segunda-feira, 23 de julho de 2012

O blogue está de regresso

Após uma semana de férias na Maragota, algures entre Tavira e Olhão, o enófilo militante está de regresso. Período bem aproveitado para leituras e provas de vinhos brancos, que foram o que me apeteceu beber. Nas leituras, destaque para uma segunda apreciação de "O Ano da Morte de Ricardo Reis", um dos três livros mais empolgantes do José Saramago, o nosso Nobel da literatura (os outros são,  para mim, "Ensaio sobre a Cegueira" e "Memorial do Convento"). Apenas 2 referências a vinhos, no primeiro dos livros citados, uma a Colares e a outra a um espumante da Bairrada, que teria sido utilizado no lançamento à água do navio João de Lisboa.
Esta semana de férias deu para provar alguns brancos, de que passo a dar notícia, embora sem desenvolvimento, pois férias são férias. Apenas um reduzido apontamento, por ordem cronológica:
.Qtª de Camarate Seco 2010, já aqui referido quando do Evento Wine Bloggers, na José Maria da Fonseca (25/10/2011)
.Morgado de Bucelas Arinto 2011 e
.Herdade da Gâmbia 2011 (V.R.Península de Setúbal), este com as castas Moscatel e Fernão Pires. São 2 brancos correctos, próprios para esta altura do ano e ambos produzidos pela Sociedade Agrícola Boas Quintas, ou seja, Nuno Cancella de Abreu.
.Qtª da Pedra Escrita 2010 (Regional Duriense), produzido por VDS e elaborado pelo Rui Reboredo Madeira. Foi a grande surpresa da semana. Recomendo-o vivamente.
.Ninfa Escolha Sauvignon Blanc 2011 (Vinho Regional Tejo), produção de João M. Barbosa. Outra boa surpresa, mas que pede um prato com algum peso, para aguentar o estágio de 6 meses em carvalho francês.
Nunca o vi à venda.
.Palato do Côa 2010 (Douro), produzido por 5 Bagos, a partir de vinhas velhas com destaque para as castas Rabigato e Viosinho.
.Casa da Atela Gewurztraminer 2010 (V.R. Tejo), um branco correcto à nossa escala, mas longe do original.
Estes brancos foram bebidos em Tavira, em casa de um filho meu, com excepção do Ninfa, consumido no restaurante "Bate que eu abro" (que raio de nome!), situado em Altura (entre Manta Rota e Praia Verde), que considero um digno representante da da cozinha algarvia.

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