sexta-feira, 27 de abril de 2012

Almoçar em hotéis: a grande des(ilusão) (I)

Há cerca de 1 mês, em 2 dias seguidos, tive a oportunidade de almoçar em hotéis. Em qualquer deles as experiências foram diferentes, mas igualmente frustantes. A primeira, no clássico Hotel Aviz e a segunda, no moderno Restaurante Marquês de Pombal (Hotel Zenit). Não escrevi de imediato as minhas impressões, pois dei prioridade a outros acontecimentos, que considerei mais interessante partilhar. Estão neste caso, os jantares vínicos com os produtores Niepoort, Qtª do Perdigão, Lavradores de Feitoria e Qtª do Crasto, a Páscoa na Bairrada (4 crónicas), as provas do Grupo dos 3 e do Novo Formato+, e, ainda, o Peixe em Lisboa (2 crónicas).
Começarei pelo Hotel Aviz, deixando o Zenit para a próxima crónica.
O menú do dia, de 2ª a 6ª feira, custa 18 € com direito a couvert, entretém de boca, entrada, prato, sobremesa e café. As bebidas, água e vinho a copo, são pagas. Em cada dia da semana o menú é fixo e não dá hipótese de escolha. Seria mais simpático se se pudesse optar entre 2 ou 3 alternativas.
No Aviz é tudo muito clássico e requintado, com salas separadas para fumadores e não fumadores. Serviço profissional e simpático. Comemos salada de tomate e mozarella, vinagrete balsâmico e rúcula (o entretém de boca também tinha queijo, o que contribuiu para o desequilibrio da refeição), seguida de um arroz de pato à antiga, algo seco e sem ponta de gordura. Uma nota positiva, perante o nosso comentário desfavorável, um dos cozinheiros veio à mesa para ouvir os nossos reparos e justificar-se. Tiro o meu chapéu, pois raramente os responsáveis pela cozinha dão a cara. A sobremesa, salada de laranja à Aviz, para compensar, estava excelente. O melhor do almoço.
Quanto à componente vínica, a lista é demasiado curta para um hotel como este, alternando preços acessíveis com outros bem altos, de acordo com o ambiente de luxo. Oferta de vinho acopo, reduzida a 3 referências de branco e igual número de tintos, a preços altos. O copo para vinho branco, com um pé muito alto, é ridiculamente diminuto na parte superior, esgotando-se em 3/4 goles. Eu até pensei que era um copo apenas para se provar o vinho antes de o beber!
Bebeu-se o Stanley Chardonnay 09, que veio para a mesa gelado - simples, frutado, muito tropical, menos interessante na boca. Nota 14,5.
Esta jornada foi uma grande desilusão, mas, ao menos uma vez na vida, há que almoçar no Aviz, quanto mais não seja para acrescentar ao currículo! Mas, em abono da verdade, tenho amigos meus que foram jantar à lista e sairam satisfeitos, embora tenham pago muito mais, imagino.

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