segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Petiscos em Lisboa (VI)

Desta vez fui à "descoberta" do Duetos da Sé, situado na travessa do Almargem. A reportagem (uma página inteira) no Fugas de 28/7, aguçou-me o apetite. Os mentores deste projecto são os dois irmãos Lála e, daí, o nome da casa. Enquanto o Eduardo, músico e professor no Conservatório, se movimenta nessa área, o irmão Carlos é o gastrónomo, com experiência e passagem pelo Feitoria, Pragma e Faces in Chiado.
A sala tem um piano que, penso, só estará activo pela noite fora. Durante o dia, apenas música de fundo, que estava demasiado alta. Eu não me importei , até porque a música de jazz é a minha preferida. Mas, imagino, o desconforto para quem não a aprecie.
Fiquei com a impressão que este Dueto está preferencialmente vocacionado para a noite e abancar para almoço, com eu fiz, é um verdadeiro risco. No dia que o visitei, estava visível apenas um empregado que, a cada pergunta que eu fazia, tinha que se ausentar da sala para perguntar ao patrão. Se a sala estivesse composta de clientes, teria sido um desatino. O patrão, apareceu já com o almoço a decorrer e, diga-se em abono da verdade, foi extremamente simpático e atenuou a má impressão inicial.
O menú contempla "petiscos e entradinhas" de 1,50 a 7 €, pratos de 9 a 12 € e, ainda, sopas, saladas, sandocas e sobremesas. Comi francanente bem, a começar pelo caldo verde, que nada tem a haver com o descrito pela jornalista do Fugas, continuando com um pastel de bacalhau e croquete, acompanhados de salada, finalizando com chouriço assado.
Quanto a vinhos, a lista é curta (5 brancos, 4 tintos, 1 rosé e 1 frizante (!?))e desinteressante, mas todos com o ano de colheita. A copo só têm um vinho do Dão, branco e tinto, o Terras S.Miguel. A garrafa veio à mesa e o vinho dado a provar (serviço prestado pelo patrão; fiquei com dúvidas como seria se o patrão não estivesse). Os copos são aceitáveis, mas a quantidade servida a olho fica aquém do esperado. Bebi um copo do branco Terras S.Miguel 2010 - fechado no nariz, austero, presença de citinos, acidez equilibrada, boca mediana e final adocicado. Nota 14. Salvou-se o preço, 2,50 €, o que é um verdadeiro achado. Provei, ainda, o branco leve Fiuza 3 castas Nature, simpática oferta do Carlos Lála, mas que não fez a minha felicidade.
Em conclusão, recomendável para o pessoal da noite e a evitar à hora do almoço.

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