terça-feira, 29 de maio de 2012

À volta da colheita 2004 com o Núcleo Duro

A convite do João Quintela, juntei-me aos meus amigos do Núcleo Duro (Rui Miguel e Jorge de Sousa, os fundadores, e ainda, João Quintela, Paula Costa, Juca e Pedro Brandão). Com estes amigos, provei regularmente até finais de 2010. Foram cerca de 60 sessões e perto de 500 vinhos provados, às cegas, em conjunto. Esta prova desenrolou-se no restaurante As Colunas e o tema foi a colheita de 2004.
Antes da ordem do dia, avançaram 2 garrafas de Porto Branco, com perfis totalmente distintos. O 1º mais austero, seco e com o álcool mais evidente e o 2º mais exuberante, doce e untuoso. Descodificados os vinhos, ficámos na presença de 2 garrafas de Qtª da Casa Amarela, o último engarrafamento (2011) versus o primeiro (2004?). Uma prova muito didáctica, com as garrafas separadas por 7 anos e a marcarem a diferença. Seguiu-se-lhes um Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 2010, versão magnum, a acompanhar bem uns deliciosos cogumelos grelhados.
Passámos, de seguida, para o confronto entre 5 tintos da colheita 2004, bem acolitados por um excelente borrego assado no forno. Ei-los:
.Qtª da Dôna - exuberante no nariz, notas florais, algum vegetal, boa acidez, não muito elegante, mas com grande personalidade, boca poderosa e final longo, em crescendo; precisa sempre de um prato forte por companhia. Penso que é o 1º Qtª da Dôna da responsabilidade das Caves Aliança (as versões anteriores eram do Ataíde Semedo). Nota 18,5 (noutra situação 17,5).
.Qtª Monte d' Oiro Reserva - notas adocicadas, especiadas, alguma sobrematuração, final muito guloso; falta-lhe acidez e elegância. Nota 16,5 (noutra 15,5+).
.Qtª dos Carvalhais T.Nacional - aroma discreto, notas florais e alguma fruta, muito fresco, elegante, equilibrado e harmonioso, com muitos anos ainda pela frente. Nota 18.
.S de Soberanas - nariz exuberante, fumado, notas de couro, boa acidez, taninos ainda por domar, estrutura e bom final de boca. Nota 17,5+ (noutras 18+/17,5/16/17/17,5+/18,5).
.Poeira em versão magnum - notas florais, alguma mineralidade, estrutura média, final longo, mas não muito complexo; alguma desilusão em relação ao passado. Nota 17 (noutras 18+/18/18,5/18/18,5).
E, para terminar em beleza, mais uma garrafa de Blandy Bual 77, em grande forma.
Gostei de estar convosco, ò duríssimos. Obrigado João!

3 comentários:

  1. Não posso nem devo,mas principalmente não quero, deixar de aproveitar para subscrever a mensagem do Xico e enviar um grande abraço de parabens com votos de que continue a fazer aquilo que tão bem sabe, deliciando-nos com os seus vinhos.Até breve.Abs Juca

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  2. Penso que este comentário está fora do sítio, pois parece-me que está dirigido ao António Saramago.

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  3. É óbvio que sim;não sei explicar o que aconteceu.Abs Juca

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