quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Rescaldo da ida ao Norte (VI)

Continuando pela Passos Manuel e atravessando a Avenida dos Aliados, vamos parar à Elísio Melo. Foi aqui que "descobri" o Canelas de Coelho, antiga taberna "A Minhôta", onde se pode apreciar um painel de azulejos alusivo ao antigo nome. Este espaço, com um curioso nome (Canelas e Coelho são os nomes dos 2 sócios), acaba por funcionar como um 3 em 1 (restaurante - tapas - wine bar).
Tem um ambiente informal e simpático, apostando forte na componente petisqueira, com preços muito acessíveis até às 19 h. E foram os petiscos que avançaram para a mesa: favinhas e salada de coelho, vieira salteada com molho e vinho branco e gambas salteadas com molho de citrinos, tudo muito bem elaborado e apresentado.
A carta de vinhos é uma autêntica surpresa, não só pela selecção como pela quantidade, tudo a preços aceitáveis. Senão vejamos (entre parentesis a quantidade a copo): 40 brancos (7, sendo 1 colheita tardia), 70 tintos (3), 5 rosés (1),  4 espumantes (1), 2 champanhes (1), 9 Portos e 2 Moscatéis (estes generosos podem ser bebidos a copo, na quase totalidade). É, de facto, uma lista pujante, que rivaliza com as melhores que conheço.
Bebi, a copo (4 €), o Alvarinho Toucas 2011 (há ali uma relação com o Touquinheiras, que não entendi) - frutado, com citrinos bem presentes e notas tropicais, muito fresco, apelativo e equilibrado, boa textura e final de boca; um belo exemplar da casta. Nota 17,5. Foi servido em copo Schott, uma quantidade a olho que me pareceu ficar aquém dos 14 cl. A garrafa veio à mesa, mas não me lembro se foi dado a provar.
Serviço profissional e simpático. Em conclusão, recomendo vivamente este espaço.

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