quarta-feira, 11 de abril de 2012

Páscoa na Bairrada (III)

Tenho como referência para comer leitão na Bairrada, o restaurante Mugasa, a umas escassas centenas de metros da Qtª das Bágeiras. Ou no próprio restaurante ou em casa de produtores bairradinos, tive a ocasião de comer Leitão à Bairrada de grande qualidade. Desta vez não foi bem assim. O leitão até estava saboroso, a pele estaladiça, mas havia pedaços, especialmente da parte da cabeça, que indiciavam tamanhos superiores aos recomendados. A sala é desconfortável, fria e com a televisão acesa. O serviço, a despachar e pouco atento, poderia ser mais cuidado. Soubemos que o pessoal que trabalha no restaurante estava a preparar as encomendas para a Páscoa, aposta forte do dono, deixando os clientes na sala um tanto abandonados.
Além do leitão, salada e batatas fritas, veio para a mesa cabidela de miúdos de leitão que estava agradável. Mas não veio o tradicional molho. Esquecimento ou não o fizeram?
Por amabilidade do Carlos Campolargo, levámos uma garrafa de espumante Borga 08, que acompanhou bem o reco. A propósito de vinhos, a lista do Mugasa só tem referências do século passado! Estará desactualizada? Mistérios...
Para compensar este relativo desaire, tivémos uma bela refeição no Manjar do Marquês, em Pombal, já de regresso a Lisboa. Com mais de cem  pessoas no restaurante, em pleno Domingo de Páscoa, o serviço foi despachado, atento e profissional, sob a batuta do Paulo Graça, um senhor. No seguimento de uns aprazíveis petiscos, comemos uma belíssima posta de garoupa, impecavelmente grelhada.
Mas o melhor estava para vir. Da garrafeira do Paulo Graça, saltou para a nossa mesa um Borgonha Bouchard Père et Fils, Grand Cru Clos Vougeot 08, Domaine Chateau de Beaume - evoluido, elegante, equilibrado, boa acidez, taninos macios e final longo; todo ele sofisticado. Nota 18.
Obrigado Paulo Graça, pela sua atenção. Jamais esqueceremos!

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