segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Petiscos em Lisboa (IX)

O Meson Andaluz aterrou em Lisboa, concretamente na Travessa do Alecrim (ao Cais Sodré), onde era o Alecrim às Flores. Além dos pratos clássicos, o Meson continua a apostar na petisqueira, oferecendo 20 entre tapas e raciones. Na minha visita degustei catalana (entretém de boca, oferta da casa), montadito de jamon ibérico (3 €) e pimientos de piquillo, recheados com bacalhau (6,50 €), em doses suficientes, mas que não me fizeram subir aos céus.
A carta de vinhos é deveras pujante e inclui algumas raridades (Barca Velha, Vinha da Ponte, Maria Teresa, Vega Sicilia Único, etc.). Os preços dos vinhos mais conceituados são francamente acessíveis. Inventariei 3 espumantes, 4 cavas, 3 champanhes, 27 brancos, 52 tintos (dos quais 14 apelidados de excelências), 3 rosés, 3 colheitas tardias, 18 Portos, 2 Madeiras, 5 Moscateis (incluem o1900, 1934 e 1951!) e 3 Jerez.
Nos vinhos a copo é que a porca torce o rabo, pois a oferta se resume a 1 branco e 1 tinto, o que não faz sentido numa casa deste tipo. Mais a mais está escrito que "(...) A carta de vinhos do Meson Andaluz começa com uma proposta de vinhos a copo que varia todos os meses(...)". Parece tratar-se apenas de uma intenção ainda não levada à prática.
Bebi o branco alentejano Duende 2010 (4 €, um exagero) - 100% Rabo de Ovelha; frutado, muito agradável na boca, despretencioso, bem feito, embora sem grande complexidade; tipicamente um branco de primavera/verão, que não aguentou os petiscos que vieram para a mesa. Nota 15,5.
A garrafa veio à mesa, o vinho dado a provar e servido a olho (quantidade que me pareceu inferior aos 15 cl habituais) num bom copo Schott. Serviço eficiente e temperatura adequada (o restaurante possui armários térmicos).
Aguardemos, então, a promessa quanto ao aumento da oferta de vinho a copo. Ver para crer...

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