quinta-feira, 17 de maio de 2012

À volta da colheita 2001

Cinco amigos encontraram-se para uma prova às cegas de vinhos da colheita de 2001. 4 levaram tintos e 1 a "jeropiga" da praxe. Como não foi recomendada a região, resultou que o sul, Alentejo e Península de Setúbal, tivesse ficado em maioria e o norte fosse limitado ao Douro. Esta prova teria sido mais interessante, se tivesse contado com a presença do Dão e da Bairrada. A corrigir numa próxima sessão.
O repasto teve lugar na Enoteca de Belém, com o Nelson a comandar os tachos e o Ângelo a pontificar na sala. Mais um bom desempenho da equipa, que mais uma vez, muito simpaticamente, nos ofereceu um espumante, para acompanhar os entretens de boca. Foi o Aliança Particular 05, a dar muito boa conta de si.
Passo a indicar os vinhos provados, com indicação de quem o trouxe:
.Tapada de Coelheiros Garrafeira (Rui Rodrigues) - notas de lagar, boa acidez, taninos domados, estrutura e bom final de boca; beber ainda durante mais 4/5 anos. Nota 17 (noutra situação 16,5).
.Kolheita (João Quintela) - proveniente de vinhas velhas, vinificado em lagar, estagiou 14 meses em barricas de carvalho francês, feitas 5000 garrafas, sendo o enólogo responsável o Luis Soares Duarte; notas florais, especiado, acidez equilibrada, taninos suaves, final longo, todo ele pleno de complexidade; em forma mais 7/8 anos. Nota 18,5 (noutras 17/16,5/18/18).
.T Terrugem (Juca) - notas vegetais no nariz, algum couro, melhor na boca, acidez ainda presente, estruturado, bom final de boca; a consumir nos próximos 5/6 anos. Nota 17,5+ (noutra 16,5/16,5).
.Cruz Miranda (Raul Matos) - muito evoluido, notas animais, palha evidente, melhor na boca, mas conjunto desequilibrado ; a despachar o que houver lá por casa. Nota 15,5 (noutras 16/15,5).
.Leo d' Honor Grande Escolha (Raul Matos) - especiado, acidez q.b., estruturado, nariz/boca equilibrados, final guloso. A beber durante mais 3/4 anos. Nota 17,5.
.Krohn Colheita 83, trazido por mim (engarrafado em 2011) - frutos secos, notas de caril e brandy, untuoso, acidez presente, boca potente, final interminável; todo ele muito complexo. Nota 18,5 (noutra 17,5+, desconhecendo o ano de engarrafamento). Heresia das heresias: com um Colheita como este, dispenso bem um Vintage.
Todos estes vinhos foram muito bem suportados pelos comeres que foram desfilando: tártaro de barriga de atum, rosbife de atum, folhado de pato, naco de vitela com risotto de porcini e, ainda, queijos, doces e fruta.
Mais uma boa jornada na Enoteca de Belém, com os vinhos das nossas garrafeiras (excepto o Cruz Miranda), a portarem-se muito bem.

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