sábado, 28 de abril de 2012

Almoçar em hotéis: a grande (des)ilusão (II)

O outro restaurante envolvido dá pelo nome de "Marquês de Pombal" e pertence ao Hotel Zenit Lisboa, sito na Av. 5 de Outubro. Na qualidade de leitor assíduo do blogue "Mesa marcada", chamou-me a atenção uma crónica do Miguel Pires de 24 de Março, intitulada "Pub Gratis (desespero?)", com uma fotografia do cartaz à entrada do hotel, onde se pode ler "Especialistas em Cozinha de Autor" e "Aqui come-se muito muito bem".
Não resisti ao apelo e fui comprovar se era mesmo verdade. Lamentavelmente, conclui que de cozinha de autor não tinham nada e nem sequer se come muito bem. Os preços para hotel, esses, são imbatíveis e aplicam-se aos almoços de 2ª a 6ª feira. O prato "Z" custa 7,45 € e dá direito a couvert (pão, manteiga, azeite e azeitonas), um prato a escolher entre 2 e água ou vinho da casa. Gastando um pouco mais (9,90 €), tem-se direito ao menú "Z", ao qual acresce a sobremesa.
A sala é moderna e acolhedora, mas não faz sentido os guardanapos serem de papel e, embora sem som, terem a televisão ligada! O serviço é algo frio e distante. Optei pelo prato de peixe, que naquele dia era bacalhau frito com cebolada, ao qual não retiraram nem a pele nem as espinhas, e vinha acompanhado de salada. Tudo no mesmo prato! A dose era generosa, mas cozinha de autor? Francamente...
Quanto a vinhos, a lista é curta, desinteressante e sem anos de colheita. Imperdoável! Os copos cumprem os mínimos.
Em conclusão, eles são mesmo muito bons é em marketing. O resto é para esquecer!

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