quinta-feira, 5 de julho de 2012

Só desgraças...

Na minha busca de locais interessantes em Lisboa, onde se pode petiscar, comer um menú ou bufete a preço de crise, dirigi-me ao Largo Vitorino Damásio (a Santos) com o objectivo de conhecer o SINS, aberto há pouco tempo e que veio a ocupar o espaço do Copo d' Três (?) e, posteriormente de um italiano. A porta estava só parcialmente aberta, mas o empregado, que estava no exterior, informou-me que o restaurante estava encerrado. Motivo? "Não nos pagam os salários", respondeu. Sem comentários...
Entrei no pátio ao lado, onde se situou o JA (o José Avillez para refeições ligeiras), que entretanto rumou a Cascais, deixando o espaço para outra gente, com outro nome que não retive. Azar,  no exterior podia ler-se "Aluga-se" ou "Vende-se", já nem sei.
Subi a D. Carlos I e dirigi-me ao BeBel Bistrô, situado mesmo em frente das escadarias da Assembleia da República. Na ardósia, onde constava a ementa, podia ler-se "não temos MB". Perante esta irritante falta, segui caminho. Passei à porta do Gemeli, onde não tencionava entrar, mas li mais ou menos isto: almoços, só por encomenda.
Próxima etapa, Praça das Flores, onde me dirigi ao Nova Mesa, onde têm funcionado inúmeros espaços de restauração e onde nasceu, na década de 80, que eu saiba, o primeiro restaurante/wine bar de Lisboa, o Copo de Três. Questionada a empregada sobre os pratos do dia, em opção, que compunham o menú da crise, tive como resposta um prato de carne e zero de peixe, que era aquilo que me apetecia.
Não fiquei e fui aterrar na esplanada do Pão de Canela, também na Praça das Flores. A fome e o desespero já eram muitos. O almoço, esse, não teve história e, quanto a bebidas, fiquei-me por uma imperial.
Era nesta praça que se situava o clássico restaurante Conventual, encerrado há cerca de 2 anos e que chegou a ser estrela Michelin, na década de 90.
Para carregar esta crónica ainda com cores mais negras, falta referir que, no caminho para o SINS, passei à porta do Manifesto, do nosso amigo Luis Baena (onde estive por diversas vezes e disso dei conta nas crónicas de 9/4/2010, 2/12/2010, 9/1/2011 e 16/4/2011; inesquecivel o almoço que preparou para as CAV, na sua fase de Catralvos, que lembrei quando dos 50 anos do António Saramago na crónica de28/5/2012), que encerrou em 15/6. Era uma morte anunciada, pois a decisão já fora tomada em 2011. Um novo projecto em Londres esteve na base dessa decisão.
Fecharam também as portas, o Bocca e o Vin Rouge, qualquer deles objecto de amores e desamores da minha parte (ver crónicas de 4/11/2010 e 23/2/2012). De qualquer modo, lamento estes infelizes desfechos.
Com tanta desgraça, há dias em que uma pessoa não deve sair à rua!

Sem comentários:

Enviar um comentário