domingo, 14 de outubro de 2012

Lembrando o 10º aniversário das Coisas do Arco do Vinho (2ª parte)

Enunciadas as nossas intenções, vejamos o que correu bem e o que correu mal.
1.Começo pela carta dirigida ao presidente do CCB, António Mega Ferreira, nunca respondida, apesar das inúmeras insistências e recados da nossa parte. Perdeu-se uma oportunidade única de se organizar uma grande exposição de artes plásticas, cujo tema seria a vinha e o vinho. Para além dos já mencionados cartazes da Ramos-Pinto e rótulos do Esporão, contávamos também, entre outros, com alguns pintores naif de nomeada, com a Luisa Caetano, que tinha trabalhado com o meu sócio. A atitude do presidente do CCB, já alvo da crónica "Um desabafo 5 anos depois", publicada em 17/1/2011, roça a má educação. Uma má acção fica com quem a praticou.
2.A prova na loja foi um êxito, não só pela presença do enólogo António Saramago e o produtor do Hero da Machoca, Artur Oliveira de seu nome, como também pela expectativa criada pela apresentação nacional do CARM BOCA 2004, com a presença do Rui Madeira e João Matos, enólogos desta última empresa  produtora . Como já referi na 1ª parte, o lote final foi construido por nós e aprovado na sequência de uma prova às cegas com outros lotes alternativos, realizada em Almendra. Tanto o Juca como eu apostámos no vencedor. O BOCA esgotou rapidamente e foi o vinho mais vendido, no decorrer dos 13 anos e meio em que fomos os responsáveis pelas CAV. Resta dizer que tem evoluido muito bem e estará, neste momento, no pico da qualidade. Tem sido posto à prova em confronto com alguns dos melhores vinhos do Douro e sempre se portou à altura. Sortudos aqueles que acreditaram e o compraram  mal foi posto à venda.
3.O jantar foi outro êxito. Ao contar com mais de 200 participantes, deve ter batido o recorde de presenças em eventos deste tipo realizados em Portugal, reunindo muitos amigos e clientes das CAV e uma série de convidados, onde se encontravam algumas figuras públicas, ligadas à cultura. Lembro-me do António Barreto, António Pedro Vasconcellos e Sérgio Godinho. Também as revistas especializadas e algumas generalistas se fizeram representar. Se a memória não me atraiçoa, estiveram presentes a Revista de Vinhos (João Paulo Martins), Wine (Rui Falcão), Escanção (Santos Mota), Epicur (Eduardo Miragaia), Diário de Notícias/Boa Vida (Duarte Calvão), Público/Fugas (O saudoso David Lopes Ramos), Expresso (Maria João Almeida) e A Hora e Baco (José Silva).
Este jantar não teria sido possível sem o apoio dos nossos amigos Álvaro de Castro (que esteve connosco) e Dirk Niepoort (na altura no estrangeiro, fez-se representar pela sua irmã Verena Niepoort e pelo José Teles, director geral da empresa). E é de inteira justiça, nomear aqui o empenho do António Mesquita (responsável pel' A Commenda e outros espaços de restauração no CCB) e respectiva equipa, que muito contribuiram para que tudo corresse o melhor possível.
E o que bebemos neste jantar do 10º aniversário? Por ordem de chegada à mesa : Niepoort Dry White, Tiara 2005, Redoma e Dado 2004, Pape e Qtª da Pellada 2005, Niepoort LBV 2001 e Niepoort Colheita 1996, este último especialmente engarrafado para esta efeméride.
A crónica vai longa, mas deixo para uma 3ª parte o jantar com vinhos da Madeira, oferecidos pelo nosso amigo Adelino De Sousa e algo relativo à brochura comemorativa do 10º aniversário.

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