domingo, 22 de abril de 2012

Jantar Qtª do Crasto

Mais um jantar vínico que participei, no âmbito da minha militância enófila. Não vou a todos, mas há eventos a que não posso faltar. Um deles é quando mete a Qtª do Crasto, mais a mais contando com a presença do Tomás Roquete e, também, do seu director comercial, Pedro Almeida. Recordo, pouco tempo depois de as CAV terem nascido, ter conhecido os irmãos Roquete, o Tomás e o Miguel, no encontro mundial em Bordeus (1988?), e de lhes ter mostrado o nosso interesse em sermos a primeira garrafeira em Portugal a vender os vinhos da Qtª do Crasto (por razões meramente burocráticas, o IVV ainda não tinha autorizado a venda desta marca no mercado nacional). E assim foi. Por essa e por outras, as nossas relações pessoais e institucionais com as pessoas da Qtª do Crasto, foram sempre exemplares. Eles são uns grandes Senhores!
Mas, voltando ao jantar, que decorreu no restaurante principal do Corte Inglês, no geral foi bastante positivo, mas poderia ter sido um grande fiasco. Participaram 24 pagantes (havia ainda 3 pessoas do Corte Inglês), dos quais 19 pertenciam ao antigo núcleo duro das CAV, isto é 80%. Se nós não nos tivessemos mobilizado, o jantar teria decorrido apenas com 5 participantes,  o que teria sido muito pouco simpático para o produtor e uma vergonha para a organização. Ó senhores do Corte Inglês, têm que trabalhar mais, não podem ficar sentados à espera que os clientes caiam do céu!
A gastronomia esteve a cargo do chefe Luis Filipe e sua equipa, que se portaram bem, embora as ligações com o vinho branco não tivessem sido as mais felizes. O serviço na sala, incluindo os vinhos, foi muito profissional, como sempre. Temperaturas correctas e muito bom ritmo em todo o repasto.
Basta de conversa e vamos aos vinhos:
.Crasto 2011 branco - elaborado a partir das castas tradidicionais do Douro, muito frutado e fresco, boa acidez natural, descomplicado,  equilibrado, vocacionado para acompanhar aperitivos e entradas ligeiras. Nota 15. Não ligou com o entretém de boca (foie gras), nem com a entrada de "pregado assado co camarão selvagem e arroz aromático".
.Crasto Superior 2010 - estagiou 12 meses em barrica, alguma fruta, notas florais, algo verde, acidez q.b., elegância, taninos presentes mas macios; para beber daqui a 1 ano. Nota 16,5. Ligou bem com "empada de caça com infusão de tangerina e notas de especiarias".
.Qtª do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2009 - estagiou 18 meses em barrica, nariz exuberante, frutado, especiado, notas de chocolate e tabaco, boa acidez, taninos bem comportados, estruturado, final muito longo; muito equilibrado, beneficiou das uvas da Vinha da Ponte e Maria Teresa; um valor seguro, a beber nos próximos 6/7 anos. Nota 18+. Esteve muito bem acompanhado de "carré de borrego com legumes e batata confitada em azeite Qtª do Crasto (belíssimo, aliás) e tomilho limão".
.Qtª do Crasto Vintage 2005 - não tomei notas sobre este vinho, muito agradável, mas que me pareceu a meio da fase "estúpida" da sua vida. Teve por companhia "chocolate 70% com frutos vermelhos, pimenta rosa e flor e sal", sobremesa francamente bem conseguida.
Grande jornada de convívio, salva pela militância do antigo núcleo duro das CAV.

Sem comentários:

Enviar um comentário