domingo, 11 de março de 2012

A Quinta de Roriz

Das dezenas de quintas no Douro, visitadas pelo antigo núcleo duro das CAV, foi a Quinta de Roriz que mais nos surpreendeu. Fomos recebidos com pompa e circunstância pelo anfitrião, na altura o João van Zeller. Foguetes e concertinas não faltaram, foi uma verdadeira festa. Para além da visita, da prova de vinhos, orientada pela Sandra Tavares da Silva e de um excelente almoço servido no espaço dos lagares, foi o calor humano e o empenho pessoal do João van Zeller que nos empolgaram.
Vem isto a propósito do livro "Roriz história de uma quinta no coração do Douro", publicado em finais do ano passado (Edições Afrontamento), da autoria do historiador Gaspar Martins Pereira, com obra publicada sobre a região. O prefácio é do António Barreto, um homem do Douro de alma e coração, que falando sobre o autor afirma "(...)Este seu livro tem um carácter extraordinário : é uma verdadeira biografia. Não de pessoa, como é habitual, nem de família, como também se pode fazer, mas de uma quinta. De uma quinta maravilhosa que, com vários séculos de existência, quase ganha vida, quase se transforma em sujeito(...)" e, a terminar, escreve "(...)A história da Quinta de Roriz é uma história de quinta, certo. Mas é sobretudo uma história de gente. E uma historia do Douro".
De acordo com o autor, ficamos a saber que "(...)Roriz foi a primeira grande quinta do Douro a ser adquirida por um negociante britânico(...), de seu nome Diogo Archbold". Ao longo dos anos foi mudando de mãos, dos Archbold para os Kopke, destes para os van Zeller, até Maio de 2009, altura que João van Zeller a vendeu à Família Symington.
Os vinhos Qtª de Roriz passaram a ter visibilidade com a colheita de 1996, na sequência do comentário, altamente favorável, tecido pela jornalista e master wine Jancis Robinson no Finantial Times. A nota 18 dada a um vinho portugês, permitiu o seu reconhecimento a nível mundial. Quem se lembra, ainda, deste Roriz de 96?
Conta ainda o autor que a Jansis Robinson, quando visitou Roriz, escreveu no livro das visitas "Finalmente, cheguei à origem.", penso que em inglês pois não consta que esta crítica de vinhos domine a língua portuguesa.
A finalizar, recomenda-se vivamente este livro aos indefectíveis do Douro.

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