quarta-feira, 6 de junho de 2012

Jantar com vinhos da Madeira (5ª sessão)

O núcleo duríssimo dos vinhos da Madeira, voltou a juntar-se na Enoteca de Belém para mais um repasto temático. As sessões anteriores, com este mesmo formato, podem ser consultadas nas crónicas de 17/12/2010, 27/2/2011, 1/11/2011 e 1/3/2012. Este núcleo é composto pelo Adelino de Sousa, madeirense de origem, Juca, João Quintela, Alfredo Penetra, Paula Costa, Modesto Pereira, José Rosa e eu próprio. Desta vez, o grupo foi reforçado com o João Rosa, vindo de Londres, onde reside.
A equipa da Enoteca, teve mais uma boa prestação. Só copos foram 143 para 13 participantes (1 flute para o espumante, 5 Siza Vieira para os Madeiras, 4 tipo bordéus para os tintos e 1 para água. Como vai sendo habitual, a Enoteca ofereceu-nos o espumante, Aliança Reserva Bruto 09, a portar-se muito bem.
Entrando na parte mais séria, os Madeiras:
.Blandy Sercial 74, engarrafado em 2004 (trazido pelo Juca) - frutos secos, caril iodo, vinagrinho, delicado e complexo, boca impressionante e final interminável. Uma grande surpresa. Nota 18,5+.
.Blandy Verdelho 68, data de engarrafamento desconhecida (João Quintela) - nariz com alguma intensidade, iodo bem presente, equilibrado, estrutura e bom final; ficou prejudicado pelo confronto com o Sercial. Nota 17,5.
Estes 2 primeiros Madeiras acompanharam um bem conseguido tártaro de salmão com puré de feijão preto.
.Listrão 43, engarrafado em 46 (Adelino) - madeira atípico, mais próximo de um tawny velho; uma curiosidade que fez de separador, a meio do jantar, entre os mais secos e os mais doces.
.Companhia Vinícola da Madeira Malmsey 1880, sem data de engarrafamento (Adelino) - nariz e boca estranhos, caramelo queimado?; pura desilusão.
.Blandy Bual 77, engarrafado em 2009 (Modesto) - nariz exuberante, frutos secos, notas de mel, caril e iodo, estruturado e final muito longo; todo ele pleno de complexidade, foi para mim o vinho da noite. Nota 19.
Estes 2 últimos foram servidos com queijos, bolo de mel madeirense, outros doces e fruta.
Com um naco de vitela e migas de espargos, foram servidos 3 tintos da colheita 2007, um CV (José Rosa) em grande forma, a precisar de tempo para se revelar, Foz de Arouce Vinhas Velhas (a minha pessoa), um baga muito elegante e fresco e o Poliphonia Signature (Alfredo), muito aquém das expectativas criadas pelo prémio atribuído ao 2008. O João Rosa teve a gentileza de ter trazido o Forey Pére et Fils, Grand Cru 05 AOC Echezeau, todo ele muito equilibrado, complexo, acidez bem presente e final muito longo.
Mais uma grande jornada com Madeiras. Obrigado a todos!
Nota final: soube ontem que o Francisco Albuquerque fará hoje uma apresentação de vinhos da Madeira Wine, no Via Graça, seguida de jantar. Tão em cima da hora, não houve qualquer hipótese de nos organizarmos para o efeito. Não sei de quem é a culpa, mas, francamente, alguém não fez o que deveria ter feito!

  

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