terça-feira, 18 de setembro de 2012

Rescaldo da ida ao Norte (III)

Situo-me, ainda, em Guimarães para partilhar a minha última experiência nesta bela cidade. O espaço em causa, um dos recomendados quando da edição do Fugas dedicada à Capital Europeia da Cultura 2012 (edição de 14 de Janeiro), é o Rolhas & Rótulos - winehouse & winebar (Largo da Oliveira).
Na véspera já tinha constatado a existência de um aparelho Enomatic - wine serving systems, que controla a quantidade a servir e a temperatura, além de preservar cada garrafa, depois de aberta, até 3 semanas. O ideal, portanto, para um espaço que privilegie o vinho a copo.
Na altura da visita tinha 8 tintos, com preços a variar de 3 a 4,45 €. Para além destes, tinham mais 2 brancos da casa, 1 espumante e 1 champanhe, o que me parece manifestamente insuficiente. Mas a realidade ultrapassa a ficção, como é costume dizer-se. Escolhido um dos 8 tintos expostos, o Adega Vila Real Reserva 2008, constatei que vinha quente!? Então para que serve o aparelho de controlo de temperaturas? Devolvi o copo e troquei-o por um fino bem fresco. Mas ficou a irritação perante o insólito da situação. Questionado o empregado, mostrou uma ignorância quase total quanto ao serviço de vinhos e desculpou-se com o patrão que, obviamente, não estava presente. Verdade seja dita que havia mais clientes à minha volta a consumirem vinho quente, mas mais ninguém reclamou. Lamentavelmente falta-nos massa crítica.
E a minha irritação foi tanta que nem sequer registei o que veio para a mesa. Além de nada ter registado, também se me varreu da memória. Apenas retive quanto foi agradável usufruir de uma esplanada em pleno centro histórico de Guimarães! Um aviso aos potenciais visitantes do Rolhas & Rótulos: antes de encomendarem o vinho verifiquem se o Enomatic já se encontra ligado.

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