sexta-feira, 22 de julho de 2011

Outra pausa no Blog

Depois de uma ida ao Norte, desta vez vou rumar ao Sul, concretamente a Tavira e arredores. O Blog também precisa de repouso.

Rescaldo da ida ao Douro (V) : o que ficou por dizer.

1. Ficámos hospedados no Douro River Hotel & SPA, em frente à Régua. Unidade hoteleira, inaugurada em 2009, com bons quartos e varandas espaçosas, pessoal a desfazer-se em atenções, em suma, uma boa solução para quem queira matar saudades do Douro.
Tem um restaurante, o "Flavour", com vistas para o rio, sala confortável, mesas bem aparelhadas e serviço eficiente e deveras simpático (em lugar do habitual amouse de bouche, oferecem uma entrada em qualquer refeição). As doses são avantajadas e os preços razoáveis. A ementa nunca mudou, o que torna a cozinha um pouco cansativa. Um ponto a corrigir.
Quanto a vinhos, a carta está alicerçada no Douro, com boas sugestões, mas preços desajustados. A oferta de vinhos a copo é curta, resumindo-se a 2 brancos e 2 tintos. Bons copos e serviço profissional.
Bebeu-se, em garrafa, os brancos Lavradores de Feitoria Sauvignon 08 e Crasto 10. O primeiro mostrou mais personalidade, presença evidente de maracujá, boca poderosa, mas no limite para ser consumido. Nota 16+. O segundo apareceu mais simples e fresco. Um vinho correcto para beber nesta altura do ano. Nota 15.
2.Visitámos a Qtª Casa Amarela, onde estivémos à conversa com a Laura Regueiro, produtora e a alma do negócio. Relembrámos, com alguma nostalgia, situações passadas, especialmente os célebres jantares "Vinho no Feminino", organizados por nós (o Juca e eu), mas que a Laura foi sempre a grande animadora. Outros tempos, que já não voltam...
3.Finalmente, a descoberta de uma loja em Lamego, que é obrigatório conhecer. Chama-se "Sé Gourmet" (a dona é a Eugénia Rebelo) e tem uma oferta fabulosa de vinhos do Douro, espumantes, azeites e outros produtos de qualidade, a preços fantásticos. Para comemorar os 50 anos, por exemplo, o Krohn Colheita 61 custa 137 €. O desvio vale bem a pena.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Rescaldo da ida ao Douro (IV) : Os 200 anos da Dona Antónia.

A exposição "Dona Antónia - Uma vida singular", inaugurada oficialmente no passado dia 8 de Julho, é comemorativa dos 200 anos do nascimento de "A Ferreirinha", de seu nome Antónia Adelaide Ferreira. Esta mulher, muito avançada para a época, foi uma visionária, empreendedora e corajosa, viveu sempre nos limites. A sua paixão pelas vinhas e pelo Douro é um exemplo a seguir. É dela, em carta escrita em 1856, esta afirmação que a define "(...) eu prefiro ter pouco vinho mas esse ser capaz de receber benefício, do que um maior número de pipas, todo ordinário. Colher as uvas imperfeitas, é condenar logo o vinho para consumo(...)". Sempre adiantada no tempo! Agradeçamos a alguns dos seus descendentes, nomeadamente os tetranetos Francisco Ferreira e Francisco Olazabal, a continuação do seu trabalho.
A exposição está patente no Museu do Douro, em Peso da Régua, que além de muita documentação, nos mostra como vivia, reproduzindo algumas dependências de casas e palácios onde viveu (destaque para a sala de jantar, onde se pode observar a mesa posta). Até não foi esquecida a "sanita de viagem" que acompanhava sempre a Dona Antónia nas suas incursões pelas dezenas de quintas que possuia.
Curioso o menú convite para uma recepção no Palácio Trindade, com data de 11 de Fevereiro de 1904:
Madeira, Xerez
Nogueiras - Branco
Clarete - Douro
Champagne - Montebello (ou seria espumante?)
Porto 1834, 1830, 1820, 1815, 1810 - Carlos Alberto
A parte nova do Museu, dedicada às exposições temporárias, tem ainda uma ampla loja, com uma grande oferta de vinhos do Douro, uma amostra de Portos e de espumantes, e, ainda, produtos de mercearia fina e uma livraria. Os preços são francamente bons e é de proveitar (por exemplo, o Murganheira Assemblage 1995 a 19,50 €, o que é um achado).
Finalmente, a cereja em cima do bolo, o restaurante "A Companhia", que tem entrada pelo interior, mas também pela rua. É um espaço fabuloso, com muito bom gosto, com predominância do branco, vermelho e negro. A cozinha não é nada de transcendente, mas é correcta e a bons preços. Serviço eficiente e simpático.
Quanto a vinhos, a lista é curta e exclusiva do Douro e Porto, com a informação que está a ser remodelada. Bons copos e temperaturas correctas. Bebi um copo de Qtª Leda 08 - muita fruta, boa acidez, boca poderosa e bom final, com um perfil mais Douro do que uma outra garrafa bebida logo que chegou ao mercado. A quantidade servida foi a olho, mas bem generosa, tal como o preço, 3 €!
Em conclusão, a visita à exposição "Dona Antónia" é imperdível e vale e pena conhecer o restaurante e a loja.

domingo, 17 de julho de 2011

Rescaldo da ida ao Douro (III) : uma visita guiada à Qtª Nápoles.

Como já referi, tivemos o privilégio de termos sido recebidos na Qtª Nápoles pelo anfitrião, Dirk Niepoort, que nos conduziu pelos meandros desta moderna adega que ainda não conhecia, enquanto o Luis Seabra se encarregava de uma família belga.
A prova de alguns vinhos da colheita de 2009 ficou a cargo do Luis Seabra, que nos apresentou amostras de casco de Vertente, Batuta (em 3 lotes separados, cuja junção dará origem á versão final final), Redoma, Robustus e o Porto Vintage Pisca. Ficou-me na memória as diversas versões do Batuta, das quais resultará um dos melhores Batutas de sempre, preconizo.
O Dirk, homem generoso, figura emblemática, criador de vinhos ímpares e o grande divulgador do Douro em todo o planeta, é para mim a principal referência no mundo do vinho. Conheci-o antes da existência das CAV, num dos jantares organizados pela Revista de Vinhos, algures no início da década de 90. A partir daí cruzei-me com ele por diversas vezes.
Vem-me à memória a oferta de uma garrafa de Robustus 1990, que não chegou a ser comercializado, e um jantar no Portucale, situado no 13º andar da Cooperativa dos Pedreiros, Porto, onde em amena cavaqueira, deitámos abaixo uma garrafa de Batuta 1995 (não garanto que o ano esteja correcto, mas sei que foi o 1º Batuta e que nunca foi comercializado). Lembro-me, ainda, de termos (eu e o Juca) conseguido juntar, num dos primeiros jantares que organizámos como responsáveis das CAV, o Dirk e o Álvaro de Castro, pois considerámos que tinham muitas facetas comuns (a criatividade, a generosidade, a busca da perfeição e o "desalinhamento" em relação ao statu quo). Desta cumplicidade resultou o 1º DADO que, mais tarde, teve a estreia nacional num outro jantar organizado por nós.
Para terminar,esclareço que, embora não conhecesse a nova adega, já tinha visitado a Qtª Nápoles. E, para memória futura, aqui ficam registadas as quintas e adegas de que me lembro já ter visitado, individualmente ou com o antigo núcleo duro das CAV, para além desta Qtª Nápoles : Erva Moira, Crasto, Vallado, Vale D.Maria, Vale Meão, Pintas, Poeira, La Rosa, Noval, Bonfim, Vesúvio, Carvalhas, Cidrô, São Luiz, Casa Santa Eufémia, Calços do Tenha, Vértice, Roriz, Gricha, Caldas, Estação, Casa Amarela, Panascal, Portal, Infantado, Casa Mateus/Lavradores de Feitoria, Pacheca, Malvedos, Passadouro, Fojo, Manuela, CARM, Nova Nossa Srª do Carmo (ainda no tempo da família Burmester),...(Ó Juca, ó João, está a faltar-me alguma?).

sábado, 16 de julho de 2011

Rescaldo da ida ao Douro (II) : e os outros.

O DOC está num patamar de excelência, mas frequentei outros restaurantes que vale a pena conhecer. O Douro, não há muitos anos, era um deserto restaurativo, mas hoje em dia, é possivel encontrar boas propostas de cozinha apelativa e beber vinhos decentes a preços convidativos e com um serviço de qualidade.
Como exemplo do que estou a afirmar, destaco 2 restaurantes, com filosofias semelhantes, até porque os donos são os mesmos : "Castas e Pratos" na Régua e "Cais da Villa" em Vila Real. São, simultâneamente, restaurante, wine bar e garrafeira. Uma solução 3 em 1, que resulta plenamente e é uma mais valia para aquelas cidades do interior.
As cartas de vinhos são monumentais e exaustivas em relação ao Douro, apresentando também uma boa oferta de vinho do Porto ( no restaurante da Régua podia-se ver o diploma do 1º Prémio da Melhor Carta de Vinhos Regional, atribuido pela Revista de Vinhos em 2009).
Os preços são acessíveis para os de gama baixa e média baixa, mas por vezes exorbitantes para os de gama alta. Copos e serviço impecáveis, com um ou outro deslize em relação ao "Castas e Pratos". Profissionalismo mais apurado no "Cais da Villa", que tem uma lista de vinhos a copo mais extensa e é, também, mais requintado. De qualquer modo, aconselham-se ambos.
Na Régua bebeu-se, a copo, o branco CARM 2010 e o tinto Kopke 08. Em Vila Real, bebemos um belíssimo Três Bagos Sauvignon Blanc 2010, trazido pela Olga Martins (administradora executiva dos Lavradores de Feitoria e casada com o Jorge Moreira), com quem tivemos o prazer de almoçar. Encontrei citrinos e fruta tropical em doses equilibradas, acidez a dar-lhe vivacidade e anos de vida, alguma gordura na boca sem pesar. Personalidade e elegância, em suma. Nota 17,5+. Posteriormente, vim a saber que foi o único Sauvignon português a ser premiado (medalha de prata), entre 481 vinhos desta casta, no "Concours Mondial de Sauvignon", realizado recentemente em Bordeus.
Finalmente, aconselho o restaurante "Serpa Pinto", pertencente ao Hotel Porto Antigo, em Oliveira do Douro. Espaço fabuloso, com uma esplanada junto ao Douro. Cozinha simples e bem elaborada e serviço simpático. Carta de vinhos curta e pouco interessante, mas com preços módicos. Bebeu-se o branco Evel 2010, fresco e frutado, vocacionado para esta época, que cumpriu a sua função.

Rescaldo da ida ao Douro (I) : o DOC...

Voltei ao DOC passados 4 anos. A 1ª visita aconteceu pouco tempo depois da abertura deste restaurante. Estávamos (o antigo núcleo duro das CAV) numa das nossas habituais visitas a produtores do Douro e decidimos conhecer o restaurante que começava a ser badalado pela sua qualidade. Lembro-me que, nessa 1ª vez, nem correu muito bem por culpa de um dos donos, o irmão do Rui Paula, que tinha tanto jeito para ser chefe de sala como eu para cozinhar, ou seja, um autêntico desastre.
Desta vez, já com a mulher do Rui Paula na sala, a substituir o cunhado, correu tudo às mil maravilhas. O DOC, literalmente em cima do rio, em Folgosa do Douro e junto à estrada Régua - Pinhão, é um espaço moderno, acolhedor, com uma invejável esplanada, cozinha criativa a cargo do consagrado chefe Rui Paula e uma equipa jóvem, profissional, despachada e simpática. Puro requinte!
Comeu-se sopa de peixe, gaspacho, caril de gambas e um cabritinho divinal. Ofereceram-nos no início do almoço 3 "amouse de bouche" e mais 1 no final para limpar a boca. Qualidade e simpatia!
Quanto a vinhos, a carta é monumental, com esmagadora maioria dos vinhos do Douro e Porto. Mais : oferta alargada de vinhos a copo, copos de qualidade, boas temperaturas e serviço impecável. Que mais se pode exigir?
Bebeu-se, a copo, o branco Curva Reserva 09 (muito fresco e equilibrado; nota 16) e o tinto Qtª Avidagos Grande Reserva Rui Paula 07 (pujante, mas prejudicado pelo excesso de álcool, 15,5 % vol; nota 15,5) e, ainda, o Porto ruby Taylor's Reserve, gentil oferta da casa.
Em conclusão, o Doc é uma referência não só no Douro, como no resto do país e vale todo os euros da conta. Fará, de certeza, parte do meu TOP 10, quando do balanço do ano.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Blandy e Francisco Albuquerque : os incompreendidos

Há praticamente um ano, precisamente em 15/7/2010, publiquei uma crónica intitulada "O Francisco (Albuquerque) não merecia isto!", a que se seguiu uma outra "Francisco Albuquerque : mais uma vez injustiçado", em 21/2/2011, onde lamento que as revistas da especialidade, nomeadamente a Revista de Vinhos e a Wine, nunca lhe tenham atribuido qualquer menção ou prémio, nem tão pouco reconhecerem a excelência dos vinhos Blandy.
Ao ostracismo da critica especializada, em relação aos vinhos do Grupo Blandy, vem somar-se a animosidade pública e declarada do grande "soba" da Ilha, chegando ao ridículo de ignorar as comemorações do bicentenário do grupo. Sobre este assunto e outros relacionados, recomendo a leitura do texto assinado por Lília Bernardes "Uma família Inglesa da Madeira", publicado na Notícias Sábado, separata do Diário de Notícias do passado dia 2 de Julho.
Mas a Blandy e o Francisco Albuquerque sairam em apoteose no Jantar de Vinhos da Madeira, que ocorreu ontem, dia 11, no restaurante A Commenda (CCB), onde participaram 100 pessoas, das quais 60 da Tertúlia Madeirense e 40 militantes do antigo núcleo duro das Coisas do Arco do Vinho, organizado pelo nosso amigo Adelino de Sousa, que pertence aos 2 grupos simultâneamente, e que teve o apoio da Portefolio, distribuidora da Symington. Estiveram presentes, além do Francisco, um representante da família (Chris Blandy) e o responsável comercial (Ricardo Tavares) e, ainda, o coordenador da Tertúlia (João Abel Freitas).
De destacar a ausência das revistas da especialidade e a presença da equipa da Maria João Almeida que entrevistou o Francisco, o Chris e o Adelino. Penso que essas entrevistas estarão on-line brevemente. Destaque, ainda, para os Blogues Mesa Marcada (Duarte Calvão) e Saca a Rolha (Nuno Garcia).
A prosa vai longa e ainda não falei nos vinhos. Foram provados e bebidos 13 vinhos Madeira, o branco Altano 2010 e o tinto Qtª Roriz Reserva 2005, estes 2 últimos da Symington. O evento iniciou-se com os Madeiras mais simples, Sercial Colheita 2001 e Sercial 10 Anos, tudo muito informal e de copo na mão. Depois, com as pessoas já sentadas à mesa, seguiu-se o momento mais sério do evento, a prova dos 40 Anos, orientada pelo Francisco Albuquerque. Foram as 5 castas nobres para comemorar os 200 anos ( a ideia é comercializar o conjunto das 5, em garrafas de 20 cl). Estou a falar de 5 vinhos de um patamar muito alto, em que destaco o Verdelho, o Terrantez e o Bual, sendo o Sercial e a Malvasia os menos interessantes. Resumidamente :
.Sercial - alguma complexidade aromática, boa acidez, boca poderosa, final longo, secura não agressiva. Nota 17,5+.
.Verdelho - ainda mais complexo, acidez incrível, estrutura e profundidade, presença na boca interminável. O meu preferido. Nota 18,5+.
.Terrantez - todo muito complexo, mas mais doce e untuoso do que seria seria de esperar desta casta. Nota 18,5.
.Bual - complexidade no nariz e na boca, acidez no ponto, final longo, elegância e personalidade. Nota 18,5.
.Malvasia - complexidade média, doce e untuoso, final longo.Nota 17,5.
Se eu fosse crítico já tinha aqui atribuído 3 Prémios Excelência!
No final do jantar, com as sobremesas, foram bebidos mais 6 Vintage, vulgo Frasqueiras, a saber : Verdelho 1973, 1968 e 1934, Boal 1968 e Terrantez 1976 e, a fechar, o Boal 1920. Nesta fase do campeonato foi só usufruir, nem houve tempo para tomar notas.
Finalmente, é de referir que a logística do evento não foi nada fácil, pois foram servidos 1500 copos (15 copos por pessoa) a um ritmo sem quebras. E isto só foi possível graças à competência e profissionalismo do Cândido, chefe de sala de A Commenda, que soube orientar, sem falhas, a sua equipa. E penso, mesmo, que isto não teria sido possível em qualquer um outro restaurante em Lisboa e arredores.
Em conclusão, um evento de excepção, o melhor do ano (ou da década, ou do século, o que quiserem!), que jamais sairá da memória das pessoas que tiveram a felicidade de terem podido participar.
Parabens à Blandy pelo 200º aniversário! Obrigado Francisco! Obrigado Adelino!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Rescaldo da viagem ao Norte

Estou de regresso da Régua, com algumas situações para contar e partilhar. O momento alto foi uma visita guiada à Qtª de Nápoles, com prova de vinhos. Tivémos o privilégio de termos (eu e a Bety) sido recebidos pelo Dirk e pelo Luis Seabra. Outros momentos a registar : almoços no DOC (um dos grandes restaurantes portugueses), Cais da Villa (com a Olga Martins, dos Lavradores de Feitoria) e Castas e Pratos, a exposição dos 200 anos de nascimento da Dona Antónia, organizada pelo Museu do Douro, e a descoberta da loja Sé Gourmet em Lamego. Nos próximos dias darei conhecimento dos pormenores. Vou ficar-me por aqui, pois daqui a nada vou participar num dos acontecimentos do ano (ou do século?), um jantar organizado pelo nosso amigo madeirense Adelino de Sousa, onde vai estar presente o Francisco Albuquerque e companhia, que vai pôr à prova os Blandy 40 Anos, em estreia absoluta!

sábado, 2 de julho de 2011

Uma pausa no Blog

O Blog vai estar ausente, durante a próxima semana, algures no Douro.
Sem projecto, sem programa, improvisação pura. Terá, antes, um objectivo : matar saudades!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Vinhos em família (XVI)

Mais uns tantos vinhos provados em casa e num ou noutro restaurante, com amigos. Tudo às claras, calmamente e sem pressão.
.Soalheiro Alvarinho 10 - aroma intenso, algo floral, notas tropicais, irreverente, mais simples e imediato do que o 1ª Vinhas, boa acidez e final de boca; vai melhorar na garrafa. Nota 16,5+.
.Qtª Carvalhais Encruzado 09 - notas florais, mineral, belíssima acidez, madeira discreta, fino e elegante, bom final de boca. Nota 17,5+.
.Qtª Bageiras Garrafeira 09 (garrafa nº 271 de 3276) - branco austero, aroma contido, notas de espargos, excelente acidez, encorpado e forte personalidade; recomenda-se para os dias mais frios com um peixe no forno ou um queijo de pasta mole. É pena o excesso de teor alcoólico (14,5 % vol!). Nota 17,5+.
.Valle d'Algares Selection 09 - com base nas castas Viognier (55%), Alvarinho (30%) e Verdelho (15%), estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês; frutado, complexidade aromática, frescura, elegância e personalidade; para mim, o melhor branco deste produtor e um dos mais interessantes no mercado nacional. Nota 17.
.Qtª Macedos 03 - fermentou em lagares de granito e estagiou 20 meses em barricas novas de carvalho francês; notas metálicas, resíduos de sulfuroso, acidez acentuada, taninos agressivos, bom final de boca, rústico e desequilibrado. Nota 16.
.Robustus 04 - aroma complexo, notas de chocolate, tabaco e fumo, acidez q.b., grande estrutura e final de boca; personalidade e harmonia. O Douro no seu melhor! Nota 19.