domingo, 28 de outubro de 2012

Vinhos em família (XXXVII)

Mais uma série de brancos, alguns de se lhes tirar o chapéu, alguns provados quando o tempo ainda estava quente. Apenas 1 destoou:
 .Qtª do Ferrão Chardonnay 10 - é um branco bairradino, para mim completamente desconhecido, uma desilusão completa; excesso de madeira, chato na boca, déficite de acidez, final adocicado. Nota 12. Provado no Café Restaurante Guarany (Av. Aliados, Porto).
 .Basília 11 - produzido por Qtª Basília do Todão (Douro), responsabilidade enológica do João Brito e Cunha; com base nas castas Viosinho e Rabigato, esteve 5 meses em cuba, em contacto com as borras finas; presença de citrinos, alguma frescura e mineralidade, estrutura e final médios; parecido com tantos outros. Esperava mais. Nota 15.
 .Qtª das Bageiras Garrafeira 09 - com base nas castas Maria Gomes e Bical, fermentou em toneis de madeira avinhada; todo ele de grande complexidade, alguma fruta madura, notas minerais, acidez equilibrada, madeira bem inserida no conjunto, estruturado e final longo. Um dos mais interessantes brancos portugueses e em forma mais 5/6 anos. Nota 18 (noutra situação 17,5+).
 .Catarina 11 - mais fresco do que colheitas anteriores, madeira discreta e muito bem casada, alguma estrutura, final curto, gastronómico; excelente relação preço/qualidade, é sempre uma boa escolha na restauração. Nota 17. Bebido no restaurante Can the Can (Terreiro do Paço, Lisboa).
.Morgado Stª Catherina 10 - um belo arinto de Bucelas, estagiado 10 meses em carvalho francês; nariz afirmativo, notas cítricas e florais, equilíbrio da acidez com a untuosidade, madeira discreta e bem inserida, profundidade e final extenso, harmonia total; mais meia dúzia de anos em forma; uma das marcas da minha preferência e incluído, acho que pela primeira vez, nos melhores do ano, pelo João Paulo Martins. Nota 17,5+.

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