terça-feira, 25 de setembro de 2012

Vinhos em família (XXXVI)

Comparada com a sessão XXXV, esta é mesmo para principiantes. Foi dada a palavra aos brancos, todos de boa relação preço/qualidade, ficando de fora os topo de gama. Vejamos:
.Vale da Judia 2011 (consumido no restaurante Solar do Peixe, em Alcochete) - frutado sem a casta Moscatel se mostrar muito, mineral e muito fresco; óptimo para acompanhar entradas leves; a beber até ao final do verão de 2013 (o contra rótulo tem uma indicação interessante, tipo prazo de validade: "período máximo de guarda 3 anos"; recomenda, ainda , 10 a 12º como temperatura de consumo, de que discordo absolutamente). Enologia do Jaime Quendera. Nota 15.
.Beyra Quartz 2011 (bebido em casa) - frutado, muito fresco e mineral, elegante e descomplicado; uma boa surpresa, vai bem com saladas e entradas leves; tempo de vida, mais 2/3 anos. Enologia do Rui Reboredo Madeira, que está a trabalhar muito bem os brancos. Nota 16,5+.
.Três Bagos 2010 (bebido em casa) - a partir das castas tradicionais do Douro, Viosinho, Malvasia Fina e Gouveio; citrinos presentes, acidez q.b., mineral, elegante e muito equilibrado; bom para pratos de peixe não muito pesados; é sempre uma aposta segura. Nota 16,5.
.Pedra Cancela Malvasia/Encruzado 2010 (bebido em casa) - irritante falta de informação no contra rótulo, tendo sido necessário recorrer ao portal do produtor para perceber que estagiou 3 meses em barricas de carvalho francês, referindo notas de maracujá e manga, o que sinceramente não consegui encontrar (volatizaram-se?); discreto no nariz e na boca, notas de citrinos, madeira bem casada, mas difícil de beber a solo. Nota 15,5.
.Castelo d'Alba Reserva 2011 (consumido no restaurante Populi) - com base nas castas Códega do Larinho, Rabigato e Viosinho; frutado, notas minerais, acidez equilibrada, alguma estrutura e bom final; gastronómico. Nota 16,5.
.Muros Antigos Alvarinho 2011 (consumido no Mar do Inferno) - a casta bem presente, embora não muito exuberante, notas de citrinos, mineral e bom final de boca; acompanhou bem peixe grelhado; em forma mais 5/6 anos. Nota 17.
E já que estou a falar de brancos, chamo a atenção para os 2 painéis da Revista de Vinhos, o de Agosto dedicado aos Alvarinhos e o de Setembro aos topos de gama. É de louvar estas iniciativas, até porque os brancos de qualidade precisam de visibilidade e protagonismo. No entanto, houve uns tantos brancos de gama alta que ficaram de fora, sem que se entenda porquê. Foi o caso dos Alvarinhos Palácio da Brejoeira, Soalheiro 1ª Vinhas e Parcela Única e, ainda, Royal Palmeira Loureiro, Gurú, Crooked Vines, Maritávora Reserva, Morgadio da Calçada Reserva (é de todo incompreensível a exclusão deste branco, incluido pelo JPM nos Melhores do Ano nos Guias 2012 e 2013), Pai Abel, Buçaco Reservado e Qtª da Murta Clássico. Os produtores não enviaram? Comprem-se, eles andam por aí.

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