domingo, 29 de julho de 2012

À descoberta do novo Terreiro do Paço (I)

O Terreiro do Paço, a sala de visitas dos alfacinhas, levou uma grande volta. Depois dos carros terem ido para outros lados, há já alguns anos, agora foi a vez da burocracia dos ministérios. No lado poente já existiam os restaurantes Terreiro do Paço e o Aura e, agora, chegou a vez da remodelação do lado nascente. Aí estão o Museu da Cerveja, o Nosolo Itália, o Ministerium, o Can the Can e o Populi. Não há fome que não dê em fartura. Obrigatório visitar este renascido Terreiro do Paço. E já agora, porque não um saltinho ao Martim Moniz e ao Intendente, que nada têm a haver com os respectivos passados?
O primeiro espaço visitado foi o Populi, que apostou forte nos vinhos, a começar com uma montra dos ditos que ocupa praticamente os dois pisos do restaurante. Acresce, ainda, uma série de armários térmicos para que as temperaturas de serviço sejam as mais correctas. Como mais valia, uma bela esplanada a poucos metros do Tejo.
A lista de vinhos, criteriosamente elaborada, inclui 2 preços, sendo o mais acessível para venda e o mais caro para consumo no restaurante. De um modo geral,ambos os preços são amigáveis. No entanto, lamentavelmente, não constam os anos de colheita e não contempla vinhos fortificados, embora inclua algumas referências estrangeiras. A copo, constam 8 tintos, 7 brancos, 1 espumante e 1 champanhe, também a preços cordatos.
Além do serviço à lista e duma boa oferta de petiscos, tem um menú executivo (de 2ª a 6ª feira) que inclui couver (pão, azeite, azeitonas, manteiga), prato, bebida (água, sumo ou vinho) e café, tudo isto por 11,50 €. Uma boa proposta, portanto.
A acompanhar um saboroso linguini com mexilhão, bebi o Qtª de Bacalhôa 2010 branco, que tive a oportunidade de escolher entre 7 possíveis a copo - fruta madura, acidez no ponto, madeira discreta,alguma estrutura, bom final de boca, gastronómico a ligar muito bem com o prato. Nota 17. Copo Schott e dose generosa servida a olho. No entanto, o copo já vinha servido e a garrafa só foi mostrada a pedido! Uma enorme gafe, a corrigir rapidamente. Quem aposta forte no vinho, não pode ter deslizes deste tipo.
A gerir a sala está o José Maria Azevedo, que eu já conhecia do Outro Rio (ex-Chico's), e nos tachos o chefe Luis Rodrigues, com passagem por vários espaços de referência.
Tenciono voltar e recomendo-o, sem reservas, esperando que os aspectos menos positivos já se encontrem resolvidos.

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