sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Jantar Herdade dos Grous

Mais uma parceria da garrafeira Nectar das Avenidas com o restaurante As Colunas, desta vez com a Herdade dos Grous, que esteve representada pelo enólogo residente, Pedro Ribeiro, muito seguro a explicar as características de cada vinho. Estava acompanhado por um elemento da Prime Drinks, empresa distribuidora.
Os vinhos apresentados, todos com uma qualidade acima da média, foram:
.Colheita 2011 - com base nas castas Antão Vaz (50 %), Arinto e Roupeiro; nariz discreto, alguma fruta, notas florais, muito fresco, estrutura e final médios; um branco para todo o ano. Nota 16+. Ligou bem com os pastéis de massa tenra (excelentes!) e o requeijão de Seia.
.Reserva 2010 - a partir de Antão Vaz, Verdelho e Viognier, estagiou 6 a 8 meses em barricas novas de carvalho francês; mais complexo e aromático que o anterior, madeira bem casada com a fruta, boa acidez, alguma gordura, mas menos pesado do que as colheitas anteriores; claramente um branco de outono/inverno; dois reparos: o excesso de graduação alcoólica, 14,5 % vol (não havia necessidade...) e, por outro lado, a diferença de qualidade para o colheita não justifica a diferença de preço. Nota 16,5. Acompanhou uma massada de garoupa com gambas.
.Colheita tinto 2010 - com base  em Aragonês, Syrah, Alicante Bouschet e T.Nacional, estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês; nariz exuberante, fruta vermelha, fresco, algo rústico, taninos bem presentes; para beber em novo. Nota 16.
.23 Barricas 2010 - vinificado apenas com T.Nacional e Syrah, estagiou 12 meses (?) em carvalho francês; mais complexo que o colheita, especiado, notas de tabaco, acidez equilibrada, taninos presentes mas aveludados, bom final de boca; tem perfil para estar em forma mais meia dúzia de anos. Nota 17,5. Estes 2 tintos foram bem acompanhados por uma perna de porco preto no forno com grelos salteados.
.Reserva 2009 - a partir de Alicante Bouschet, Tinta Miúda e T. Nacional, esteve 16 meses em barricas novas de carvalho francês; ainda com muita fruta, notas de chocolate preto e couro, acidez no ponto, taninos ainda por domesticar; estrutura e final persistente; mais 2 reparos: teor alcoólico algo excessivo (15 % vol) e a diferença de qualidade para o 23 Barricas não justifica a diferença de preço. Nota 17,5+. Bebido a solo.
A sobremesa, que não apreciei, não teve companhia. Palpita-me que , com outra sobremesa (queijo, por exemplo), o reserva branco teria uma boa prestação.
Nota final: a Joana, mais uma vez, esteve incansável!

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