sábado, 14 de abril de 2012

Jantar Lavradores de Feitoria

Mais uma parceria da garrafeira Néctar das Avenidas com o restaurante Assinatura, desta vez com os Lavradores de Feitoria, representados pelo Paulo Ruão, administrador e responsável pela equipa técnica (viticultura e enologia). Nota alta para este evento, com vinhos de qualidade, chefe Henrique Mouro inspirado e casamentos perfeitos.
Os Lavradores de Feitoria, são uma associação de produtores, constituída em 2000. Pela consulta da respectiva página, ficamos a saber que são 15 proprietários (no "quem é quem" só aparecem identificados 14; não percebi ou é gralha?) de 18 quintas espalhadas pelo Douro (Baixo Corgo, Cima Corgo, onde se situa a maior parte, e Douro Superior). Na linha da frente está a Olga Martins, administradora executiva, e o já citado Paulo Ruão. Na retaguarda, aparecem algumas figuras bem conhecidas, como é o caso do Dirk Niepoort, António Barreto e Fernando Albuquerque (Casa de Mateus). Quando os Lavradores apareceram, as CAV foram a única loja/garrafeira em Lisboa que apostou neste projecto e lhe abriu de imediato as portas. Os outros não arriscaram e esperaram para ver.
Mas já é altura de irmos aos beberes e comeres:
.Lavradores de Feitoria 11 branco - aroma exuberante, muito fresco e frutado, descomplicado, vai bem com aperitivos e entradas não muito pesadas. A versão anterior teve projecção internacional, ao ser elogiada pela Jancis Robinson. Nota 15,5. Casou bem com um excelente "queijo de azeitão  panado em broa".
.Meruge 10 branco - aroma mais complexo, boa acidez, ainda um pouco marcado pela madeira vai melhorar com mais tempo de garrafa, estrutura e bom final de boca; muito gastronómico. Nota 17. Foi bem acompanhado por um imaginativo e saboroso "choco frito com açorda de coentros".
.Qtª da Costa das Aguaneiras 07 - fruta, notas especiadas, acidez equilibrada, alguma rusticidade, potência de boca e bom final. Foi o vinho menos consensual. Nota 17,5.
.Três Bagos Grande Escolha 07 - estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês e 8 meses em garrafa; aroma fino e intenso, especiado, notas de tabaco e chocolate, madeira discreta, elegante e harmonioso, estruturado e final de boca longo. O Douro no seu melhor. Nota 18,5+. Estes 2 tintos tiveram por companhia "peru preto assado, espargos e maçã", tendo resultado bem este casamento.
.Meruge 08 - muito aberto, ao estilo borgonhês, elegância e frescura, especiado, taninos presentes mas suaves, equilibrio e harmonia; um estilo oposto ao Qtª da Costa. Nota 17,5. Ligou muito bem com a excelente sobremesa  "leite creme queimado de morangos".
Uma grande jornada: os vinhos, a gastronomia e o convívio!

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