segunda-feira, 9 de julho de 2012

Vinhos em família (XXXIV)

Mais alguns vinhos provados em família, uns da minha garrafeira e outros à mesa de restaurantes. São 4 brancos e 1 tinto:
.Qtª dos Currais Colheita Seleccionada 08 (Beira Interior) - côr algo evoluída, notas de melão, alguma exuberância, tostado e untuoso, acidez a equilibrar, bom final; um vinho original e uma boa surpresa, mas um contra (teor alcoólico 14,5% vol, o que considero excessivo). Nota 17. Bebido no Petit Algés.
.Soalheiro Allo Alvarinho/Loureiro 11 - aromático, notas tropicais dadas pela alvarinho, frescura e acidez vindas da loureiro, boa persistência final. Nota 16. Bebido no Mar do Inferno.
.Muros Antigos Alvarinho 11 - vinificado exclusivamente em inox, austero, frutado sem a componenete tropical, notas minerais, fresco, complexidade e finais médios. Um pouco abaixo da versão 2010, há que lhe dar tempo de garrafa. Nota 16,5. Um dos vinhos do Anselmo Mendes, o senhor Alvarinho de Melgaço e de Monção, segundo o José A. Salvador in "Os autores dos grandes vinhos portugueses", Edições Afrontamento 2003. Curiosamente, na última Revista do Expresso, foi o único produtor ou enólogo incluído nos 100 portugueses com maior influência em 2012 (escolha do João Paulo Martins).
.Morgado Stª Catherina Reserva 09 - estagiado 10 meses em barricas decarvalho francês, sem a madeira se impôr; citrinos, melão, notas florais, excelente acidez, estrutura e bom final; gastronómico. Medalha de ouro no International Wine Challenge, o que para um branco português é um grande feito. Ainda não atingiu o patamar do 2008, mas para lá caminha. Nota 17,5 (noutras situações 16,5+/17,5/17,5).
A propósito deste vinho, ocorre-me uma conversa com o Nuno Cancella de Abreu, quando ele era responsável pela enologia dos vinhos da Qtª da Romeira, ao referir a dificuldade na venda do Morgado. No entanto, bastou mudar a garrafa de renana para borgonhesa e alterar a grafia de Catarina para Catherina, para tudo se alterar. Coisas do marketing!
.Noval 05 - austero, próximo da terra, notas de couro e tabaco, boa acidez, potência de boca e bom final. Um bom trabalho do António Agrellos, que se estreou, em vinhos de consumo, com  a colheita  2004. E, se bem me lembro, a colheita de 2004 foi lançada num dos jantares organizados pelas CAV. Nota 18 (noutras situações 18,5/18,5/17).

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