sábado, 8 de setembro de 2012

À descoberta do novo Terreiro do Paço (III)

Depois de ter travado conhecimento com o Populi e o Can the Can, foi agora a vez do Museu da Cerveja, que tem como sub-título "dos Países de Língua Oficial Portuguesa". No piso inferior está o restaurante propriamente dito, um espaço de alguma dimensão e bom gosto (obrigatório visitar as casas de banho), que se prolonga numa invejável e agradável esplanada. No piso superior desenvolve-se o museu, que mais adiante daremos pormenores. Mais: o fado está sempre presente, como música de fundo.
A ementa contempla uma dúzia de petiscos, para além de diversos pratos de peixe e meia dúzia de bifes, nada que especialmente se recomende. Comi um caldo verde saboroso e um petisco, em dose avantajada, de meia desfeita de bacalhau, sem entusiasmar.
A aposta forte, como não podia deixar de ser, é na cerveja. A respectiva carta contempla mais de 20 referências, sendo 3 as da casa (a que apelidam de museu), 3 angolanas e as restantes, diversas marcas nacionais. Em falta, estão as brasileiras e moçambicanas, a chegar a todo o momento, segundo me informaram.
Quanto a vinhos, como já esperava, a oferta está abaixo dos mínimos (1 branco, 2 tintos e 1 rosé). Zero a copo! Optei por beber uma cerveja Bohemia, servida numa espécie de copo duplo, a fim de conservar a temperatura durante mais tempo. O serviço, depois de um deslize inicial, foi eficiente e simpático.
Findo o repasto, aconselho que se visite o museu (os clientes são convidados da casa, enquanto que os visitantes que não abancaram pagam 3,50 €).
Está dividido em 4 áreas temáticas: 1.Dos primórdios ao início da produção industrial 2.A história dos produtores nacionais 3.A cerveja nos países de língua oficial portuguesa e 4.A adega monástica.
Pareceu-me bem organizado e com algumas referências históricas curiosas. Já nesses tempos recuados, eram notórias as queixas dos produtores de vinho contra o consumo da cerveja, a que alguém chamou "água choca"!
Uma delas, foi a queixa da Câmara de Lisboa ao rei D.Pedro II, em 6 de Julho de 1689. Rezava assim: "Grande ruina ameaça o vinho (...) se continuar o fabrico e venda de cerveja (...)".
Aconselha-se este espaço especialmente aos apreciadores de cerveja. Mas também aos outros, nem que seja para visitar o WC!

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