sábado, 12 de maio de 2012

Vinhos em família (XXXII)

Mais uma série de vinhos provados, com o S de Soberanas e o Vale Meão a confirmarem a excelência.
.Casal Figueira Vinhas Velhas 10 - nariz discreto, notas de citrinos, acidez equilibrada, madeira discreta, estilo austero, alguma estrutura e final de boca; gastronómico, pode beber-se daqui a mais 3/4 anos. Fico satisfeito por este projecto não ter morrido e ser uma boa homenagem ao saudoso António Carvalho. Nota 17,5.
.Qtª dos Carvalhais Encruzado 09 - estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês, futa tropical madura, notas abaunilhadas, acidez presente, equilibrio e elegância, madeira sem se impor, fresco e gastronómico; um bom exemplo de brancos do Dão. Nota 17,5+ (noutras situações 17,5+/17,5+, uma regularidade impressionante).
.Qtª Vale Meão 05 - ainda com fruta, notas florais, algum vegetal, acidez q.b., boca poderosa, taninos ainda rugosos, a precisarem de tempo para se harmonizarem, final interminável e muito gastronómico; uma referência no Douro, em forma mais 7/8 anos. Nota 18,5.
S de Soberanas 05 - com base na casta Alicante Bouschet, estagiou 32 meses em barricas novas de carvalho francês e mais 1 ano em garrafa (tiro o meu chapéu ao produtor, por pôr este vinho à venda já com alguma idade), nariz complexo, notas de chocolate, e tabaco, especiado, arquitectura de boca, final longo; gastronómico e harmonioso; um dos grandes vinhos ao sul do Tejo, meio sadino, meio alentejano, embora seja oficialmente Peninsula de Setúbal; aguenta bem mais 5/6 anos. Nota 18,5 (noutras 18/18+/17,5/18/17,5+).
.Moscatel Roxo Bacalhôa 2000 - aroma complexo, citrinos, figos secos e notas de mel, estruturado, bom final de boca; elegante e harmonioso; óptimo para fechar qualquer repasto em beleza. Nota 17,5.
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