sábado, 6 de outubro de 2012

Rescaldo da ida ao Norte (VII)

Para terminar a incursão em terras nortenhas, um salto a Melgaço, onde a casta Alvarinho é rainha. Abancámos no restaurante Foral de Melgaço, pertencente ao Hotel Monte do Prado. Sala ampla, moderna, luminosa, mesas bem aparelhadas, um grande terraço com esplanada e um meio envolvente de se lhe tirar o chapéu.
A lista de vinhos tem uma oferta excepcional de referências da Região de Vinhos Verdes, com especial incidência nos Alvarinhos, todos a preços muito aceitáveis. São 17 Alvarinhos, 9 brancos, 2 tintos, 5 espumantes e 2 aguardentes desta região. Acresce ainda uma boa oferta de champanhes, espumantes de outras regiões e 6 fortificados (3 Portos, 2 Madeiras e 1 Moscatel). Tem, ainda, brancos e tintos de outras regiões. O ponto fraco desta lista é a diminuta oferta de vinhos do Douro, que deveria merecer uma melhor atenção por parte dos responsáveis do restaurante.
A copo, pode-se escolher entre meia dúzia de referências, sendo os preços condizentes com a quantidade solicitada, 3, 6 ou 12 cl !? (confesso que não percebi bem a intenção desta diversidade). Nos vinhos a copo, a temperatura e quantidade são controladas por um equipamento tipo Enomatic (não fixei a marca). Paradoxalmente, não têm armários térmicos para controlo das temperaturas dos vinhos que se vendam à garrafa.
Bebeu-se o Qtª do Regueiro Reserva Alvarinho 2011 - fruta exuberante com notas e citrino e tropicais, mineral, belíssima acidez, estrutura e final de boca ligeiramente adocicado; o melhor elogio que lhe posso fazer é que não fica a perder com o Soalheiro. Nota 17,5. Este produtor engarrafou em 2006 um Alvarinho estagiado em madeira, situação esta que o responsável pelos vinhos ignorava e que nos levou a uma civilizada discussão.
Estou a chegar ao fim da crónica e ainda não referi a parte gastronómica. Comemos um delicioso "Polvo da Feira".
Quem for para aqueles lados, é obrigatório conhecer o Foral de Melgaço e/ou o Monte do Prado.

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