quarta-feira, 9 de maio de 2012

Uma volta pelo Chiado (II)

O Faz Gostos nasceu e fez nome no Algarve, primeiro em Olhão, depois em Castro Marim, onde eu o conheci, e finalmente em Faro. O dono, Duval Pestana, com nome já feito, resolveu rumar à capital e estabelecer-se no antigo Convento da Trindade, quase em frente à Cervejaria da Trindade. A decoração foi da responsabilidade de Paulo Lobo, creio que o mesmo que fez uma bela intervenção no Solar do Vinho do Porto, em Lisboa. De momento, o restaurante está encerrado para obras. Ganhar espaço, é a intenção do dono. Só espero que a colecção de azulejos se mantenha.
O Faz Gostos não é um restaurante para o dia a dia, pois situa-se num patamar superior e pratica preços a condizer. No entanto, agora tem uma modalidade mais democrática, pois permite que de 2ª a 6ª feira se almoce por 15 € + IVA = 18,45, com direito a couvert, sopa/entrada, prato principal, sobremesa, água, café e  um copo do vinho da casa. O serviço é profissional, a garrafa veio à mesa e o vinho foi dado a provar, o que nem sempre acontece. A cozinha é tradicional, mas com um toque de modernidade.
Bebeu-se, a copo, o branco Folha da Vinha 2010 (Terra d' Alter) - exuberante no nariz, muito frutado, fresco e elegante, gastronómico, com alguma complexidade e fácil de gostar. Para um vinho de gama de entrada, que penso que seja, é uma boa surpresa. Nota 16,5. Acompanhou bem uma sopa de legumes e lasquinhas de pescada com uma agradabilíssima açorda de coentros.
Os meus votos para que as obras corram bem e o restaurante reabra ainda antes de terminar o Lisbon Restaurant Week, de que é aderente.

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