sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Uma volta por Algés

A nossa escolha para almoço apontou para o Restaurante Taberna Le Petit d' Algés, nas bordas de Lisboa, mas já em terras do Isaltino. O Le Petit é um clássico, recentemente transfigurado, no bom sentido, com cores vermelhas e fotos alusivas ao vinho. Cozinha tradicional, sem grandes rasgos, e petiscos para o final de tarde.
Lista de vinhos de média dimensão, com algumas referências interessantes e alguns narizes de cera, como diz o José Quitério, sem datas, com preços acessíveis, e algumas surpresas, como por exemplo, Barca Velha 148 €, Reserva Especial 49 €, CV 58 € e Torre do Esporão 75 €! Oferta centrada no Alentejo e Douro.
A oferta de vinhos a copo está reduzida a meia dúzia de tintos (e os brancos, senhores?), guardados em dispensadores, que lhes garantem conservação e temperaturas correctas. São servidos em copos bonitos, mas de formato invulgar. Nas mesas canecas de barro!? Serviço a cumprir os mínimos.
Bebeu-se a garrafa nº 1138 de 1400 de Projectos Niepoort Riesling 06 - nariz exuberante, fruta madura, frutos secos, toque oxidativo, belíssima acidez, presença na boca, persistência final. Não vale a pena guardar mais tempo. Nota 17.
Noutra visita poisámos no Afonsos, que fica na Av. General Norton de Matos, mesmo encostado à PSP (Algés? Miraflores?), o que tem vantagens (segurança pessoal e dos nossos teres e haveres), mas também inconvenientes (os primeiros a ser apanhados num eventual sopro de balão). Tem uma sala muito acolhedora, cheia de recantos e uma clientela à base de executivos. O serviço, embora com falhas, é esforçado, mas a cozinha precisa ser reciclada, pois apresentou algumas insuficiências.
Carta de vinhos com algumas ofertas interessantes, preços altos, sem datação e tudo arrumado por ordem alfabética!? Não tem vinhos a copo e o serviço não cumpre os mínimos. A garrafa solicitada (Fronteira Selecção do Enólogo 07) já veio aberta e não era a pedida. No seu lugar veio o Fronteira do mesmo ano, mas da gama de entrada, que nem sequer constava na carta. Ainda por cima cobraram ao preço do outro, o que originou que reclamassemos. O vinho acabou por ficar, mas tinha excesso de ácido acético. Nota 10. Só desgraças!

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