quarta-feira, 20 de junho de 2012

Novo Formato+ (5ª sessão)

O grupo Novo Formato+ voltou a reunir, para mais uma tarde de convívio à volta de umas pingas provadas às cegas. Os vinhos eram meus e escolhi a Enoteca de Belém, já nossa conhecida. Serviço impecável, como é norma da casa. Os meus convidados foram recebidos com espumante Raposeira Velha Reserva 02, simpática oferta da casa, que se portou muito bem a acompanhar um entretém de boca. O meu obrigado ao Ângelo, Nelson e restante equipa.
Quanto aos 3 vinhos brancos, eram todos de 2008, de diferentes regiões e castas, a darem uma boa prova:
.Soalheiro Alvarinho Reserva - nariz exuberante, notas tropicais discretas, alguma gordura compensada por uma excelente acidez, grande boca e final muito longo; a aproximar-se, a passos largos, do Reserva 07, o melhor branco português que bebi na minha vida. Nota 18 (noutras situações 17,5/18/18+/18).
.Morgado Stª Catherina Reserva - notas fumadas, belíssima acidez a compensar um pouco de madeira presente, estrutura e bom final de boca; muito gastronómico, uma das melhores relações preço/qualidade em brancos. Nota 17,5+ (noutras 17/17,5+/17,5+/17,5+/17,5+/18/18).
.Monte Cascas Malvasia Colares (garrafa nº 416 de 672!) - austero e discreto, ficou diminuído pela exuberância dos outros em prova, mineralidade, elegância e harmonia; nunca o tinha provado, vale pela raridade, mas não pelo preço excessivo. Nota 17,5.
Acompanharam uma boa posta de Bacalhau à Lagareiro.
A escolha dos 3 tintos, todos de 2007, traduziu-se numa homenagem a 2 grandes senhores do vinho, Álvaro de Castro e Dirk Niepoort, que ao longo de mais de 13 anos de CAV, sempre estiveram próximo de nós e honraram-nos com a sua amizade. Não foi por acaso que os convidámos para estarem presentes no jantar comemorativo do nosso 10º aniversário, em Setembro 2006. Na altura oportuna, voltarei a este assunto. E os tintos, foram:
.Pape ( A.Castro) - nariz exuberante, notas florais, boa acidez, especiado, algum tabaco e couro, taninos domados, bom final de boca; todo ele muito equilibrado. Nota 18 (noutras 18/18).
.Robustus (Dirk) - mais discreto no nariz, fruta ainda presente, especiado, boca potentíssima e final muito longo; apresentou um estilo algo diferente dos seus irmãos mais velhos, 2004 e 2005. Nota 18+.
.Doda (A.Castro/Dirk) - mais fruta do que os anteriores, complexidade aromática, acidez no ponto, taninos presentes e civilizados, bom final de boca; equilibra bem as características do Dão com as do Douro. Nota 18.
Fizeram boa companhia a um saboroso naco de vitela, mas que nos obrigou a dar ao dente com alguma força.
A fechar, eu diria com chave de ouro, uma excepcional "jeropiga", que enganou alguns dos presentes, pois tinha algumas características dos Madeiras, sem o ser:
.Burmester Colheita 1955 (engarrafado em 2004) - frutos secos, caril, notas de brandy, acidez bem presente, boca de arrasar e final interminável. O vinho da noite! Nota 19 (noutras 19/19).
Mais uma grande jornada de partilha de bons vinhos com bons amigos!

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