segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Lembrando o 10º aniversário das Coisas do Arco do Vinho (3ª parte)

Nesta 3ª e última parte da crónica sobre as comemorações do 10º aniversário das CAV, vou relembrar o jantar regado com raridades oferecidas pelo amigo Adelino de Sousa e, ainda, tecer algumas considerações sobre a brochura alusiva à efeméride.
1.Embora não da nossa iniciativa, o jantar com vinhos do Adelino de Sousa foi, em termos cronológicos, o primeiro evento das comemorações, pois teve lugar antes da prova e do jantar organizados por nós. Sobre o referido evento, nada melhor do que dar a palavra ao Duarte Calvão, na altura jornalista do Diário de Notícias e grande apreciador de vinhos fortificados. Escreveu ele na edição de 16 de Setembro de 2006, página Boa Vida, com o feliz e oportuno título "Uma celebração do vinho e da amizade": "Há dez anos, dois sexagenários reformaram-se, mas, em vez de irem jogar dominó para o jardim, decidiram envolver-se numa actividade de risco: abrir uma loja de vinhos direccionada para enófilos exigentes. Os hoje septuagenários Francisco Barão da Cunha e José Oliveira Azevedo, donos e mentores da Coisas do Arco do Vinho, no Centro Cultural de Belém, são actualmente duas figuras de referência para enófilos, produtores, enólogos e até outros comerciantes, tendo encontrado muitos novos amigos numa fase da vida em que isso raramente acontece. Um desses amigos é o advogado Adelino de Sousa, dono de uma colecção de mais de três mil garrafas (...) à base de portos, moscateis e madeiras (...). Pois ele teve a boa ideia de promover um jantar comemorativo dos dez anos, em que homenageou os seus dois amigos (...)".
Para memória futura, os vinhos do convívio foram: Artur Barros e Sousa Verdelho 1965, Fonseca Vintage 1970 (em magnum), Warre Colheita 1935 (o ano do Juca), Ramos Pinto Colheita 1937 (o meu ano), Terrantez Colecção Particular 1842, Terrantez Adega do Torreão 1870 e 1906, Terrantez Favila Vieira 1900, Campanário Boal 1896 e Qtª da Consolação Malvasia 1907. Um conjunto de raridades que só se bebe uma vez na vida!
2.Finalmente a brochura comemorativa, com o sugestivo título "10 Anos a Brindar às Coisas Boas do Vinho", sendo de toda a justiça referir que isto só  foi possível graças ao empenho pessoal do meu filho Bruno, profissional na área da publicidade (copy). Também é de realçar o contributo do nosso amigo e cliente António Barreto, ao aceitar escrever a respectiva introdução. São dele estas palavras: "(...) Comemoram este ano o seu 10º aniversário. Ou antes, comemoramos...Tanto estão eles de parabéns, que fizeram obra, como nós, que dela beneficiamos. Este Arco deu o seu contributo para uma nova realidade portuguesa : saber e gostar de beber vinho (...)". Alem da introdução, a brochura desdobra-se em:
.A bem do vinho, uma estratégia bem delineada
.A inauguração, um dia para recordar
.A primeira crónica (sobre as CAV, entenda-se, cujo autor foi o David Lopes Ramos)
.O discurso do 1º Aniversário
.Os vinhos 10 anos depois
.A atenção da Comunicação Social
.Depoimentos de clientes e amigos
.Os eventos: jantares, provas e visitas
.Painéis de prova cega: quem participou?
Também, para memória futura, aqui ficam os nomes de pessoas ligadas ao vinho que nos enviaram um depoimento, a tempo e horas (ficaram uns tantos por publicar e outros tantos por enviar, mas já não podiamos esperar mais): Dirk e Verena Niepoort, Cristiano van Zeller (Qtª Vale D.Maria), Filipa e Luis Pato, Maria Emília Campos (Churchill), Tomás e Miguel Roquette (Qtª do Crasto), Olga Martins (Lavradores e Feitoria), Ricardo Nicolau de Almeida (Vinicom), António Torres (Symington), Pedro Araújo (Qtª do Ameal), Francisco Ferreira (Qtª do Vallado), António Saramago, Rui Reguinga, Rui Cunha, Francisco Olazabal (Qtª Vale Meão), Carlos Campolargo, Paulo Laureano, Nuno Cancela de Abreu, Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges, Laura Regueiro (Qtª da Casa Amarela), João Matos (VDS-Vinhos do Douro Superior), Manuel Vieira (Sogrape), Maria e Álvaro de Castro (Qtª da Pellada), José Mendonça (Qtª dos Cozinheiros, entretanto falecido), Pedro Carvalho (Casa Santa Eufémia) e Anselmo Mendes.

Sem comentários:

Enviar um comentário