesso de fruta madura, axaropado e com falta de acidez. Resumindo, um perfil que nada tem a haver com o Douro e muito longe das características da colheita de 2008. Ainda lhe falta muito para Reserva. Nota 13. Acompanhou umas delícias de bacalhau algo secas. O último tinto foi o Premium 07, com mais acidez e menos fruta madura, pouco elegante e muito longe dos Douro 2007 que conheço. Nota 15. Acompanhou uns medalhões de vitela francamente bons (finalmente!).
De lamentar que nenhum dos produtores presentes tivesse tido o cuidado de andar pelas mesas. Foi pena, pois a opinião dos participantes é sempre útil. Em conclusão, um jantar para esquecer. E só não ficámos a chorar pelo dinheiro desembolsado, porque o Poema era mesmo bom.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Grupo de Prova dos 3+4-2+1

Isto até parece uma expressão matemática, mas não é. Trata-se do nosso grupo dos 3+4, a que faltaram 2 dos elementos fixos, tendo participado o nosso amigo José Rosa que trouxe os vinhos da sua garrafeira. O evento foi na Enoteca de Belém que, mais uma vez, fez com que o encontro tivesse decorrido a um nível alto de qualidade, com o Nelson nos tachos e o Ângelo na sala.
Começámos com 2 espumantes (Ervideira Reserva 08 e Cabriz 08 Rosé), oferta simpática da equipa da casa. A intenção foi boa mas os vinhos não brilharam. Acompanharam o amouse de bouche, mozarela com tomate.
Depois vieram 2 Alvarinhos, do melhor que se faz por cá, embora de estilos diferentes. Acompanharam um delicioso prato de camarão.
.Soalheiro Reserva 07 - tropical, gordo na boca, acidez a equilibrar, envolvente, final muito longo. Nota 18 (noutras situações 17+/18,5/18/17+/18/18/18,5).
.Parcela Única 09 - mais fresco, excelente acidez, muito elegante, final longo. Precisa de mais tempo de garrafa. Nota 17,5+ (noutra 18).
Com um saborosíssimo carré de borrego, avançaram 4 tintos de referência, constituindo para mim uma enorme surpresa o vinho que melhor pontuei e do qual, tinha recebido notícias menos boas do seu estado de saúde.
.ME & JBC 01, resultante de uma parceria entre a Maria Emília Campos, ligada à área comercial da Churchill, e o enólogo João Brito e Cunha - aroma complexo, estrutura de respeito, boa acidez a prever saúde por ainda algum tempo, bom final de boca. O Douro no seu melhor a contrariar os vaticínios mais pessimistas. Nota 18+ (noutras 18/14,5/13/15,5).O que teria acontecido? Alguma barrica menos boa? Mistérios insondáveis...
.Ferreirinha Reserva Especial 97 - algo evoluido a notar-se a patine do tempo, elegante, equilibrado, taninos amaciados, grande final de boca. Dá muito prazer bebê-lo nesta fase. Nota 18 noutras 18,5/17,5/18,5/18,5/18,5).
.DADO 00, a 1ª experiência em comum de 2 grandes senhores do mundo do vinho, o Dirk Niepoort e o Álvaro de Castro. Se a memória não me atraiçoa, este 1º DADO foi lançado num dos jantares organizados pela antiga Coisas do Arco do Vinho. Algo vegetal, acidez elevada, muito elegante, bom final de boca. Nota 17.
.Vale Meão 00 - aroma estranho, ligeira oxidação(?), taninos ainda bem presentes. Esta garrafa, para mim, evoluiu mal e nada tem a haver com outras provadas anteriormente. Nota 16,5 (noutras 16,5/18/17/18/15/18,5+/17,5/18,5/18,5/18,5+).
Com os finalmentes (queijo, doces e fruta) bebemos um Porto (uma novidade) e um Madeira (um clássico) de se lhes tirar o chapéu, a saber :
.Casa do Douro Colheita 75 (engarrafado em 2005) - frutos secos, notas de mel, boca poderosa, final longo. Uma grande surpresa. Nota 17+.
.Blandy Bual 77 (engarrafado em 2007). Um clássico já aqui citado diversas vezes. O vinho óptimo para fechar qualquer evento. Nota 18,5 (noutras 19/19+/18/19/17,5/18/18,5/18).
Grande jornada. Obrigado José Rosa!

Jantar com vinhos da CARM

Vai ser no dia 1 de Abril, pelas 20h, no restaurante do Corte Inglês (7º piso). Estará presente o Filipe Reboredo Madeira que apresentará uma série de interessantes novidades. Preço por pessoa 40 €. Inscrição obrigatória. Lá estarei.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Champalimaud Centre for the Unknown

Pois é, parece que estamos em qualquer país anglo-saxónico e não em Lisboa. Quem for à Fundação Champalimaud não encontra uma palavra escrita em português. A começar pelo restaurante, o Darwins Café,aberto recentemente ao público e dependente do LA Caffé da Avenida.
Bem localizado em frente ao Tejo, com motivos de carácter botânico e zoológico, com as mesas bem aparelhadas e suficientemente afastadas umas das outras, enfim um bom ambiente. A cozinha, sem grandes rasgos, cabe na classificação "internacional". Não seria mais interessante uma gastronomia bem portuguesa? Este espaço irá ser frequentado por investigadores de todo o mundo e era uma boa oportunidade para mostrarmos o que se faz por cá.
Quanto aos vinhos, lista curta, embora equilibrada, mas sem datas de colheita, o que é indesculpável. Copos bons, preços elevados e oferta de alguns vinhos a copo.
Mas o serviço de vinhos é mesmo muito mau. Pedi um Fiuza Chardonnay e puseram-me na mesa o copo já servido. Não me deram a oportunidade de provar o vinho, nem sequer mostraram a garrafa. Fiquei sem saber de que colheita se tratava. Inadmissível!
Finalmente, a cereja debaixo do bolo, ainda havia mesas onde se comia, quando entrou a brigada da limpeza de vassoura na mão! Francamente, ó doutora Leonor Beleza, e não se pode exterminá-los?

segunda-feira, 21 de março de 2011

Almoço no deCastro Elias

Uma boa aposta do Miguel Castro e Silva. Ambiente simpático, decoração minimal, amesadação simples e funcional, serviço eficiente. Lista de pratos quentes alargada com umas tantas propostas "para picar", deveras imaginativas, um pouco ao estilo da Tasca da Esquina. Comeu-se caldo de galinha com cogumelos, ovos de codorniz com chouriço, açorda de bacalhau com ameijoas (divinal) e alheira de caça com grelos. Prefiro bem mais este espaço e esta gastronomia ao badalado e pretensioso Largo. Gostos!
A componente Vinhos é que não está à altura da gastronomia, o que se lamenta. A começar pela lista dos ditos sem datas de colheita. Imperdoável! Além desta omissão, a lista é curta e os preços não são muito simpáticos. A oferta de vinhos a copo é razoável e a quantidade servida (15 dl) é francamente generosa. Os copos são bons, mas o vinho é servido à temperatura ambiente. Ó Miguel, tem que corrigir estas falhas urgentemente!
Bebeu-se o tinto CARM lote Miguel Castro e Silva 08 (à semelhança do que nós fizemos com o BOCA), com um preço ajustado. Neste momento não está muito complexo, mas mostrou-se com uma fruta exuberante, bom volume e bom final de boca. Nota 16,5.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Vinho quente a copo !?

Nem queria acreditar! Li e reli o cartaz exposto à porta do café-bar Tabanke do Rossio, no Largo da Estação do Rossio, inserido num espaço agradável e socegado em plena baixa de Lisboa. Era mesmo verdade. Rezava assim :
"Dias frios se avizinham,
E as noites estão cada vez mais geladas...
Venha passar no Tabanke
Onde simpatia vai encontrar
Quando se sentir frio e gelado
Um copo de vinho quente tem de tomar!
Vinho Quente 3,00 € o copo"
E esta hem?
Andamos nós, os enófilos militantes e outros, a protestar quando o vinho é servido à temperatura ambiente na restauração e vêm estes artistas a recomendar vinho quente. Francamente!
Ó pessoal da Revista de Vinhos, não podiam criar um selo de "Inimigo do Vinho" ?

segunda-feira, 14 de março de 2011

Uma grande surpresa na Qtª da Fonte Santa

Dá pelo nome de Refeitório da Qtª da Fonte Santa e está integrado no espaço social dos empregados do Banco de Portugal, local impensável para uma cozinha de qualidade. Puro engano! É mesmo uma grande surpresa, com uma equipa de se lhe tirar o chapéu, o Nuno Miguel Canilho nos tachos (fez rodagem nuns quantos hotéis em Macau) e o Filipe Marques na sala (também dá uma mão na cozinha, sendo as sobremesas da sua inteira responsabilidade).
Recentemente fiz lá uma grande refeição, numa simbiose perfeita entre o moderno e o clássico, de fazer inveja a muitos restaurantes da nossa praça.
Desfilaram carpaccio de polvo, canja de bacalhau, caril de camarão, presas de porco com migas de favas e farinheira e migas de batata e grelos e, para terminar abade de priscos e laranja com molho de tomate e manga. Tudo muito bem elaborado, com a canja, as migas de favas e a sobremesa a brihar a grande altura.
Lista de vinhos fraca, o que é pena, copos com alguma qualidade só para vinhos especiais, o que foi o caso. Serviço eficiente e simpático.
Bebeu-se, a acompanhar estas iguarias :
.Espumante CC & CP Pinot Noir 08 (dégorgement em 2010), resultante de uma parceria entre o Carlos Campolargo e o Celso Pereira - aroma a pão a sair do forno, bolha fina e potência de boca. Nota 17.
.Ferreirinha Vinhas Velhas 07 (garrafa nº 320 de 1100) - exuberante, fruta vermelha, notas de chocolate, madeira bem casada, acidez no ponto, conjuga a potência com a elegância, final longo e doce. A beber já ou daqui a 10 anos. Nota 18.
.Qtª Noval Colheita 86 (engarrafado em 2007) - frutos secos, iodo, acidez equilibrada, boca poderosa, final interminável. Nota 18.
Uma grande jornada, completamente imprevisivel e só acessivel com uma cunha.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Vinhos em família (X)

Mais uns vinhos provados descontraidamente em família. Nada às cegas, tudo às claras. Portaram-se todos muito bem e, desta vez, zero desilusões.
.Poeira 03 - incrivelmente fresco e elegante, contra a corrente do estilo dos 2003, profundidade de boca e bom final. Aguenta mais 5/6 anos. Foi alvo recentemente de polémica no Forum da RV. Nota 17,5+ (noutras situações 16/18).
.Solar dos Lobos Grande Escolha 08, 1º Prémio da Confraria dos Enófilos do Alentejo 2010 e Prémio Excelência da RV. Com base nas castas Alicante Bouschet e T.Nacional (embora esta não se note muito), estagiou em barricas de carvalho francês, aroma exuberante, frutos vermelhos, notas de chocolate, acidez q.b., taninos redondos, final de boca evidente. Bom trabalho da enóloga Susana Esteban, que trocou o Douro pelo Alentejo. Nota 17,5+.
.Vale Meão 02 - aroma sofisticado, ainda alguma fruta vermelha, notas de tabaco e especiarias, acidez presente, frescura incrível, madeira bem casada, taninos equilibrados, bom final de boca. Em forma mais 3/4 anos. Nota 18 (noutras 18,5/17/18/16/16,5+/18).
.Curriculum Vitae (CV) 04 - envolvente, barrica na quantidade certa, acidez q.b., taninos macios, boa profundidade de boca, final extenso. Em forma mais 5/6 anos. Nota 18 (noutras 18+/16,5/17,5/18,5/18).
. Ferreirinha Vinhas Velhas 07 (garrafa nº 708 de 1100). Novidade e raridade do Clube 1500 da Sogrape. Estagiou 2 anos em barricas de carvalho francês, mais floral que frutado, mais elegante que potente, especiado, boa arquitectura de boca, final longo. Vai crescer nos próximos 10 anos. Nota 17,5+.
.Krohn Colheita 61 (engarrafado em 2001) - um festival de aromas com predominância de frutos secos e caril, notas de iodo, acidez equilibrada, grande potência de boca que quase se mastiga, final interminável. Sairá vencedor em qualquer confronto com vintages da mesma idade. Óptimo para comemorar os 50 anos de qualquer efeméride. Nota 19.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sabores de Itália, sempre!

Nova visita a um dos melhores restaurantes a funcionar em Portugal e um dos meus preferidos. Desta vez (era um almoço de Sábado) a casa estava a rebentar pelas costuras, o que provocou um atraso não habitual na cozinha. Gastronomia, simpatia e serviço de vinhos continuam em alta. Para quando uma visita da Revista de Vinhos e a consequente atribuição da menção Restaurante Amigo do Vinho? Já era altura!
Bebeu-se um branco, Qtª Monte d'Oiro Madrigal Viognier 08. Uma boa surpresa, a contrastar com as edições anteriores, mais pesadas, com um amargo final desagradável. Notas florais, muito mineral, boa acidez, gordo na boca, madeira na quantidade certa, elegante, bom final. Muito gastronómico, aguenta mais uns anos. Nota 17.

segunda-feira, 7 de março de 2011

De Espanha nem bom vento, nem bom casamento...nem boa rolha!

Nunca tal me tinha acontecido. Um vinho da colheita de 2004 com uma rolha que se desfez totalmente. Já me tem acontecido com Portos ou Madeiras muito velhos, agora com um vinho novo, francamente!
Tratava-se da garrafa nº 76526 do Pintia (Toro), a coqueluche de Espanha aqui há alguns anos atrás. Nariz fechado, rústico, acidez excessiva, corpo e final medianos. Desilusão total! Nota 15,5.
O que me espantou foi a dimensão do projecto : 158698 garrafas de 0,75, 1621 Magnum e 155 duplas Magnum. É obra.

Cozido e caturrice na Casa da Mó

Fui, mais uma vez, comer um dos melhores e mais baratos cozidos que se fazem em Lisboa. A Casa da Mó (junto à Praça da Figueira), ao almoço das 5ª feiras, tem um imbatível cozido. É abundante (muito), bem confeccionado e com boa matéria prima. A troco de 10 € é comer até rebentar.
Não se percebe a teimosia da gerência ao não aceitar que se leve vinho de casa. Só ficam a perder. Nesta última visita gastei 1,25 € em água. Se tivesse sido autorizado a levar vinho e pagasse a taxa de rolha, ficavam a ganhar. É tão difícil perceber isto?

sexta-feira, 4 de março de 2011

Comemoremos os 50 anos!

É a minha proposta, comemorar os 50 anos de qualquer coisa, seja um aniversário, os anos de casado ou última vez que o nosso clube se sagrou campeão nacional. Para isso proponho o Krohn Colheita 1961, que está um assombro e pode ser adquirido nalguns pontos de venda a um preço razoável.
Eis os resultados da minha ronda (valores de 2011), por ordem crescente :
.Vital (em Tavira) - 120,44
.Enoteca de Belém - 140,00
.Garrafeira Nacional - 152,00
.Solar do Vinho do Porto - 185,10
.Gourmet do Corte Inglês - 195,00
.Casa Macário - 215,00
.Manuel Tavares - 228,30 (era 197,90 em Janeiro)
.Napoleão - 249,62
Em conclusão, comprar no Vital quem vá para as bandas de Tavira (pode-se aproveitar as férias de Carnaval) ou na Enoteca de Belém quem ficar por Lisboa. A evitar as garrafeiras mais tradicionais que praticam preços especulativos.
Boa comemoração!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Fui salvo no Colunas!

Eu explico, estava a almoçar um excelente arroz de lampreia no Colunas, rodeado por militantes da mesma (Juca, Lena, João, Paula e Raul), bebendo verde tinto pela típica malguinha. Face à minha apagada e vil tristeza, o dono do Colunas condoeu-se e abriu um Mugas Reserva 95 que me encheu as medidas. Acrescento que os militantes da malguinha também o beberam. Obrigado senhor Gonçalves por me ter salvo!
Este Rioja, já com 15 anos em cima, mostrou uma saúde invejável e uma acidez que aguentou bem a lampreia. Acrescento que tinha uma bela côr atijolada, notas de tabaco e cacau, taninos amaciados e bom final de boca, todo ele finura e elegância. Nota 17,5+.
Verdade seja dita que não me considero um verdadeiro militante de lampreia, mas que, pelo menos 1 vez por ano, gosto de a comer. Nos tempos do senhor Pedro, era no saudoso Flora que eu a provava. Agora a do Colunas convenceu-me.
Falta-me referir à cereja em cima do bolo, ou seja, os Madeiras que o nosso amigo Raul levou para os finalmentes. Uma saída em beleza. Obrigado Raul!
E eles foram :
.Blandy Bual Colheita 91 - nariz preso, frutos secos, iodo, vinagrinho, encorpado, final extenso. Nota 17,5+ (noutra situação 17,5).
.Cossart Gordon Bual 76 (engarrafado em 2006) - grande complexidade, iodado, notas de caril, vinagrinho acentuado, elegância, potência de boca, final interminável. Nota 18,5.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Vinhos em família (IX) e não só

Mais um lote de vinhos provados descontraidamente no socego do lar, quase todos a proporcionarem grandes prazeres. Vamos, então, a eles.
.Calda Bordaleza 05, para mim o melhor vinho do Carlos Campolargo. É um Bairrada com base nas castas Merlot (45%), Cabernet (40%) e Petit Verdot (15%). Esta garrafa, uma das 5130 produzidas, estagiou 13 meses em barricas novas de carvalho francês. Foi alvo de uma dupla decantação (isto aprendi com o Dirk). Côr ainda carregada, nariz intenso, notas de tabaco e couro, boca poderosa com os taninos domados, acidez presente, final longo. Pede pratos gastronómicos. Aguenta mais 10 anos. Nota 18,5 (noutras situações 17,5/18,5).
.Três Bagos Grande Escolha 04. O topo de gama dos Lavradores de Feitoria, um projecto modelo que tenho acompanhado desde a sua criação, e um dos grandes vinhos do Douro. Aroma complexo especiado, notas de tabaco e chocolate, boa acidez, taninos presentes, final muito longo. Todo ele harmonia. Nota 18,5 (noutras 19/17,5/18,5)
.Krohn Colheita 66 (engarrafado em 2006). Uma das marcas mais consistentes, a par da Burmester e da Niepoort, neste tipo de vinhos, com a vantagem de ser a mais em conta. Frutos secos, notas de mel, gordo na boca, acidez equilibrada, final longo. Nota 18+ (noutra 17,5+, cuja data de engarrafamento não retive).
.Offley 30 Anos (engarrafado em 2009). Frutos secos, notas de tangerina, acidez q.b., taninos e álcool presentes, final longo. Falta-lhe harmonia. Nota 17+.
Noutra sessão em casa de amigos, sem oportunidade de tomar notas, desfilaram : espumante Terras do Demo 08 (uma boa surpresa; nota 17), Soalheiro Alvarinho Reserva 07 (o meu branco preferido; nota 18,5), Kompassus Private Selection 05 (um grande, harmonioso e apaixonante Baga; nota 18,5+), Redoma Reserva 05 (esperava mais deste branco; nota 17), Moscatel Roxo 20 Anos (sublime; nota 18,5) e FMA Bual 64 (um grande Madeira do Francisco Albuquerque, o injustiçado; nota 18,5+). Tratamento de VIP, pois claro!