quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Jantar Qtª Roques/Qtª Maias

Mais um jantar resultante da parceria da Garrafeira Néctar das Avenidas com o restaurante Assinatura, o qual contou com a presença do produtor, Luis Lourenço. Mas, desta vez, o antigo núcleo duro das CAV não estava em maioria.
Na minha opinião foi um dos jantares vínicos mais bem conseguidos: um menú de degustação fabuloso, resultado da inspiração do Henrique Mouro, ou seja, um festival de sabores, acompanhado por 1 espumante, 2 brancos e 3 tintos. Foram estes últimos que se impuseram, não ficando nem o espumante nem os brancos na minha memória. Descodificando:
.Espumante Qtª Roques 10 Rosé - bebido antes do jantar, achei-o pouco sofisticado e algo pesado, a pedir comida mais consistente. Nota 15. Acompanhou camarão salteado com caviar de beringela.
.Qtª Maias Malvasia Fina 11 - 10 % fermentado em barrica, para lhe dar volume; exuberância aromática, notas apetroladas, alguma agressividade na boca; a casta, isolada, é pouco interessante, mas melhora em lote. Nota 15,5. Bebeu-se com creme de espargos e saladinha de berbigão; prato bem conseguido, mas a saber a pouco...
.Qtª Roques Encruzado 11 - 65 % fermentou em barricas e carvalho francês, o restante em inox; austero no nariz, notas minerais, alguma estrutura de boca, gastronómico, mas prejudicado pelo protagonismo da madeira; precisa de tempo de garrafa. Nota 15,5+. Fez-lhe companhia um belíssimo polvo fumado com puré de maçã.
.Qtª Maias Jaen 08 - notas florais, elegante, boa acidez, taninos ainda espigados, bom final de boca, precisa de tempo para tudo se harmonizar. Nota 17,5. Bebido com uma excelente brandade de bacalhau com queijo terrincho e figo. No entanto, para o meu gosto, a maridagem não foi muito feliz. Talvez daqui por mais 5/6 anos.
.Qtª Roques T.Nacional 10 - nariz exuberante, ainda mais floral do que o anterior, sofisticado e harmonioso,  taninos finos, madeira bem integrada, final muito longo; grande potencial, bebível desde já e nos próximos 10/12 anos. Nota 18. Acompanhou uma perdiz com nabos, maçãs e castanhas.
.Qtª Roques Garrafeira 03 - a surpresa da noite, mais a mais com origem num ano complicado; ainda cheio de côr e saúde, aromas e fruta, excelente acidez, taninos vigorosos e final longo; em forma mais 9/10 anos. Nota 18+. Infelizmente, não ligou mesmo nada com a sobremesa, um pudim de pão flamejado em absinto. Um tawny velho vinha mesmo a calhar.
Em conclusão, mais uma boa sessão de comeres e beberes, com o chefe inspirado e os tintos a darem muito boa conta de si. Apenas um reparo: não foi posta nas mesas a ementa habitual, a que já nos habituámos. Um corte no orçamento?

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