quinta-feira, 28 de junho de 2012

Petiscos em Lisboa (III)

À descoberta de espaços para petiscar e beber vinho a copo, fui parar à Rua da Alfândega onde se situa o Vinho Sem Princípio, meio wine bar, meio restaurante, com uma aposta forte na petisqueira.
Ambiente informal, mesas para 6, bancos corridos, decoração arrojada, montra de garrafas a ocupar toda uma parede, tudo isto indicia que se pretende que o papel principal seja dado ao vinho.
O menú, algo confuso, pode ser lido, em português e inglês, em ardósias. Ficamos a saber que podemos optar por 4 pratos (7,50 € ao almoço e 10 € ao jantar) ou 7 (10€ ao almoço ou 12,50 ao jantar). Couver e bebidas são pagas à parte. Fiquei sem saber se o café está incluído ou se foi uma oferta pontual da casa. Optei pelo menú dos 4 pratos, que são pequenas/médias doses, com direito a morcela de arroz e chouriço assado, tiborna de atum, bacalhau com natas e entrecosto assado. Cozinha segura, mas sem surpreender. Serviço simpático, mas algo atrapalhado.
Quanto a vinhos, a lista está concentrada no Douro e Alentejo, inclui algumas (poucas) referências do Dão e Beiras, ignorando completamente a Bairrada, Lisboa e Tejo. Inclui, ainda, alguns vinhos generosos. Lista com falhas  de organização e com poucos vinhos datados. Copos aceitáveis, mas sérios problemas com as temperaturas dos tintos, pois ainda não investiram em armários térmicos, o que é indesculpável num espaço deste tipo. Aparentemente praticam preços acessíveis, mas na prática constata-se que não é bem assim. Cada referência tem 2 preços, sendo o mais baixo o de venda ao público, acrescendo 6,50 € (taxa de rolha) se o vinho for consumido no restaurante. Se for bebido a copo, o custo é sempre 50% do valor da garrafa. Confuso? Um pouco...
Bebi um copo do branco Filipa Pato Bical/Arinto 2011 Regional Beiras (5,25 €), cuja garrafa veio à mesa e dada a provar, embora a medida tivesse sido a olho - frutado, alguma exuberância, fresco e equilibrado, boca e final médios, gastronómico; aguenta mais 2/3 anos a dar boa conta de si. Nota 16,5.
Em conclusão, um projecto interessante, mas com muitas arestas a limar.

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