sábado, 19 de maio de 2012

Lisbon Restaurant Week (II)

A minha 2ª jornada, no âmbito do LRW, foi no Bica do Sapato, onde não ia há um ror de anos. A última vez que lá tinha poisado foi no tempo do Joaquim Figueiredo, imagine-se. Uma pena que se tivesse zangado com tudo isto e regressado a França, depois de uma breve passagem pelo Tavares. Perdemos um grande chefe.
Além dos 19+1 €, foi-nos cobrado couver, água, café e um copo de vinho (5,50). A sala estava composta e a esplanada, praticamente em cima do Tejo, completamente lotada. Sem qualquer aviso, explicação ou pedido de desculpas, puseram-nos no espaço dos fumadores (estava encerrada a sala para não fumadores, segundo nos informaram à saída). Alguns estrangeiros, mas a maioria dos clientes era gente tipo executivo e endinheirada. A crise não passou por aqui. Serviço profissional, frio e distante, a faltar-lhe calor humano.
Carta de vinhos com boas escolhas, mas preços algo demenciais. Oferta alargada de vinho a copo.
Bebi Campolargo Bical 10 - fruta madura, toque oxidativo, acidez presente, madeira discreta, notas fumadas, estruturado, bom final de boca, gastronómico. Nota 17,5. A garrafa veio à mesa e o vinho foi dado a provar. Foi servida uma boa quantidade, a olho, num bom copo.
A cozinha, a cargo do chefe Carlos Robalo, cumpriu embora sem grandes rasgos. Em doses generosas, comi tártaro de atum, filetes de peixe galo e tarte de limão com gelado de frutos silvestres.
Em conclusão, não tenciono voltar. Que saudades dos tempos do Joaquim Figueiredo!

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