quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Vinhos em família (XXXV)

Em recente convívio em minha casa, para comemoração de 2 aniversários, bebemos umas pingas de acordo com a efeméride, a saber:
.Soalheiro Alvarinho Reserva 10 - austero no nariz, com notas de citrinos, marcado ainda pela madeira, mas com boa acidez e estrutura de boca; gastronómico, mas não fez a melhor ligação com uma sopa rica de peixe, aliás ao nível da excelência. Há que esperar  mais 2/3 anos para estar na melhor forma. Nota 17.
.Barca Velha 04 - decantado na hora, côr ainda muito viva, saúde invejável, complexidade aromática, notas fumadas, tabaco e chocolate preto, acidez equilibrada, frescura, madeira discreta, estruturado e final persistente. Um hino ao vinho! Nota 19.
 Era a nº 1900 de 26068 garrafas. Se hipoteticamente fossem todas vendidas, ao preço do Clube 1500 (100 €), a Sogrape encaixava 2 milhões, seiscentos seis mil e oitocentos €, o que é muita massa. O valor de mercado tem a tendência para ir subindo, ao longo dos anos, à medida que as existências vão encolhendo. Mas, não sendo o caso deste Barca Velha 2004 ( praticamente ainda não foi iniciada a sua comercialização), fico surpreendido ao constatar  que a Garrafeira Nacional já anunciou a sua venda a 300 €. Pura e desenfreada especulação!
.Ramos Pinto Colheita 37 (engarrafado em 1979, portanto com mais de 40 anos de casco) - límpido, frutos secos, notas florais, iodo, algum vinagrinho, madeira discreta, boca poderosa e final interminável. Nota 18 (fica a anos luz de outro exemplar engarrafado em 1968; mais 11 anos de casco fez a diferença).
Já fora deste convívio, continuei com as sobras da sopa de peixe, mas desta vez acompanhada com:
.Soalheiro Alvarinho 1ª Vinhas 11 - mais mineral e com os citrinos mais presentes, acidez equilibrada, elegante, harmonioso, final longo; ligou francamente melhor com a sopa rica. Nota 17,5+.

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