domingo, 3 de junho de 2012

João Portugal Ramos e a Blogosfera

O João Portugal Ramos (JPR), apoiado pela sua competente equipa, lembrou-se da blogosfera, convidou uns tantos, recebeu-os em grande estilo, na sua adega em Estremoz, orientou uma prova de alguns dos seus vinhos, convidou-os para um grande almoço, conviveu, partilhou histórias e contou uma série de anedotas (ele é quase tão bom a contar anedotas como a fazer vinhos).
É sempre de louvar quem se lembra da blogosfera e lhe dá estatuto. Já tinha sido com a Herdade das Servas (ver crónica "A Herdade das Servas e a Blogosfera" em 22/1/2011) e a José Maria da Fonseca ("Evento Wine Bloggers na José Maria da Fonseca" em 25/10/2011). Acho que houve mais produtores nesta mesma onda, mas não tive conhecimento directo. Estes convites compensam, de algum modo, certas críticas mordazes dirigidas aos bloguistas.
Para memória do futuro, além do Enófilo Militante, compareceram à chamada os blogues:
.Adegga - André Ribeirinho e André Cid
.Air Diogo num copo - Diogo Rodrigues
.E Tudo o Vinho Levou - João Chambel e Gustavo Fernandes
.João à Mesa - João Barbosa
.Mesa Marcada - Miguel Pires
.Nova Crítica - Pedro Gomes
.Os Vinhos - Pedro Barata
.Pingas no Copo - Rui Miguel Massa
.Sapo Gastronomia - Ana Costa
Depois de uma visita guiada à adega, o JPR apresentou e comentou 11 Vinhos (Loios 2011 branco e tinto, Marquês de Borba  2011 branco e tinto, Vila Santa Reserva 2011 branco, Vila Santa Reserva 2010, Trincadeira, Aragonês e Syrah, Qtª da Viçosa e Marquês de Borba Reserva, todos de 2009. Ficou-me na memória o Trincadeira, o Syrah e, muito particularmente, o excepcional Marquês de Borba Reserva.
Mas, a maior surpresa, estava reservada para o almoço (escabeche de perdiz e lombo de porco com migas de brócolos, a brilharem), altura em que foram servidos 2 brancos e 2 tintos de eleição, mas já fora do mercado:
.Vila Santa Reserva 2009 e 2008 brancos - evoluídos na côr, ainda com uma bela acidez, harmoniosos e gastronómicos, mais fumado e untuoso o 2008. Notas 17,5 e 17,5+.
.Marquês de Borba Reserva 2000, em dupla magnum - especiado, notas de couro, acidez bem presente, boca poderosa e grande final; em forma mais 6/7 anos (quem disse que não há tintos alentejanos de guarda?). Nota 18,5.
.Marquês de Borba Reserva 1997 - um estilo semelhante, a tipicidade alentejana bem presente, grande equilibrio entre nariz e boca, no ponto de consumo, embora possa aguentar mais 2/3 anos. Nota 18.
Uma grande jornada de convívio e um anfitrião de mão cheia. Obrigado João Portugal Ramos!

3 comentários:

  1. Meu caro, mais um belo relato. parabéns. Obrigado!

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  2. Obrigado eu, pelas suas palavras. Foi pena que não tivesse ido.

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  3. Ah meu caro, não fui convidado, mas já me vi obrigado a recusar convites desses. Não sou útil à produção, pelo menos, não nesses moldes. Seria apenas um gasto, pouco teria a dar em retorno. Conheço o meu lugar e esse é, junto à produção, mas do lado de cá!
    Forte abraço!
    HM

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